304-2 (GRI )

  • Impactos significativos de atividades, produtos e serviços sobre a biodiversidade

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    Contexto:

    A conservação da biodiversidade é parte integrante do nosso modelo de manejo florestal.  Hoje, a Suzano reserva quase 40% de sua base florestal para fins de conservação, com diferentes tipos de ecossistemas localizados ao longo dos rios e entre plantios de eucalipto, formando uma paisagem de mosaico, com fragmentos de vegetação nativa interligados por corredores ecológicos que auxiliam na manutenção da biodiversidade local.

     

    As atividades florestais da Suzano seguem o seu Plano de Manejo Florestal (PMF), documento que descreve, de maneira sistemática, as operações florestais da companhia e os recursos disponíveis para realizá-las, assim como as práticas e os procedimentos adotados para alcançar os objetivos do manejo a curto, médio e longo prazos de forma essencialmente sustentável.

    Nesse sentido, a construção e manutenção de estradas e aceiros, plantio e manutenção do eucalipto em áreas de plantio comercial, produção de mudas, colheita florestal, transporte de madeira e demais atividades de apoio, incluindo a restauração florestal e monitoramentos ambientais, fazem parte do manejo florestal. Todas essas atividades são objeto de avaliação por meio da matriz de Aspectos e Impactos (AIA) e são auditadas anualmente por organismos independentes, de forma a atendermos a mecanismos de certificação altamente reconhecidos, que asseguram que nosso manejo florestal é ambientalmente correto e socialmente justo, além de economicamente viável.

    Dentre os principais aspectos das operações florestais passíveis de gerarem impactos sobre a biodiversidade estão: alteração da paisagem, atropelamento de animais silvestres, assim como geração de ruído e incêndios, vazamentos e derramamentos acidentais que podem alterar a fauna/flora silvestre e aquática, gerar danos localizados à flora e afugentamento temporário de animais. Para todos os aspectos negativos são definidos controles que envolvem conscientização e treinamento de partes envolvidas, exigências contratuais a fornecedores, procedimentos internos documentados, planejamento operacional, recomendações socioambientais e a própria realização de monitoramento da biodiversidade. Desta forma, os impactos relacionados à fauna e à flora são controlados e aqueles considerados relevantes ou significativos são tratados dentro dos processos operacionais.

    Por outro lado, a partir da nossa conduta socioambiental, também geramos impacto positivo em relação à manutenção da biodiversidade. Nesse sentido, quando protegemos as áreas de conservação e implantamos a restauração florestal onde há necessidade, estamos mantendo e aprimorando os serviços ecossistêmicos ali presentes, como os de provisão, regulação e suporte. Assim, nos monitoramentos de biodiversidade que realizamos, buscamos conhecer e entender as espécies e populações de fauna e flora nativas que habitam nossas áreas para, assim, implantarmos medidas que auxiliem na sua proteção e favoreçam a qualidade ambiental de seus habitats.