103-3 (GRI )

  • Abordagem sobre sistema de gestão ambiental (SGA)

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O sistema de gestão ambiental industrial da Suzano é certificado na norma NBR ISO 14001:2015. O sistema de gestão florestal, por sua vez, é atestado pelas normas de manejo florestal FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), que incluem em seu conteúdo diversos requisitos relativos à temática ambiental. Sendo assim, tanto em nossas operações industriais quanto nas florestais temos sistemas de gestão ambiental próprios e específicos para cada realidade. Cada unidade industrial conta com um membro da área responsável pela gestão do tema, enquanto nas unidades florestais a gestão é coordenada por equipes que atuam especificamente sobre questões ambientais, orientando os times operacionais a atuar em conformidade com os padrões estabelecidos.

    Para o monitoramento das certificações referentes a esses sistemas, são realizadas, anualmente, auditorias internas e externas. As auditorias internas são realizadas por auditores formados internamente e designados a essa finalidade e/ou por consultorias devidamente qualificadas. As auditorias externas, por sua vez, são realizadas por organismos certificadores acreditados internacionalmente.

    A gestão ambiental na Suzano também segue uma série de procedimentos internos da companhia, como levantamentos de aspectos e impactos ambientais, gerenciamento de ocorrências ambientais e gerenciamento de resíduos. A Política Corporativa de Gestão Ambiental e a Política de Madeira Controlada da companhia, ambas disponíveis em nosso site, também norteiam a empresa em suas ações sobre o tema. Cabe ressaltar que novas versões dessas políticas estão em fase de aprovação e deverão ser publicadas em breve. No âmbito florestal, o sistema de gestão ambiental da Suzano atende também à Política de Associação ao FSC, assim como os próprios padrões de certificação do FSC®1 e PEFC/CERFLOR.

    Os principais resultados da Suzano em 2019 no que se refere às certificações ambientais foram:

    • recertificação da ISO 14001 com unificação dos escopos da antiga Fibria e da Suzano Papel e Celulose (unidades incluídas no escopo atual: Imperatriz, Mucuri, Aracruz, Suzano, Rio Verde, Limeira, Jacareí e Três Lagoas);
    • recertificação do Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR nas Unidades de Negócios Florestais (UNFs) BA e SP;
    • unificação dos escopos de certificação da UNF SP no Manejo Florestal FSC® e PEFC/CERFLOR (unificação das UNFs das antigas Fibria e Suzano Papel e Celulose);
    • reformulação dos escopos de certificação do Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR BA e ES;
    • inclusão da planta de lignina no escopo SIG (ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001);
    • inclusão dos processos de tissue na norma ISO9001 nas unidades de Imperatriz e Mucuri.
    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943; e de cadeia de custódia FSC-C010014.
  • Gestão da saúde ocupacional

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A gestão da saúde ocupacional na Suzano, em todas as unidades, está coberta por um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança, fundamentado nas diretrizes da ISO 45001:2018, OSHAS 18001, ISO 9000, Normas Regulamentadoras do Trabalho (com destaque para as NRs 07, 09, 15, 17, 31 e 32), no conceito de ciclo de PDCA (do inglês Plan – Do – Check – Act ou Adjust) e em boas práticas de mercado nacionais e internacionais.

    Para garantir uma gestão adequada do tema, a Suzano dispõe de um programa específico de Saúde e Qualidade de Vida com equipe 100% dedicada a suas atividades, denominado Faz Bem, que tem como objetivo desenvolver ações de promoção à saúde e qualidade de vida voltadas aos colaboradores da companhia e a seus familiares. Assim, os processos de gestão do tema na empresa são objeto de auditorias externa e interna, e os avanços conquistados são constatados nos resultados positivos do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) – que indica o histórico de doenças e acidentes de trabalho na companhia – e nos índices baixos de absenteísmo médico, estando atrelados, inclusive, à remuneração variável (bônus de performance) dos envolvidos.

    A empresa disponibiliza também plano de saúde a todos os colaboradores e dependentes legais, e, ao decorrer do ano, o departamento de Saúde e Qualidade de Vida desenvolve ações e campanhas de vacinação que também abrangem, além dos colaboradores, seus cônjuges e filhos(as).

    Nosso compromisso é com uma gestão de saúde humanizada, acolhedora e alinhada às melhores práticas técnicas sobre o tema. Logo, é necessário entender e atender os colaboradores de forma integral, como seres humanos que trazem consigo necessidades, expectativas e aspectos físicos e psíquicos, entre outros fatores.

    As iniciativas da Suzano em relação à Saúde e Qualidade de Vida incluem:

     

    • Gestão de absenteísmo médico por CID M – doenças do tecido osteomuscular e do tecido conjuntivo –, de forma a monitorar adoecimentos de fundo musculoesquelético;
    • Gestão de absenteísmo médico por CID F – transtornos mentais e comportamentais –, de forma a monitorar adoecimentos de natureza psíquica;
    • Gestão de afastamentos junto à Previdência Social, com investigação de nexo ocupacional sempre que indicado. As 2 primeiras metas são compartilhadas entre os médicos do trabalho e a consultora de Ergonomia;
    • Acolhimento assistencial de colaboradores, provendo o tratamento e/ou encaminhamento necessários à sua condição de saúde, visando o devido controle ou cura de suas condições de saúde;
    • Implantação de melhorias/adequações ergonômicas em processos produtivos em unidades fabris e florestais; com análise contínua sobre os postos de trabalho e realização de ginástica laboral nesses locais;
    • Manutenção e suporte dos Comitês de Ergonomia existentes, evidenciando melhorias ergonômicas resultantes do trabalho de cada um deles.

     

    Além das iniciativas de gestão já mencionadas, realizamos outras atividades complementares dentro do Programa de Qualidade de Vida da Suzano, como:

     

    • Grupo de corrida: em 2019, foram 25 provas com a participação de 2.500 colaboradores, que contaram com assessoria esportiva e custos com a corrida subsidiados pela empresa;
    • Campanha Amigos da Vida: mais de 230 voluntários doaram sangue em 8 ações que ocorreram em 2019, beneficiando mais de 640 pessoas;
    • Corrida Suzano: realizada em Imperatriz (MA), Três Lagoas (MS) e Jacareí (SP) com a participação de colaboradores e  comunidades vizinhas. Foram arrecadados mais de 2,5 toneladas de alimentos em 2019 a partir do valor das inscrições, e a entrega dos donativos às instituições contou com 112 colaboradores do Programa Voluntariar;
    • Programa Segurança no Dia das Crianças: 800 filhos de colaboradores visitaram as unidades Suzano em 2019 e aprenderam sobre a importância da segurança para as atividades do dia a dia;
    • Programa de Apoio à Gestante: durante toda a gestação e período puerperal, as colaboradoras têm acompanhamento de equipe multidisciplinar. Contam, também, com o cantinho da amamentação para retirarem e estocarem seu leite depois de voltarem ao trabalho. Vinte e seis mulheres foram atendidas pelo programa em 2019;
    • Disque Viver Bem: canal de apoio com orientação especializada em saúde física e mental e questões financeiras e jurídicas para colaboradores e familiares. Em 2019, 6 mil pessoas foram atendidas.
  • Gestão de fornecedores

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano possui um processo estruturado de gestão e qualificação de seus fornecedores com base também em seus Direcionadores de Cultura. Essa gestão inclui uma série de atividades que visam garantir não apenas o fornecimento de produtos e serviços, como também uma relação pautada pela ética e integridade com essas partes fundamentais de nossa cadeia de valor. Nesse sentido, para que a contratação, o cadastro e a certificação de fornecedores sejam realizados, prosseguimos da seguinte forma:

     

    1. Qualificação econômica e financeira dos fornecedores;
    2. Checagem do histórico;
    3. Avaliação de desempenho dos fornecedores de matérias-primas, insumos e serviços;
    4. Recebimento e aceite do Código de Conduta;
    5. Assinatura, pelo fornecedor, dos compromissos com os Padrões de Responsabilidade Legal e Socioambiental estabelecidos pela Suzano;
    6. Gestão de acesso e obrigações trabalhistas de empresas prestadoras de serviços.

     

    No processo de avaliação de desempenho de fornecedores, auditado interna e externamente (segundo ISO 9000, 14000, 18000, INTI, Smeta, Clientes), os requisitos Segurança, Meio Ambiente e Sustentabilidade são aplicados a 100% dos prestadores de serviços fixos (aqueles que executam serviços por tempo superior a 90 dias nas dependências da Suzano), podendo o fornecedor obter como resultados “grau de excelência”, “aprovação”, “aprovação com restrição” e “reprovação”.

    Ainda, para que sejam devidamente contratados, 100% dos fornecedores devem concordar com o Termo de Compromisso e Padrões de Responsabilidade Legal e Socioambiental estabelecidos pela companhia.

    Adicionalmente, a Suzano considera parte de seus fornecedores como críticos. Isto é, fornecedores de insumos e serviços que possam gerar impactos significativos na qualidade, no desempenho de processos, na segurança e integridade de equipamentos, no meio ambiente e na saúde e segurança de colaboradores. Esse grupo representa 4% do total de fornecedores da companhia e corresponde a 22% de seu orçamento de compras. Sendo assim, medidas distintas são previstas para garantir um bom relacionamento com esses fornecedores e a redução dos riscos de geração de impacto por parte deles.

    No que se refere ao desenvolvimento de fornecedores locais, a Suzano conta com alguns programas em unidades específicas:

     

    • Programa de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores (MS): também conhecido como PQF, tem como objetivo adequar micro, pequenas e médias empresas tanto a requisitos básicos de gestão quanto às normas internacionais exigidas para negociação com grandes indústrias. A Suzano é uma das mantenedoras do Programa, destinado a qualquer fornecedor, não só aqueles que trabalham para a empresa.
    • Programa Integrado de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores (ES): representa uma ação conjunta das principais empresas atuantes no Espírito Santo para promover, de modo integrado, o desenvolvimento e a qualificação de seus fornecedores de bens e serviços. Também conhecido como Prodfor, dele participam importantes empresas instaladas no Estado, denominadas de mantenedoras, que contam com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) e coordenação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES). A Suzano é uma das mantenedoras do Prodfor, destinado a qualquer fornecedor, não apenas os que trabalham para a empresa.
    • Desenvolvimento de parceiros locais (BA): o programa, em parceria com o Sebrae, visa fomentar a sustentabilidade da cadeia de suprimentos nos territórios em que atuamos, com foco em micro e pequenas empresas, ampliando a qualificação dos nossos parceiros locais, incentivando a adoção de melhores práticas de gestão e princípios de responsabilidade legal e socioambiental adotados pela Suzano. Dentro do conteúdo do programa de desenvolvimento de fornecedores estão previstos temas como Empreendedorismo, Gestão Financeira e Empresarial e Tributação, Princípios de Responsabilidades Legais, Socioambientais e Direcionadores de Cultura da empresa. O projeto é piloto e teve início na unidade da Bahia, mas está em fase de aprovação para se estender, ainda em 2020, para outros Estados onde a empresa atua.

     

    Em 2019, a empresa contou com 10.255 fornecedores, ao passo que, em sua base de dados, constavam 35.964 cadastrados. Ambos os dados consideram matriz e filial, sendo contemplados nos números fornecedores internacionais, pessoa física, pessoa jurídica, fundiários, órgãos públicos, transportadoras e agregados. Os fornecedores nacionais provêm de todos os Estados do Brasil, enquanto, entre os internacionais, constam fornecedores de todos os continentes. Em 2019, o custo com pagamento de fornecedores foi de, aproximadamente, 17 bilhões de reais.

  • Gestão do investimento social privado

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    As diversas modalidades de investimentos socioambientais e doações da Suzano são gerenciadas para que seus resultados possam ser medidos e avaliados em termos de contribuição para a sustentabilidade do negócio da empresa. A gestão do tema é orientada por nossa Política Interna de Investimentos Socioambientais e Doações, Procedimento Gestão de Demandas Sociais, Procedimento Gestão de Projetos de Investimentos Socioambientais e pelo Manual de Gestão de Relacionamento. O Manual e os procedimentos descrevem os processos e as principais ferramentas de relacionamento utilizadas com as partes interessadas na Suzano.

    A área de Desenvolvimento Social da companhia monitora e avalia todo o processo relacionado às demandas de cooperação, doação e patrocínio, reportando periodicamente os resultados desse monitoramento ao Risc Corporativo e Local (unidades). O Risc é um fórum que reúne gestores das diferentes áreas com o objetivo de integrar as políticas e diretrizes estratégicas de sustentabilidade na gestão e operação da empresa.

    O cadastramento, a avaliação, a aprovação e o acompanhamento orçamentário de todos os projetos de investimento socioambiental são realizados pelo módulo de Gestão do Investimento Socioambiental do Sispart, sistema corporativo interno de gestão do relacionamento com partes interessadas e do investimento socioambiental da Suzano. O acompanhamento e a avaliação do andamento dos projetos são feitos pelos parceiros de assistência técnica e consultores da área responsável, por meio de visitas técnicas, reuniões, capacitações e dias de campo com as associações e os participantes dos projetos, de acordo com os cronogramas estabelecidos nos Planos de Ação.

    A execução do Plano de Ação de cada projeto é monitorada com evidências como fotos, relatórios, listas de presença e acompanhamento de indicadores. A atualização das atividades realizadas é de responsabilidade de toda a equipe de assistentes técnicos e consultores envolvida, sendo centralizada no sistema Smartsheet, plataforma colaborativa utilizada pela Suzano para construir e disponibilizar ferramentas de gestão de projetos de investimento socioambientais.

    As atividades de campo, de grupos de trabalho, visitas técnicas e outras, realizadas pelas equipes responsáveis, são registradas em um relatório de atividades encaminhado mensalmente para a área de Desenvolvimento Social da Suzano. Esses relatórios mensais são arquivados no Sispart.

    A avaliação da eficiência e da eficácia das estratégias de relacionamento e de investimentos socioambientais adotadas, bem como a utilização dos recursos materiais, humanos e financeiros disponíveis, é realizada por meio do Sistema de Monitoramento e Avaliação Social. O sistema serve tanto para a formulação e a reformulação das práticas organizacionais e estratégicas de atuação (andamento dos processos e alcance das metas) quanto para a análise e a comparação de indicadores ao longo do tempo (foco no resultado e impacto da intervenção). Os resultados dos investimentos são avaliados pelo menos uma vez a cada ano, por meio de indicadores classificados em três categorias:

     

    • Indicador de Processo: orientado para avaliar a evolução da execução do planejamento físico-financeiro;
    • Indicador de Resultado: tem como objetivo apresentar a situação de atingimento das metas estabelecidas anualmente;
    • Indicador de Impacto: apresenta os efeitos internos e externos relacionados aos direcionadores corporativos estabelecidos.
  • Gestão do relacionamento com comunidades indígenas e outras comunidades tradicionais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    No processo de engajamento com comunidades indígenas, que é orientado por nosso Manual de Gestão de Relacionamento, a Suzano reconhece que lhes são legalmente reconhecidos os costumes, sua organização social, a língua, as crenças e as tradições, além dos direitos originários sobre as terras que, tradicionalmente, ocupam. Nesse sentido, em consonância com a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre Povos Indígenas e Tribais em Estados Independentes, as principais diretrizes para engajamento com as comunidades tradicionais adotadas pela Suzano são:

     

    • Reconhecer e respeitar os conhecimentos tradicionais e a perspectiva dos povos e das comunidades como ponto de partida de todo o processo de engajamento e de comunicação.
    • Dimensionar de forma adequada os prazos com as comunidades, de forma a garantir que sejam respeitados seus processos internos de compreensão e discussão.
    • Adotar instrumentos de comunicação e de disseminação de informações que sejam efetivos, culturalmente adequados e que respeitem a organização existente de povos e comunidades locais, em termos de linguagem, formato e dinâmica.
    • Respeitar as formas e práticas tradicionais de comunidades e povos para espaços de governança em que se discutam o planejamento e a execução das atividades originadas do processo de engajamento.
    • Garantir que os investimentos socioambientais a ser desenvolvidos respeitem e fortaleçam o modo de vida tradicional e as prioridades de desenvolvimento dos povos e das comunidades tradicionais com os quais a empresa se relaciona.
    • Realizar investimentos socioambientais que promovam o fortalecimento institucional e a autonomia política das organizações representativas (níveis local, regional e nacional) e valorizem as formas próprias de organização social e política dos povos tradicionais.
    • Apoiar iniciativas de fortalecimento e valorização da cultura tradicional, da educação de qualidade e culturalmente adequada e da medicina tradicional.
    • Envolver instituições governamentais, organizações não governamentais e organizações representativas dos povos tradicionais (níveis local, regional e nacional) nos projetos desenvolvidos.

     

    Dentro da companhia, a gestão do relacionamento com as comunidades é de responsabilidade da Gerência de Desenvolvimento Social e é realizada por meio de ferramentas e procedimentos integrados no Sistema de Gestão da empresa. A avaliação dos processos de relacionamento e engajamento com comunidades circunvizinhas, povos tradicionais e ONGs interessadas em nosso negócio é feita pelo Risc Corporativo, tendo como base a análise crítica desses processos elaborada pelo Risc Local.

    O Risc é um fórum que reúne gestores das diferentes áreas com o objetivo de integrar as políticas e diretrizes estratégicas de sustentabilidade na gestão e operação da empresa. O Risc Local de cada unidade é responsável pela análise e pelo monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas locais, por meio de:

     

    • Acompanhamento da execução do Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas.
    • Monitoramento das principais questões e conflitos sociais na área de atuação da unidade.
    • Monitoramento e avaliação das ações decorrentes dos processos de relacionamento, incluindo Diálogo Operacional e Engajamento.
    • Monitoramento e avaliação da execução dos projetos de investimentos socioambientais.

     

    A Gerência de Desenvolvimento Social reporta, nas reuniões de resultados das áreas Florestal e Industrial, o acompanhamento da execução do Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como as avaliações de efetividades das ações decorrentes dos seus processos. O gerenciamento do relacionamento com partes interessadas e do investimento socioambiental externo da Suzano é centralizado no Sispart, sistema corporativo de gestão para registrar e evidenciar, de forma unificada e atualizada, o relacionamento com partes interessadas.

  • Gestão do relacionamento com comunidades locais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Na Suzano, a gestão do relacionamento com as comunidades é de responsabilidade da Gerência de Desenvolvimento Social, sendo realizada por meio de uma série de ferramentas e procedimentos integrados no Sistema de Gestão da empresa (Manual de Gestão de Relacionamento, Procedimento de Relacionamento com Comunidades Urbanas e Rurais, Procedimento de Diálogo Operacional, Procedimento de Gestão de Ocorrências de Partes Interessadas, Procedimento de Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Sociais e Procedimento de Gestão de Demandas Sociais).

    A avaliação dos processos de relacionamento e engajamento com comunidades circunvizinhas, povos tradicionais e organizações não governamentais (ONGs) interessadas em nosso negócio é feita pelo Risc Corporativo, tendo como base a análise crítica desses processos elaborada pelo Risc Local. O Risc é um fórum que reúne gestores das diferentes áreas com o objetivo de integrar as políticas e diretrizes estratégicas de sustentabilidade na gestão e operação da empresa.

    O Risc Local de cada unidade é responsável pela análise e pelo monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas locais, por meio de:

     

    • acompanhamento da execução do Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas;
    • monitoramento das principais questões e conflitos sociais na área de atuação da unidade;
    • monitoramento e avaliação das ações decorrentes dos processos de relacionamento, incluindo Diálogo Operacional e Engajamento;
    • monitoramento e avaliação da execução dos projetos de investimentos socioambientais.

     

    Assim, a Gerência de Desenvolvimento Social reporta, nas reuniões de resultados das áreas Florestal e Industrial, o acompanhamento da execução do Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como as avaliações de efetividade das ações decorrentes dos seus processos. O gerenciamento do relacionamento com partes interessadas e do investimento socioambiental externo da Suzano é centralizado no SISPART, sistema corporativo de gestão para registrar e evidenciar, de forma unificada e atualizada, o relacionamento com partes interessadas.

  • Gestão sobre água e efluentes nas operações florestais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O uso inteligente da água é prioridade nos investimentos da Suzano, pois entendemos que este é um recurso natural importante para o equilíbrio de nossos ecossistemas e a perenidade de nosso negócio. Nesse sentido, realizamos medições periódicas de parâmetros quali-quantitativos das principais bacias hidrográficas em que operamos, além de utilizarmos tecnologias de manejo florestal que privilegiam a utilização eficiente dos recursos hídricos nelas situados, o que nos auxilia na redução de riscos de disponibilidade de água para as operações e comunidades vizinhas.

    Para melhor avaliar os efeitos do clima sobre a produtividade das florestas e reduzir riscos em períodos de escassez hídrica, a empresa conta com uma rede de 87 estações meteorológicas distribuídas em todas as unidades de manejo florestal. As informações geradas são utilizadas para avaliar diferentes cenários sobre os impactos das mudanças climáticas em nosso manejo florestal e a disponibilidade de recursos hídricos. Além disso, são conduzidos estudos específicos com base em nossos Laboratórios a Céu Aberto, compostos de uma rede de seis torres de fluxo (sistema Eddy Covariance), localizados nas florestas de São Paulo, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Esse aparato tecnológico nos permite monitorar diariamente e de forma detalhada o crescimento da floresta e sua interação com o clima, possibilitando uma ágil tomada de decisão ante a ocorrência de adversidades.

    Ainda, na busca por evoluir em seus processos e aprimorar a visão de que os recursos naturais podem e devem ser compartilhados com outros usuários de forma harmoniosa, a Suzano assumiu o compromisso de, no longo prazo, realizar ações específicas nas bacias hidrográficas identificadas como críticas, buscando ampliar a disponibilidade de água nesses locais. O diagnóstico da oferta e possível escassez hídrica está sendo realizado considerando uma série histórica de dados hidrológicos, assim como características ambientais e sociais de todas as bacias hidrográficas da base florestal da Suzano. Os resultados, a serem divulgados ainda em 2020, serão utilizados para elaboração da linha de base da evolução da meta de longo prazo.

  • Gestão sobre água e efluentes nas operações industriais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Comprometidos com a proteção dos recursos naturais, nossa gestão hídrica busca maior eficiência nos processos produtivos, a partir, principalmente, de projetos de engenharia e da conscientização sobre o uso da água pelos nossos colaboradores. Nas áreas industriais, nos preocupamos em atender e superar as exigências legais e, ao mesmo tempo, manter condições operacionais ideais nos processos. Para isso, monitoramos continuamente os parâmetros de controle, como captação específica de água, recirculação em processos e qualidade dos efluentes tratados. As informações e dados gerados são reportadas periodicamente às equipes envolvidas na implementação de melhorias. Isso se dá através de um sistema integrado de gestão, comunicado formalmente aos órgãos ambientais estaduais.

    Visando reduzir a captação de água, nossas unidades trabalham em diversas iniciativas de conscientização das equipes envolvidas na gestão desses recursos, incentivando a implementação de ações práticas de reaproveitamento e reuso da água e melhorias contínuas de processos através de procedimentos, normas e tecnologia.

    A exemplo dessas frentes, a Unidade de Mucuri direciona suas iniciativas em fechamento de circuitos, melhoria na eficiência de lavagem, aproveitamento de água do sistema de ar condicionado, sistemas de troca de calor e um forte processo de Educação Ambiental para o uso consciente desse recurso natural.

    Em Jacareí, por sua vez, cerca de 85% da água captada é recirculada dentro do próprio processo produtivo, antes de ser tratada e devolvida ao meio ambiente. Essa recirculação ocorre em função de uma série de reaproveitamentos internos, como o que ocorre com água de resfriamento, condensados (vapor), filtrados do branqueamento, água branca das máquinas secadoras, além de recirculações internas na própria Estação de Tratamento de Água.

    Já na unidade de Três Lagoas, resultados positivos foram alcançados após ajustes no condensador da evaporação, melhorias nos controles de purgas e implementação de controle de ciclo nas torres de resfriamento, além de recuperação interna de água na própria ETA, com tratamento e reuso da água de contralavagem.

    Outra ação de grande importância da Suzano sobre esse tema é sua participação em comitês locais de Bacias Hidrográficas, para discutir o uso da água em conjunto com os representantes do poder público, empresas e sociedade civil. Nesse sentido, através de nossas equipes locais, participamos dos seguintes comitês:

     

    • Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê;
    • Comitê de Bacia Hidrográfica Rio Doce;
    • Comitê de Bacia Hidrográfica Litoral Centro Norte;
    • Comitê de Bacias do Rio Paraíba do Sul;
    • Comitê das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

     

    Destaca-se também a participação no Comitê de Crises da Agência Nacional de Águas (ANA) para o Rio Tocantins.

    No que se refere aos compromissos públicos da Suzano sobre o assunto, no ano de 2019, a empresa definiu metas de longo prazo relacionadas à utilização de recursos hídricos em nossas operações, envolvendo a redução da captação e consumo de água nas unidades industriais, conforme consta na página “Metas de Longo Prazo” dessa Central (item “Água”).

  • Gestão sobre biodiversidade nas operações florestais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A gestão da biodiversidade na Suzano conta com um Plano de Monitoramento da Biodiversidade e um procedimento específico sobre Avaliação e Monitoramento de Áreas de Alto Valor de Conservação – AAVCs (onde realizamos nossos monitoramentos de biodiversidade). Além disso, dispomos de metas e indicadores estabelecidos com foco na conservação da biodiversidade e documentos específicos das unidades, como o Manual de Restauração Ambiental e o Manual de Manejo para Conservação de Áreas Protegidas.

    O Plano de Monitoramento da Biodiversidade contempla:

    • a representatividade dos monitoramentos em nível de paisagem;
    • a definição de bioindicadores (avifauna, mastofauna e vegetação arbórea);
    • o padrão dos monitoramentos de biodiversidade;
    • indicadores e recomendações técnicas.

     

    Já o Plano de Monitoramento das AAVCs apresenta os indicadores de monitoramento, potenciais riscos aos atributos de alto valor para biodiversidade identificados e as medidas de proteção necessárias.

     

    Compromissos externos e parcerias

    Para assegurar uma gestão cuidadosa e eficiente, a Suzano utiliza diferentes abordagens para os processos de conservação e restauração. Nesse sentido, a empresa participa da Iniciativa Mosaicos Florestais Sustentáveis (IMFS), que procura integrar o planejamento e a implantação de atividades de uso do solo e de conservação em conjunto com ONGs e outras empresas do setor. A iniciativa busca também inserir elementos de conservação nos programas de fomento florestal (incentivos, crédito e assistência técnica privados para apoio à silvicultura realizada por outros proprietários rurais).

    Partindo das ações que já vêm sendo implantadas pelas empresas e pelas organizações, constantemente debatidas e aperfeiçoadas (como ocorre no Fórum Florestal do Extremo Sul da Bahia, instância local do Diálogo Florestal), a IMFS visa incrementar a efetividade dos esforços de conservação da biodiversidade nos mosaicos florestais que combinam remanescentes nativos e florestas plantadas. No que concerne ao Programa de Restauração, a IMFS determinou áreas prioritárias para atuação do Programa, de modo a formar conexões entre importantes áreas naturais, como Unidades de Conservação e fragmentos florestais grandes e bem preservados.

    Com o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal e o Laboratório de Silvicultura Tropical, ambos da Universidade de São Paulo (USP), situados em Piracicaba (SP), a empresa mantém uma parceria técnica desde o início de seu Programa de Restauração, na década de 1990, procurando aprimorar metodologias, parcerias para trabalhar na seleção de espécies e outras questões de relevância para a gestão do tema.

    O trabalho conjunto com outras entidades, como organizações não governamentais (ONGs), Diálogo Florestal e universidades, é parte essencial desse processo. A partir dessas parcerias, novas metodologias para restauração, proteção, conservação e monitoramento são criadas, analisadas e testadas, visando promover melhorias na eficiência do manejo, reduzir impactos, gerar novas oportunidades de trabalho e compartilhar conhecimentos.

    A assinatura do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que prevê a recuperação de 15 milhões de hectares de florestas no País até 2050, é um exemplo claro da disposição da Suzano em estabelecer parcerias sólidas. Mais de cem instituições e empresas fazem parte dessa iniciativa, que contribuirá para a restauração de uma parcela importante de cobertura vegetal nativa no bioma. A partir do pacto, a Suzano colocou em prática um teste de campo em uma área de 11,3 hectares de sua propriedade, em Aracruz (ES), na qual 40 espécies nativas de Mata Atlântica e eucalipto foram plantadas em junho de 2011. Esse experimento visa desenvolver e testar oito modelos de plantios com espécies nativas, incluindo o uso de eucalipto como espécie pioneira para garantir o rendimento econômico em áreas de Reserva Legal (RL) e zonas com baixo potencial agrícola no norte do Espírito Santo e sul da Bahia.

    A empresa detém também parceria com a The Nature Conservancy (TNC). Com duração de 12 anos, a iniciativa consiste na implementação de monitoramento ecológico nas áreas de restauração. Tal parceria já fornece amplo banco de dados para a análise da eficiência de métodos e técnicas de restauração, assim como para o intercâmbio de tecnologia.

    A Suzano ainda adere à Aliança pela Restauração da Amazônia, um pacto pela conservação desse bioma, que hoje é considerado a maior reserva de biodiversidade do planeta. Restaurar a Floresta Amazônica é a ação prioritária da Aliança e também das organizações que se uniram para fundá-la (entre as quais estão organizações da sociedade civil, instituições governamentais, instituições de pesquisa e empresas), buscando, inclusive, impulsionar a economia da restauração florestal nesse bioma e estimular todos os elos dessa cadeia produtiva, gerando oportunidades de negócios, trabalho e renda.

    A empresa também realiza parcerias com foco na conservação de espécies-chaves, como:

    • pesquisa científica sobre o mico-leão-preto (Leotopithecus chrysopygus) na Fazenda Rio Claro, em Lençóis Paulista (SP). Parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro;
    • ecologia e comportamento do muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) em remanescente de Mata Atlântica na Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Mantiqueira, na Fazenda São Sebastião do Ribeirão Grande, em Pindamonhangaba (SP). Parceria com o Instituto Pro Muriqui;
    • estudo sobre a ocorrência do bicudinho-do-brejo-paulista (Formicivora paludicola) na Fazenda Putim, em Guararema (SP). Parceria com a Save Brasil.

     

    Parcerias também fundamentais para a promoção do desenvolvimento territorial regional e, portanto, para a manutenção da biodiversidade são as iniciativas com comunidades rurais vulneráveis, para a realização de atividades operacionais necessárias à implantação e manutenção de áreas de restauração e produção de mudas nativas utilizadas em nossos programas. As mudas são adquiridas de viveiros comerciais e comunitários, como o Viveiro Social Meninos da Terra, em Linhares (ES), e o Viveiro Comunitário do Programa Arboretum, localizado na Floresta Nacional do Rio Preto, em Conceição da Barra (ES).

     

    Gestão e identificação de riscos e oportunidades

    A gestão do tema da biodiversidade na Suzano e dos riscos relacionados a ele também é monitorada por meio de auditorias externas, conforme padrões de manejo florestal responsável do FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), assim como dos seguintes processos internos:

    • auditorias internas;
    • Parceria para Sustentabilidade (PPS) – checagens periódicas com relação ao conhecimento de temas ambientais e à obediência aos princípios de auditoria e normas internas em campo;
    • monitoramentos antrópicos de ocorrências ambientais por equipe especializada;
    • vigilância patrimonial, que, além de registrar ocorrência, toma medidas protetivas para controle de caça, pesca predatória, furtos de flora, desmatamentos e incêndios, entre outros riscos;
    • matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA).

     

    Ainda, para reduzir, prevenir e mitigar os impactos decorrentes dessas operações, são previstas ações como:

    • microplanejamento das operações florestais (recomendações ambientais, corte de mosaico);
    • Monitoramento Pré e Pós-Operação da Silvicultura, Colheita e Logística;
    • Gestão de Aspectos e Impactos Ambientais relacionados à operação de Silvicultura, Colheita e Logística;
    • Programa de Formação Ambiental dos colaboradores e das comunidades;
    • obtenção de novos conhecimentos para aprimoramento da gestão do tema;
    • Programa de Controle de Emergência e Combate a Incêndio;
    • Vigilância Patrimonial e Sistema Integrado de Proteção Florestal;
    • Monitoramento de Fauna e Flora e dos Recursos Hídricos;
    • Monitoramento de Ocorrências Socioambientais;
    • Gestão da Destinação de Resíduos;
    • cumprimento de compromissos de sustentabilidade assumidos pela empresa, requisitos de certificações florestais, demandas legais (especialmente condicionantes de licenças ambientais), acordos internacionais (como a Convenção da Diversidade Biológica – CDB e World Business Council for Sustainable Development – WBCSD), setoriais e multilaterais (como o próprio Projeto Mosaicos Florestais Sustentáveis).

     

    No que se refere às ações de monitoramento, é feito também o acompanhamento do desenvolvimento e das mudanças de componentes e parâmetros da paisagem e das comunidades de fauna e flora, visando avaliar de forma mais detalhada os efeitos do nosso manejo florestal sobre o ambiente e, a partir disso, promover a identificação de oportunidades de melhoria.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943; e de cadeia de custódia FSC-C010014.
  • Gestão sobre certificações

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A gestão da temática de certificações na Suzano é realizada tanto para nossas operações florestais quanto para as industriais, atestando a nossa conduta socioambiental responsável em cada uma das etapas de nossa cadeia produtiva. Nesse sentido, cada unidade industrial e florestal conta com, pelo menos, um membro das equipes responsáveis pela gestão do tema na companhia, de forma a orientar as áreas operacionais a atuar em conformidade com os requisitos das certificações.

    As nossas certificações florestais buscam zelar pelo bom uso dos recursos naturais e por relações humanas de qualidade nesses ambientes. Hoje, nosso manejo florestal responsável é decorrente de um sólido modelo de governança socioambiental, que adota as melhores práticas e padrões de gestão com o objetivo de gerar valor ao meio ambiente e a todos os públicos com os quais nos relacionamos, em total conformidade com a Estratégia de Sustentabilidade e com a visão de longo prazo da companhia. Adicionalmente, tal modelo é atestado pelos mais rígidos padrões nacionais e internacionais voltados para o tema – FSC® (Forest Stewardship Council®)1 e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) –, o que assegura a boa conduta da empresa ao desenvolver produtos florestais, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos da região. Nesses casos, a companhia é anualmente auditada, com base em padrões de desempenho ambiental, social e econômico preestabelecidos e públicos.

    Nossas certificações industriais, por sua vez, evidenciam o emprego das melhores práticas na gestão de processos em nossas unidades fabris, garantindo, de maneira equilibrada, a geração de valor, a inovação e a eficiência em nossas operações. São elas: FSC®2 e PEFC/CERFLOR para a cadeia de custódia, ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (gestão ambiental) e OHSAS 18001 (saúde e segurança).

    Em 2019, nossos resultados no âmbito de certificações incluíram:

    • cinco recertificações desenvolvidas:
      • ISO 9001;
      • ISO 14001;
      • OHSAS 18001;
      • Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR na Unidade de Negócios Florestais (UNF) BA;
      • Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR na UNF SP;
      • Cadeia de Custódia FSC nas unidades industriais e tradings;
    • unificação dos escopos de certificação:
      • da UNF SP no Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR (unificação das UNFs das antigas Fibria e Suzano);
      • das unidades industriais e tradings na Cadeia de Custódia FSC e PEFC/CERFLOR;
    • reformulação dos escopos de certificação do Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR BA e ES;
    • inclusão da planta de lignina no escopo SIG (ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001);
    • inclusão da produção de tissue das unidades industriais de Mucuri e Imperatriz no escopo de certificação da ISO 9001;
    • atendimento de várias auditorias de clientes que possuem sinergia com as demais auditorias realizadas nas unidades.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943.

    2. Certificados de cadeia de custódia FSC-C010014.

    Informações complementares:

    O escopo e as normas utilizadas para certificação estão descritos a seguir.

    Sistema Integrado de Gestão

    Escopo: projeto, desenvolvimento de produto, produção, armazenamento, comercialização para mercado interno e externo, e suporte técnico de celulose de fibra curta de eucalipto, celulose eucafluff, papéis revestidos, papéis não revestidos, papel-cartão, papel cut size, papel tissue e lignina.

    Padrões:

    ABNT NBR ISO 9001:2015;
    ABNT NBR ISO 14001: 2015;
    OHSAS 18001:2007.

    Cadeia de Custódia FSC®

    Escopo da certificação: produtos de celulose e papel.

    Tipo de certificado: Multi-site.

    Padrões FSC®:

    • FSC-STD-40-003 V2-1_PT_Certificação CoC Multi_Site;
    • FSC-STD-40-004 V3-0_PT_Certificação de Cadeia de Custódia;
    • FSC-STD-40-005 V3-1_PT_Requisitos para o Consumo de Madeira Controlada FSC®;
    • FSC-STD-40-007 V2-0_PT_Material Recuperado;
    • FSC-STD-50-001 V2-0_PT_Requisitos para o uso das marcas registradas FSC® por detentores de certificado;
    • Padrão Cerflor: ABNT NBR 14.790 (regulamento de avaliação de cadeia de custódia Cerflor)

    Manejo Florestal

    Unidades certificadas:

    • UNF MA (Maranhão);
    • UNF BA (Bahia);
    • UNF ES (Espírito Santo);
    • UNF SP (São Paulo);
    • UNF MS (Mato Grosso do Sul).

     

    Padrão FSC®: FSC-STD-BRA-01-2014 V1-1 PT – Avaliação de Plantações Florestais na República Federativa do Brasil: Padrão Harmonizado entre as Certificadoras.
    Padrão Cerflor: ABNT NBR 14.789, versão 2012.

  • Gestão sobre combate à corrupção

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Na Suzano, trabalhamos sobre a temática de combate à corrupção com base, principalmente, no que está disposto sobre esse tema em nosso Código de Conduta e em nossa Política Anticorrupção. Assim sendo, como ponto de partida, mapeamos potenciais riscos relacionados à corrupção para quatro diferentes categorias – Financeiros, Compliance, Operacionais e Estratégicos –, tanto em nossas operações quanto no âmbito corporativo, de forma a mitigar potenciais desvios de conduta relacionados ao tema na companhia como um todo. Dessa forma, avaliamos e priorizamos os riscos de acordo com sua probabilidade de ocorrência (remota, possível, provável e muito provável) e seu impacto (menor, moderado, maior e extremo). Para os riscos definidos como prioritários, deve ser aberto ao menos um plano de ação. Em 2019, os principais riscos mapeados foram: a ausência da disseminação (comunicação e treinamento) do Código de Conduta e Políticas Corporativas ao público interno e externo; a não aplicação de formulários (Compliance e Conflito de Interesses); a não adequação dos escritórios internacionais às diretrizes da companhia e/ou regulamentações locais; e a realização de doações e patrocínios em desacordo com a estratégia da companhia.

    Ainda, com o objetivo de manter todos os colaboradores atualizados e comprometidos com as diretrizes e os comportamentos esperados em relação ao tema, as equipes de Compliance e Ouvidoria disponibilizam, através da plataforma UniverSuzano, treinamentos obrigatórios relacionados ao combate à corrupção. Para os colaboradores sem acesso ao UniverSuzano, em parceria com a área de Gente e Gestão, os treinamentos são realizados presencialmente. Nesse sentido, em 2019, para incentivar nossos colaboradores a realizar o treinamento sobre esse tema, também foram lançados comunicados de incentivo no “Bom dia, Suzano”, canal de comunicação interna da companhia, além de mensagens diretas aos gestores para que estimulassem suas equipes a realizarem os treinamentos, entre diversos outros meios de comunicação. Nossa meta é que 100% de nossos colaboradores realizem o treinamento obrigatório até 13 de dezembro de 2021, dois anos após o início de sua disponibilização (tendo em vista que o treinamento é renovado bianualmente, assim como o treinamento referente ao Código de Conduta).

  • Gestão sobre Compliance

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Na Suzano, dispomos de uma equipe integralmente dedicada à temática de compliance, como parte integrada da Gestão de Riscos da companhia. Nesse sentido, a área atua diretamente com o conceito da primeira linha de defesa através de padrões de ética e conduta, trabalhados e disseminados, inclusive, nas próprias áreas de negócio, com o objetivo de proporcionar a identificação e a mitigação de possíveis riscos de não conformidade nas mais diversas atividades desempenhadas na companhia.

    Ainda, a temática de compliance é coberta na Suzano, principalmente, pelo próprio Código de Conduta e pela Política Anticorrupção da empresa. Sendo assim, visando à maior difusão do tema entre nossos colaboradores, realizamos comunicados e e-learnings sobre compliance com o intuito de atingir 100% do público em questão. A partir disso, a equipe de Compliance da companhia realiza monitoramentos diários de conclusão dos treinamentos e faz o reporte dos resultados gerados à Auditoria Interna, ao Comitê de Auditoria Estatutário e, consequentemente, ao Conselho de Administração, pelo fato de esses órgãos desempenharem papel de sponsors do tema.

    Em 2020, focaremos em aprofundar o conhecimento da organização sobre compliance e como esse conceito se aplica às diversas esferas de governança da Suzano. Para tanto, promoveremos a Compliance Week, uma semana inteira dedicada a reflexões e informações claras sobre o tema. Com isso, nosso maior objetivo ao longo do tempo é habilitar todos os níveis hierárquicos da organização a atuar em consonância com as melhores práticas de mercado previstas em relação à temática, para que conceitos e práticas de boa governança caminhem matricialmente por todas as áreas da companhia.

  • Gestão sobre concorrência desleal

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Em relação à gestão sobre a temática de concorrência desleal na Suzano, conforme disposto em nosso Código de Conduta, na seção de Desenvolvimento Sustentável, “agimos de acordo com as normas e os princípios da livre concorrência, vigente nas diversas localidades nas quais a companhia atua, nos abstendo de trocar informações sensíveis com concorrentes que possam afetar a livre concorrência ou resultar em abuso de poder econômico”.

    Nesse sentido, visando aprimorar ainda mais nossa gestão sobre o tema, a partir da definição de nossas estruturas de governança em 2019 (tempos após a oficialização da fusão entre Suzano Papel e Celulose e Fibria), criamos um plano para implementação de uma abordagem de gestão mais detalhada sobre a temática de concorrência na companhia, para ser implementada ainda em 2020, assim que uma política relativa ao tema for aprovada e efetivamente implementada.

  • Gestão sobre diversidade

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Para a Suzano, trabalhar a diversidade e inclusão é, além de um dever, uma estratégia de negócio. Em um ambiente diverso e inclusivo, os colaboradores se sentem mais envolvidos, a criatividade e as contribuições proliferam e as taxas de atratividade e retenção de novos talentos aumentam significativamente. É por esses e outros motivos que, hoje, o tema de diversidade faz parte dos nossos Direcionadores de Cultura.

    Nesse sentido, como parte das medidas necessárias para a construção de um ambiente plenamente diverso e inclusivo em nossas operações, em 2019, institucionalizamos o Programa Plural, movimento interno que surgiu de forma orgânica e voluntária na Suzano em 2016, com o objetivo de valorizar a diversidade e estimular a inclusão na companhia. O Programa conta com cinco grupos de afinidades, tendo executivos da alta liderança como sponsors, e vem trabalhando para esclarecer conceitos, analisar métricas e propor ações internas alinhadas ao manifesto que expressa a posição da companhia a respeito do tema. Os cinco grupos são: Mulheres, Black (raça e etnia), Pride (LGBTI+), Pessoas com Deficiência (PCDs) e Gerações.

    Adicionalmente, em 2019, a Suzano realizou pela primeira vez seu Censo de Diversidade, possibilitando a construção de indicadores de diversidade e inclusão consistentes na companhia, assim como o monitoramento e a apuração dos dados ao longo do tempo. Ainda, para garantir a gestão adequada do tema, em dezembro de 2019, lançamos nossa Política de Diversidade e Inclusão, com o objetivo de determinar as diretrizes que irão reger as iniciativas relacionadas à temática em todas as nossas operações. A partir disso, buscamos garantir os seguintes princípios:

     

    • Contar com um ambiente inclusivo que favoreça a diversidade, pautado no respeito às diferenças, no equilíbrio e no bem-estar de nossos colaboradores, independentemente das características que tornam cada um de nós seres únicos;
    • Repudiar qualquer comportamento preconceituoso, discriminatório ou de assédio e reagir conforme previsto no Código de Conduta da companhia;
    • Garantir que questões como origem, idade, orientação sexual, gênero, etnia, religião, constituição familiar e estética não influenciem em processos de avaliação de performance dos colaboradores ou afetem o acesso deles a oportunidades de desenvolvimento.

     

    Além disso, em dezembro de 2019, a Suzano também assinou os seguintes compromissos públicos de valorização da diversidade: Iniciativa Empresarial de pela Igualdade Racial; Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+; e Princípios de Empoderamento das Mulheres – ONU.

    Sendo assim, seguindo a premissa de promover a diversidade e a inclusão através de ações que visem ampliar a representatividade na companhia e criar uma cultura de respeito à individualidade em toda nossa cadeia de valor, temos como metas para 2020:

     

    1. Aumentar em 1% o número de PCDs na companhia;
    2. Aumentar em 10% o total de mulheres, inclusive em posições de liderança;
    3. Aumentar em 6% o número de negros em cargos não operacionais;
    4. Garantir que a Suzano tenha um ambiente inclusivo em 70% para o público LGBTI+.

     

  • Gestão sobre emissões atmosféricas nas operações industriais

    Contexto:

    Visando assegurar a redução dos impactos ambientais decorrentes de nossas operações, gerenciamos nossas emissões atmosféricas em total conformidade com a legislação em vigor sobre o tema, ou seja, de acordo com as regulamentações CONAMA, no âmbito nacional/federal, e com as licenças ambientais das operações. Adicionalmente, os padrões estabelecidos pelo IPPC (Integrated Pollution Prevention and Control) e IFC (International Finance Corporation) são internalizados como cenários de benchmarking, assim como diretrizes para que otimizemos nossa gestão sobre o tema, ainda que as metas estabelecidas sejam baseadas em órgão federal. Para isso, a gestão das nossas emissões é monitorada continuamente, sendo os dados obtidos apresentados para órgãos reguladores de cada operação na periodicidade definida e verificados em processos de auditorias internas e externas conforme a ISO 14001:2015.

  • Gestão sobre energia nas operações industriais

    Contexto:

    A matriz energética da Suzano é sustentada, majoritariamente, por fontes renováveis como: biomassa composta por cascas, toretes e rejeitos do processo de picagem da madeira; e biomassa líquida, reconhecida como licor negro, responsável pela geração da maior parcela de energia. Ainda, em algumas unidades, já foi implementado o aproveitamento energético de lodo biológico nas caldeiras de biomassa.

    Em algumas unidades produtivas, há excedente na geração de energia elétrica, o que possibilita sua disponibilização na rede nacional (SIN – Sistema Interligado Nacional), contribuindo para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz elétrica brasileira.

    Desta forma, reforçamos o comprometimento da organização em otimizar seus processos dentro dos conceitos da bioeconomia.

  • Gestão sobre não discriminação

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano é contra qualquer tipo de discriminação dentro e fora do ambiente de trabalho e, para reforçar esse posicionamento, nosso Código de Conduta possui um pilar ético específico para essa temática: o pilar da igualdade. Buscamos tratar com respeito, dignidade e atenção todos aqueles com quem nos relacionamos, seja dentro ou fora da empresa, além de valorizamos a diversidade de pessoas e ideias, repudiando a discriminação motivada por qualquer razão, seja por raça, cor, convicção política, gênero, religião, sexo, orientação sexual, idade, local de nascimento, deficiência, entre outros aspectos.

    Diante desse cenário, demos início ao Programa Plural, movimento que surgiu de forma orgânica e voluntária na Suzano em 2016 e foi institucionalizado em 2019, visando fomentar uma cultura de valorização da diversidade e estímulo à inclusão na empresa. Sendo assim, alinhado às estratégias de Sustentabilidade e Diversidade & Inclusão da Suzano, o grupo é corresponsável pela promoção da não discriminação no ambiente de trabalho, entre outras ações que abrangem a temática da diversidade.

    Adicionalmente, para garantir a gestão adequada do tema, em dezembro de 2019, lançamos nossa Política de Diversidade e Inclusão, com o objetivo de determinar as diretrizes que irão reger as iniciativas relacionadas à temática em todas as nossas operações. A partir disso, esperamos garantir que casos de discriminação na companhia não ocorram e fomentar uma cultura de respeito à individualidade em toda nossa cadeia de valor.

  • Gestão sobre o Código de Conduta e direitos humanos

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano tem como princípio básico o estabelecimento de relações de qualidade com todos os seus stakeholders, conforme disposto sobre esse tema no Código de Conduta da companhia. Nesse sentido, uma vez que a responsabilidade em gerir nossos negócios envolve muitas pessoas, buscamos garantir que todas as nossas relações sejam devidamente pautadas pelos mais altos valores éticos e de integridade.

    O Código de Conduta tem como objetivo comprometer nossos conselheiros, diretores, administradores, gestores, acionistas, colaboradores, empregados terceirizados, fornecedores, clientes, pessoas ou entidades com que nos relacionamos, partes interessadas da Suzano e suas controladas e coligadas com os princípios éticos que norteiam a nossa conduta empresarial e disseminá-los para a nossa rede de relacionamento. Isso envolve o respeito imutável aos direitos humanos, como condição fundamental a ser cumprida por todas as partes envolvidas em nosso negócio.

    A seguir, alguns temas abordados pelo nosso Código de Conduta:

     

    • atendimento às leis, às normas internas e aos procedimentos;
    • confidencialidade de informações não divulgadas ao mercado;
    • compromisso com as melhores práticas de governança corporativa para atendimento da regulamentação, que abrange as empresas de capital aberto;
    • práticas de anticorrupção;
    • recebimento de brindes e presentes;
    • conflitos de interesse;
    • assédios de qualquer natureza, comportamentos inadequados, discriminação, trabalho infantil e/ou trabalho escravo;
    • valorização profissional;
    • desenvolvimento sustentável;
    • transparência.

     

    Conforme disposto no documento, somos comprometidos com a equidade, a prestação de contas, a responsabilidade corporativa e a garantia dos direitos humanos em nossos negócios e operações. Para reforçar esse compromisso, realizamos ações de conscientização sobre essas questões através de comunicados, treinamentos e reuniões de equipes. Como exemplo dessas atividades, em 2019 elaboramos um treinamento obrigatório sobre a Política Anticorrupção, em formato de vídeo, e asseguramos a divulgação do nosso Código de Conduta a todos os funcionários.

  • Gestão sobre o uso de agroquímicos

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Para o controle biológico no cultivo de eucalipto, a Suzano dispõe de procedimentos internos sobre manejo de pragas e doenças e, externamente, atende a critérios definidos pelas certificações florestais FSC® (Forest Stewardship Council®)1 PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), que dispõem de políticas próprias sobre o uso de agroquímicos. Além disso, a companhia obedece a toda a legislação brasileira vigente sobre a temática em discussão, além de utilizar apenas produtos legalmente regulamentados no Brasil para a cultura e o alvo biológico a ser trabalhado.

    Ainda, além de aderirmos voluntariamente às Certificações FSC® e PEFC/CERFLOR, fazemos parte de outras iniciativas que trabalham sobre o uso responsável de agroquímicos. São elas:

     

    • Programa de Pesquisa em Proteção Florestal (Protef): vinculado ao Instituto de Pesquisas Florestais (Ipef), tem como enfoque o manejo sustentável de pragas, doenças e plantas daninhas;
    • Comitê de Defesa Florestal da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ): grupo de empresas do setor florestal que discutem assuntos e alinham estrategicamente os posicionamentos técnicos referentes à política de químicos do Ministério da Agricultura, proporcionando um ambiente para discussões e avanços sobre o tema;
    • Projetos de pesquisa: parcerias com diferentes universidades e institutos de pesquisa no Brasil e no exterior, com trabalhos relacionados ao manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas (ex.: UFV, Unesp, Clonar, UFLA, Esalq/USP e UFVJM).

     

    Temos anualmente metas de implantação de controle biológico de pragas, assim como metas contínuas de controle genético (ambas superadas em 2019), via seleção de clones avaliando sua resistência a pragas e doenças. O atingimento dessas metas auxiliou na redução do uso de agroquímicos no controle de pragas e doenças, com destaque para a unidade Florestal de São Paulo no controle de percevejo-bronzeado e Gonipterus, no qual a redução do uso de agroquímicos foi de 100% e 97%, respectivamente.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943; e de cadeia de custódia FSC-C010014.

  • Gestão sobre o uso de organismos geneticamente modificados (OGMs)

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Todas as atividades da FuturaGene, subsidiária de biotecnologia da Suzano, são reguladas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que assessora o governo federal brasileiro nas questões relativas à biossegurança de organismos geneticamente modificados (OGMs). A empresa segue a Lei de Biossegurança, bem como todas as normativas e comunicados publicados pela CTNBio, tendo todas as suas instalações operando sob um Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) conferido pela Comissão, o que possibilita desenvolver seus projetos de pesquisa e realizar as respectivas avaliações de biossegurança de suas tecnologias em laboratórios, casas de vegetação e campos, em conformidade com as diretrizes estabelecidas em legislação.

    A FuturaGene conta com uma Comissão Interna de Biossegurança (CIBio), que tem como função legal assegurar o suporte para o cumprimento da legislação, promover a capacitação e fazer recomendações referentes à biossegurança e supervisionar as atividades com OGMs e seus derivados no âmbito da empresa. As atividades da FuturaGene são inspecionadas internamente pela CIBio, que periodicamente avalia se os processos estão sendo realizados em conformidade com os critérios estabelecidos pela CTNBio e pelos órgãos reguladores de registro e fiscalização – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A empresa solicita à CTNBio autorização para a instalação de cada novo experimento a campo, bem como envia à Comissão um relatório anual reportando todas as atividades realizadas em laboratório, casas de vegetação e campo. As atividades da FuturaGene no Brasil são frequentemente fiscalizadas pelo Mapa e pelo Ibama.

    A FuturaGene adere voluntariamente ao Programa de Reconhecimento da Conformidade aos Princípios das Boas Práticas de Laboratório (BPL), operado no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O BPL é um sistema de qualidade que abrange o processo organizacional e as condições nas quais estudos não clínicos de segurança à saúde humana e ao meio ambiente são planejados, desenvolvidos, monitorados, registrados, arquivados e relatados. A FuturaGene detém o reconhecimento BPL para estudos envolvendo a detecção, a identificação e a quantificação de OGMs por métodos moleculares, utilizados para a etapa de caracterização molecular e quantificação de expressão de proteínas em eventos geneticamente modificados.

    A FuturaGene desenvolveu um Procedimento Operacional Padrão (POP) multidisciplinar para a seleção de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento, incluindo aqueles relacionados a OGMs. Cada tecnologia/projeto em potencial é avaliado levando-se em consideração seus aspectos científicos (características, conceito, histórico em outras espécies), prospecção de negócios (necessidade, custo, retorno), questões regulatórias (aprovação prévia em outros países, riscos potenciais, biossegurança) e de propriedade intelectual (patentes existentes, direito de uso, liberdade de operação). Qualquer tecnologia que represente algum risco ao ambiente, à saúde humana ou animal é excluída por meio desses filtros. Produtos que apresentem resultados adversos ou inesperados durante as avaliações de biossegurança ou de desempenho têm seu desenvolvimento imediatamente suspenso, até que se finalize uma revisão completa de todos os critérios e resultados, que podem levar à reestruturação ou no cancelamento do projeto.

    A Suzano elaborou uma política e um documento de posicionamento sobre a experimentação e o uso de árvores geneticamente modificadas. Essa política indica, particularmente, o compromisso de:

     

    • manter a conformidade com todas as leis, convenções e protocolos aplicáveis;
    • transparência;
    • avanço científico baseado em decisões éticas;
    • diálogo global;
    • dar acesso e compartilhar benefícios ao longo de toda a cadeia de valor, com transferência de tecnologia sem nenhum custo para fins humanitários ou ambientais;
    • reconhecimento dos riscos ou controvérsias relacionados ao uso de tecnologias emergentes;
    • evitar as práticas mais polêmicas relacionadas a tecnologias emergentes;
    • informar sobre o uso de tecnologias emergentes;
    • implementar medidas que reduzam ou mitiguem os riscos associados a tecnologias emergentes.

     

    A Suzano e a FuturaGene também seguem os critérios estabelecidos pelos órgãos de certificação florestal, como FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), no que se refere a OGMs, mantendo apenas atividades com fins de pesquisa e em áreas fora do escopo de certificação. A Suzano está em processo de formalizar seu posicionamento e política relativos a árvores geneticamente modificadas e pretende publicar os documentos ainda em 2020.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943; e de cadeia de custódia FSC-C010014.
  • Gestão sobre relações trabalhistas

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano segue a legislação vigente e as diretrizes estabelecidas no Código de Conduta da empresa no que tange a relações trabalhistas e sindicais, se comprometendo a manter relações respeitosas com os representantes dos empregados e a cumprir os acordos celebrados.

    A Área de Relações do Trabalho da companhia é monitorada por auditorias internas e externas, e os acordos firmados são também monitorados por fiscalizações dos órgãos públicos, principalmente pela Secretaria de Relações do Trabalho e a Receita Federal.

  • Gestão sobre resíduos sólidos nas operações florestais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A gestão florestal de resíduos na Suzano segue o que está previsto nas leis estaduais, federais e municipais sobre o tema, além dos padrões estabelecidos pelas certificações de manejo florestal FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) e dos manuais e procedimentos operacionais internos. De forma geral, as unidades fazem uma listagem de itens e verificam em campo a segregação e o armazenamento de cada tipo de resíduo. Sendo assim, empresas terceiras geram relatórios mensais contendo a quantidade de resíduos destinados por tipo e a metodologia aplicada em cada situação, bem como providenciam os certificados de destinação. Há ainda um sistema de controle de licenças relacionadas ao tema, para atendimento de condicionantes nos prazos acordados com os órgãos ambientais competentes.

    É realizada também a logística reversa de pilhas e baterias de máquinas, embalagens de defensivos agrícolas, produtos químicos e lâmpadas, conforme exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Algumas unidades ainda possuem parceria com cooperativas para destinação de resíduos recicláveis, como é o caso das unidades do Maranhão, do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943.
  • Gestão sobre resíduos sólidos nas operações industriais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A busca pela melhoria contínua também se reflete na gestão de resíduos sólidos nas operações industriais. Comprometidos com a proteção do meio ambiente, seguimos as legislações aplicáveis referentes ao tema, tal como a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

    Todas as nossas unidades possuem planos de gerenciamento de resíduos e procedimentos operacionais específicos sobre o tema. Dessa forma, a gestão dos nossos resíduos tem como foco a redução da geração na fonte e o aumento da reciclagem e reutilização interna. Como resultado, conseguimos a redução do envio de resíduos para aterros industriais próprios e/ou de terceiros. E, para garantir maior conformidade e identificar oportunidades de melhoria, as unidades também são auditadas periodicamente em relação a sua gestão de resíduos sólidos.

    Dentre as iniciativas que a Suzano promove para a gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos, na unidade de Limeira, os resíduos industriais são encaminhados para empresas que realizam compostagem e os transformam em produtos que podem proporcionar ganhos de produtividade em áreas agrícolas. Além disso, as unidades de Jacareí, Três Lagoas e Imperatriz produzem corretivo de acidez do solo a partir de resíduos inorgânicos gerados no processo industrial, como dregs, grits, lama de cal e cinzas. Sendo assim, com o produto obtido, deixamos de comprar calcário no mercado, beneficiando as atividades de silvicultura da companhia. O próximo passo consiste em introduzir matéria orgânica – o organomineral – ao processo, possibilitando ainda mais ganhos ao manejo florestal. O composto organomineral produzido pode ainda ser comercializado no mercado de acordo com regras do Ministério da Agricultura.

    Além dessas iniciativas, nossas unidades exercem o gerenciamento adequado de resíduos perigosos como lâmpadas fluorescentes, baterias, pneus, containers, embalagens de produtos químicos, entre outros, conforme exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Em Belém, através da coleta seletiva, há parceria com cooperativas de reciclagem da região para recebimento dos resíduos, viabilizando os três pilares da Sustentabilidade e permeando o desenvolvimento socioeconômico local.

    Paralelamente a essas atividades, em 2019, a Suzano construiu compromissos públicos em relação a temática de gestão de resíduos sólidos, definindo uma meta de longo prazo específica para a redução de envio de resíduos sólidos industriais para aterros próprios e/ou terceiros, conforme disposto na página “Metas de Longo Prazo” desta Central (item “Resíduos Industriais”).

  • Gestão sobre treinamentos e aprendizado

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    No que se refere à promoção do aprendizado contínuo de nossos colaboradores, a Suzano oferece diversos treinamentos (obrigatórios ou não) sobre assuntos de importância para o adequado desempenho de cada atividade, além de desenvolver atividades de ambientação para os recém-chegados e oferecer políticas de subsídios para realização de cursos de idiomas, graduação e pós-graduação. Paralelamente, buscamos capacitar toda a nossa liderança em conhecimentos e atributos desejáveis para o desenvolvimento contínuo e conjunto de nossas pessoas, sempre tendo como plano de fundo o perfil do líder Suzano e nossos direcionadores de cultura. A partir disso, buscamos disseminar internamente nossa estratégia de atuação e conectar o desenvolvimento de nossos colaboradores à realidade do negócio.

    Toda demanda de treinamento é analisada e aprovada pelo solicitante, seu gestor, parceiro de negócio de RH (business partner) e pela equipe de Educação Corporativa da companhia. Após todas as validações necessárias, a ação é realizada conforme a Política de Treinamento Interna da Suzano, devendo as evidências de sua realização (como listas de presença, certificados e avaliações) serem encaminhadas à área responsável pela checagem. As informações geradas servem de insumos para a realização de auditoria interna e/ou externa quanto à efetividade e veracidade das ações realizadas.

    Sendo assim, para aperfeiçoar as diferentes habilidades de nossos colaboradores e, então, aprimorar a execução de seu trabalho, contamos com os seguintes programas específicos:

     

    • Programa de Ambientação: Programa que insere todos os novos colaboradores na cultura da Suzano. Acolhe o novo colaborador e o prepara para iniciar a sua jornada na empresa.
    • Você tem sede de que?: Programa que disponibiliza ações de treinamento e desenvolvimento (presenciais e on-line), com foco no público administrativo e especialistas.
    • Suzano Talks: Iniciativa que consiste em convidar pessoas empreendedoras de diversas áreas de atuação para um bate-papo com os nossos colaboradores sobre temas atuais e disruptivos, promovendo a troca de ideias e experiências entre ambas as partes.
    • Treinamentos de Segurança: Treinamentos obrigatórios para atendermos as normas regulamentadoras de saúde e segurança e garantirmos um ambiente de trabalho seguro a todos os nossos colaboradores. Além dos treinamentos básicos, algumas das categorias funcionais operacionais devem realizar outras capacitações obrigatórias sobre tema para o adequado desempenho de suas funções.
    • Treinamentos Técnicos: Treinamentos específicos para os respectivos cargos e voltados, principalmente, para o público operacional. Exemplo: Treinamento de Técnica de Manutenção Produtiva.
    • Programa – ELOS: Ações de treinamento e desenvolvimento específicas ao público indicado como de alta performance e alto potencial na companhia. Assim, participantes são expostos a sessões de desenvolvimento, coaching, treinamento (on-line e presencial), trocas com a liderança, fóruns de discussão, projetos específicos, entre outros.
    • Treinamento de Primeira Liderança: Treinamento para preparar os líderes Suzano em relação às habilidades desejadas para o adequado desempenho de seu papel de liderança.

     

    A Suzano tem como meta garantir que 100% de seus colaboradores cumpram os treinamentos obrigatórios e de Normas de Segurança (NRs). Somado a isso, pretendemos construir um novo programa de formação e encarreiramento para o público operacional (tanto no âmbito florestal quanto no industrial), que atenda suas necessidades específicas.

    Ainda, em consonância com os compromissos públicos assumidos pela companhia em relação à temática de diversidade e inclusão, pretendemos atrair, desenvolver e reter cada vez mais talentos que hoje, carecem de oportunidades na sociedade em que vivemos. Essa ambição reforça nossos direcionadores de cultura na prática, assim como nos auxilia na obtenção de um ambiente interno mais diverso e inclusivo e na construção de uma sociedade cada vez mais justa.