Divulgações Gerais (GRI 102)

Informações gerais sobre perfil dos empregados e remuneração.

Indicadores relacionados
  • Composição do mais alto órgão de governança e dos seus comitês e tipo de conselho

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A estrutura de governança da Suzano é composta dos seguintes órgãos e comitês:

    Conselho de Administração

    O Conselho de Administração da Suzano possui função executiva, sendo um conselho de um nível constituído de cinco a dez membros, eleitos pela Assembleia Geral, que, entre eles, designa o Presidente e até dois Vice-Presidentes. O prazo do mandato do Conselho de Administração é unificado, com duração de dois anos, sendo permitida a reeleição.

    Dos membros do Conselho de Administração, no mínimo 20% deverão ser Conselheiros Independentes, conforme a definição do Regulamento do Novo Mercado, e expressamente declarados como tais na ata da Assembleia Geral que os eleger, sendo também considerado(s) como independente(s) o(s) conselheiro(s) eleito(s) mediante faculdade prevista pelos parágrafos 4o e 5o do artigo 141 da Lei no 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações).

    Em 2019, o Conselho de Administração apresentava a seguinte composição:

    • Ana Paula Pessoa (Conselheira);
    • Antonio de Souza Corrêa Meyer (Conselheiro);
    • Claudio Thomaz Lobo Sonder (Vice-Presidente);
    • Daniel Feffer (Vice-Presidente);
    • David Feffer (Presidente);
    • Jorge Feffer (Conselheiro);
    • Maria Priscila Rodini Vansetti Machado (Conselheira);
    • Nildemar Secches (Conselheiro);
    • Rodrigo Kede de Freitas Lima (Conselheiro);

     

    Além das suas atribuições como membros do Conselho de Administração da Suzano S.A., os Conselheiros acima indicados exercem os seguintes compromissos/funções adicionais (na companhia ou fora dela):

    • Ana Paula Pessoa: sócia, investidora e Presidente do Conselho de Administração da Kunumi AI, empresa de inteligência artificial 100% brasileira, com valores e objetivos que orientam suas escolhas de investimento. É membro do conselho global do Credit Suisse, em Zurique, da News Corporation, em Nova York, e do Grupo Vinci, em Paris. É apaixonada por melhorar a diversidade nas empresas e entender como a tecnologia e as mudanças sociais impactam em culturas corporativas. Suas atividades voluntárias se concentram em iniciativas de educação e preocupações ambientais para garantir o crescimento sustentável. Também é membro do Conselho Global (GAC) da Universidade de Stanford, na Califórnia, do Conselho Consultivo da The Nature Conservancy Brasil, do Comitê de Auditoria da Fundação Roberto Marinho e do Instituto Atlantico de Gobierno, em Madri. Na Suzano, Ana Paula Pessoa atua, ainda, como Coordenadora do Comitê de Auditoria Estatutário (CAE).
    • Antonio de Souza Corrêa Meyer: sócio-fundador do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, onde trabalha até hoje. Faz parte também dos Conselhos Consultivo e Curador da Fundação Faculdade de Medicina de São Paulo, do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Fiesp e da Câmara de Mediação e Arbitragem da Ciesp-Fiesp, Conselheiro do Instituto de Oncologia de São Paulo, Hospital Otavio Frias de Oliveira, e membro do Comitê de Aquisições e Fusões (CAF) da B3. Na Suzano, Antonio Meyer atua, ainda, como membro da Comissão de Remuneração.
    • Claudio Thomaz Lobo Sonder: (i) desde 2010, é Diretor-Vice-Presidente Executivo e, desde 2018, é Presidente do Conselho de Administração da Suzano Holding S.A., controladora da companhia; (ii) desde 2002, é membro do Conselho de Administração da companhia (sendo Vice-Presidente desde 2013); é membro do Comitê de Gestão e Finanças, do Comitê de Pessoas e da Comissão de Remuneração da companhia; (iii) desde 2018, é Presidente do Conselho de Administração; desde 2010, é Diretor-Vice-Presidente Executivo da IPLF Holding S.A., companhia controlada pelos acionistas controladores da Suzano Holding e cuja principal atividade é a participação em outras sociedades; (iv) desde 2010, é membro do Conselho Diretor e do Conselho Superior do Instituto Ecofuturo – Futuro para o Desenvolvimento Sustentável; (v) desde 2010, é membro do Conselho de Administração da MDS, SGPS, S.A. (sendo, a partir de março de 2018, Presidente do Conselho de Administração), companhia constituída de acordo com as leis de Portugal e cuja principal atividade é a participação em outras sociedades; (vi) desde abril de 2015, é Diretor da Premesa S.A., controlada da Companhia cuja principal atividade é a incorporação de empreendimentos imobiliários, sendo responsável pela gestão e pelo planejamento estratégico da companhia; (vii) desde 2011, é membro do Conselho Curador; desde 2013, é membro da Diretoria Executiva; (viii) desde 2018, é Presidente da Diretoria da Fundação Arymax, associação cuja atividade principal é a promoção, o apoio e o desenvolvimento de atividades ligadas a interesses sociais.
    • Daniel Feffer: (i) Presidente da ICC Brasil; (ii) Vice-Presidente do Conselho de Administração e membro do Comitê de Sustentabilidade da companhia; (iii) Presidente do Conselho Curador da Fundação Arymax, cuja atividade principal é a defesa de direitos sociais; (iv) Presidente do Conselho Diretor e Vice-Presidente do Conselho Superior do Instituto Ecofuturo – Futuro para o Desenvolvimento Sustentável, cuja atividade principal é a defesa de direitos sociais; (v) Presidente do Conselho da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ); (vi) membro do Conselho do Instituto Econômico para Desenvolvimento Industrial (Iedi); (vii) membro-fundador do Conselho do Compromisso Todos pela Educação; (viii) membro do Conselho Estratégico da Fiesp; (ix) membro do Conselho do Movimento Brasil Competitivo (MBC); (x) Membro executivo do Conselho do ICC Global; (xi) Presidente do Intelligent Tech & Trade Initiative (ITTI).
    • David Feffer: (i) na Suzano, é Presidente do Conselho de Administração, Coordenador do Comitê de Sustentabilidade e do Comitê de Gestão e Finanças, membro do Comitê de Estratégia e Inovação e do Comitê de Pessoas; (ii) Diretor-Presidente da Suzano Holding S.A., companhia aberta cuja principal atividade é a participação em outras sociedades; (iii) membro do Conselho de Administração e Diretor-Presidente da Polpar S.A., companhia aberta cuja principal atividade é a participação em outras sociedades; (iv) Diretor-Presidente da IPLF Holding S.A., companhia fechada cuja principal atividade é a participação em outras sociedades; (v) Diretor-Presidente da Premesa S.A., controlada da Suzano Holding S.A. cuja principal atividade é a incorporação de empreendimentos imobiliários. Também é membro de várias instituições sociais e culturais, entre as quais se destacam as seguintes atuações: Presidente do Conselho Diretor da Escola Alef-Peretz; membro do Conselho Deliberativo da Associação Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein; Vice-Presidente do Conselho Diretor e Presidente do Conselho Superior do Instituto Ecofuturo – Futuro para o Desenvolvimento Sustentável; e Coordenador do Comitê de Nomeação da Diretoria Executiva da Fundação Arymax.
    • Jorge Feffer: (i) Vice-Presidente do Conselho Diretor e membro do Conselho Superior do Instituto Ecofuturo – Futuro para o Desenvolvimento Sustentável; (ii) membro do Conselho de Administração do Instituto Jatobás; e (iii) membro do Conselho Curador da Fundação Filantrópica Arymax. Em 2015, foi idealizador e patrocinador da Biblioteca Crítica Social, em parceria com a Realizações Editora Espaço Cultural.
    • Maria Priscila Rodini Vansetti Machado: (i) membro do Conselho de Administração, do Comitê de Estratégia e Inovação e do Comitê de Sustentabilidade da companhia; (ii) membro dos Conselhos de Diretores do Centro Internacional de Indianápolis, Indiana (The International Center), e do Conselho de Diretores do Diálogo Inter-Americano (Inter-American Dialogue), em Washington, D.C.
    • Nildemar Secches: (i) membro do Conselho de Administração, do Comitê de Estratégia e Inovação, do Comitê de Gestão e Finanças, do Comitê de Elegibilidade e Coordenador do Comitê de Pessoas da companhia; (ii) Vice-Presidente do Conselho de Administração da WEG S/A, companhia aberta cuja principal atividade consiste na industrialização, produção e comercialização de sistemas industriais, máquinas e equipamentos; (iii) Vice-Presidente do Conselho de Administração da Iochpe-Maxion S.A., companhia aberta cuja principal atividade consiste na fabricação e distribuição de motores, máquinas e equipamentos agrícolas e componentes para a indústria metalúrgica, ferroviária e automobilística; e (iv) membro do Conselho de Administração da Ultrapar Participações S.A., companhia aberta cuja principal atividade consiste na aplicação de capital próprio no comércio, na indústria, agricultura e prestação de serviços.
    • Rodrigo Kede de Freitas Lima: (i) membro do Conselho de Administração, do Comitê de Auditoria Estatutário (CAE) e Coordenador do Comitê de Estratégia e Inovação da companhia; (ii) Presidente da Divisão de Serviços da IBM em Nova York; (iii) membro do Conselho Consultivo da Fundação Dom Cabral (FDC). Até 2017, foi Presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef) e da Câmara Americana de Comércio (AmCham).

     

    Entre as competências do Conselho de Administração relacionadas aos impactos econômicos, ambientais e sociais, podemos destacar:

    • fixar a orientação geral dos negócios sociais, respeitando sempre os valores éticos adotados pela comunidade onde atua e, em especial, o respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente;
    • aprovar a estratégia global de longo prazo a ser observada pela companhia e pelas sociedades controladas, bem como aquela a ser proposta para as sociedades coligadas;
    • deliberar sobre a instituição de conselho consultivo para aconselhamento dos membros do Conselho de Administração, fixando os cargos, a remuneração e as regras de funcionamento daquele órgão.

    Comitê de Estratégia e Inovação

    Possui diversos membros externos, incluindo executivos de outras indústrias, que contribuem para a reflexão da empresa sobre sua visão de longo prazo e ações que promovam a inovação na companhia.

    Em 2019, o Comitê de Estratégia e Inovação apresentava a seguinte composição: Rodrigo Kede de Freitas Lima (Coordenador), Artur Noemio Grynbaum, Juliana Rozenbaum Munemori, Nildemar Secches, David Feffer, Maria Priscila Rodini Vansetti Machado e Marcelo Strufaldi Castelli.

    Compete ao Comitê de Estratégia e Inovação:

    • assessorar o Conselho de Administração da companhia na análise de iniciativas relacionadas à pesquisa e inovação tecnológica nas áreas florestais, industriais e em gestão, em relação a novos produtos e em processos;
    • assessorar o Conselho de Administração no cumprimento de suas responsabilidades relativas à estratégia de longo prazo e seu planejamento;
    • formular recomendações ao Conselho de Administração e acompanhar a implantação de políticas, estratégias e ações que se relacionem à pesquisa e inovação no âmbito da companhia;
    • avaliar as propostas de investimentos da companhia sob a ótica da inovação e formular possíveis recomendações ao Conselho de Administração.

    Comitê de Sustentabilidade

    Assessora a Suzano a pensar estrategicamente no futuro, incluindo discussões sobre temáticas globais e latentes e em que medida podemos contribuir para a transformação de alguns cenários, tal como o de mudanças climáticas.

    Em 2019, o Comitê de Sustentabilidade apresentava a seguinte composição: David Feffer (Coordenador), Daniel Feffer, Clarissa de Araújo Lins, Philippe Marie Joseph Joubert, Fabio Colletti Barbosa, Haakon Lorentzen, Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira e Maria Priscila Rodini Vansetti Machado.

    Compete ao Comitê de Sustentabilidade:

    • assessorar o Conselho de Administração mediante análise e recomendação sobre a inserção da dimensão de sustentabilidade no posicionamento estratégico da companhia, assim como sobre os riscos, as oportunidades e medidas associadas a questões socioambientais que possam ter impacto relevante no negócio no curto, médio e longo prazos;
    • assessorar o Conselho de Administração na disseminação do conceito estratégico de sustentabilidade, visando ao atingimento de padrões mundialmente aceitos como referência de excelência;
    • analisar e fazer recomendações sobre os objetivos de sustentabilidade de longo prazo, avaliando anualmente seus respectivos desempenhos.
    • analisar periodicamente as estratégias, ações e projetos associados à sustentabilidade da companhia, avaliando a sua eficácia em relação aos posicionamentos e objetivos;
    • avaliar periodicamente as ações e a qualidade do relacionamento com as partes interessadas, assim como a evolução da sua imagem e reputação, fazendo recomendações a respeito.

    Comitê de Gestão e Finanças

    Tem por finalidade a prestação de assessoria técnica ao Conselho de Administração para o melhor desempenho de suas atividades.

    Em 2019, o Comitê de Gestão e Finanças apresentava a seguinte composição: David Feffer (Coordenador), Murilo Cesar Lemos dos Santos Passos, Nildemar Secches, Claudio Thomaz Lobo Sonder, Walter Schalka e Marcelo Strufaldi Castelli.

    Entre as funções do Comitê de Gestão e Finanças, podemos destacar as seguintes competências:

    • assessorar o Conselho de Administração no cumprimento de suas responsabilidades relativas às áreas de finanças, orçamento e controle, assuntos legais, novos negócios, investimentos e formulando políticas corporativas, quando necessário;
    • acompanhar os resultados da companhia, procurando garantir aderência às metas estabelecidas no Planejamento Estratégico, Plano de Negócios e Orçamento;
    • zelar pela elaboração e formulação de políticas corporativas específicas para a área financeira.

     

    Comitê de Pessoas

    Ao avaliar a estrutura organizacional e os modelos de desenvolvimento, práticas de remuneração, sucessão e carreira, o Comitê de Pessoas busca conectar o perfil dos colaboradores às estratégias e metas da companhia no longo prazo.

    Em 2019, o Comitê de Pessoas apresentava a seguinte composição: Nildermar Secches (Coordenador), Rodrigo Galindo, Fabio Coelho, Walter Schalka, David Feffer, Claudio Thomaz Lobo Sonder e Marcelo Strufaldi Castelli.

    Compete ao Comitê de Pessoas:

    • analisar as políticas, estruturas e práticas de recursos humanos propostas pela Diretoria, à luz das melhores práticas adotadas por empresas nacionais e estrangeiras, bem como das estratégias e do contexto de oportunidades e riscos a que a companhia está exposta;
    • discutir a estratégia de remuneração, incluindo política salarial e de benefícios, a remuneração de curto e longo prazo, regular e extraordinária, para os Diretores e membros do Conselho da companhia;
    • analisar e emitir parecer sobre propostas de ajustes salariais e sobre as metas de remuneração variável dos Diretores Executivos;
    • analisar e emitir parecer, para decisão do Conselho, sobre condições especiais de contratação e de desligamento de Diretores Executivos;
    • analisar e contribuir permanentemente nos processos de avaliação e de aprimoramento profissional de Diretores e membros do Conselho da companhia;
    • acompanhar e contribuir de forma continuada nos planos de retenção e sucessão dos Diretores da companhia;
    • recomendar ações que promovam a cultura organizacional de performance desejada, alinhada à missão, visão e valores da companhia, e focada na construção de resultados sustentáveis;
    • assessorar o Conselho de Administração na identificação, seleção, acompanhamento, avaliação de desempenho e sucessão do Diretor-Presidente da companhia.

     

    O Conselho de Administração da companhia é de um nível (one tier).

  • Definição do conteúdo do Relatório e limites de cada tema material

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O Relatório 2019 da Suzano apresenta as conquistas, aprendizados e desafios vividos pela companhia em seu primeiro ano de criação. Esta edição traz uma visão sobre as práticas econômicas, ambientais e sociais da empresa, bem como apresenta as estratégias corporativa e de sustentabilidade.

    Este relatório foi elaborado de acordo com as normas da GRI: opção Essencial, e nos inspiramos, ainda, em orientações do Relato Integrado (IR) em termos de foco, equilíbrio e concisão. O conjunto de divulgações GRI coletadas está relacionado aos respectivos conteúdos ao longo dos capítulos do Relatório e organizado nesta Central de Indicadores, uma seção digital dedicada especialmente à leitura dinâmica e detalhada dos dados e informações. A empresa também realiza seu reporte em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – 17 metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015.

    Após a concretização da fusão, no início de 2019, fizemos um estudo para alinhar os temas materiais da Fibria e da Suzano Papel e Celulose, consolidando uma nova e única lista de temas relevantes. Nesse momento, olhamos para alguns documentos setoriais que abordam temas críticos para o setor, além de uma primeira análise das demandas de mercado prioritárias para as duas antigas empresas. Esse levantamento foi a base para o Relatório 2018.

    Hoje, a materialidade da Suzano é resultado do cruzamento dos temas relevantes para o negócio, na perspectiva de nossos diversos stakeholders – capturados a partir de um significativo processo de escuta conduzido para a construção de nossa estratégia, com temáticas críticas ao setor florestal e aos setores produtivos como um todo, identificadas por grandes associações de empresas que atuam em prol do desenvolvimento sustentável.

    Ao final de 2019, ainda fizemos o cruzamento de todo o output oriundo desse rico processo de consulta com uma profunda análise das demandas de mercado prioritárias para a Suzano (como avaliações de agências de rating e índices de sustentabilidade) e, finalmente, chegamos aos dez temas materiais que embasam a construção de nosso relatório de 2019.

    Adicionalmente, no segundo semestre de 2019, iniciamos uma frente de trabalho de priorização e harmonização de indicadores corporativos, para garantir uma quantidade satisfatória de informações prioritárias consolidadas com qualidade de reporte – algo difícil de atingir durante o ano de integração, quando partimos de bases de gestão segregadas. Esse processo envolveu a análise, priorização e alinhamento sobre a capacidade de harmonização dos indicadores coletados pelas diversas áreas provedoras de informação corporativas em seus principais questionários externos e reportes periódicos (como relatórios públicos, índices e demandas de investidores). Esse esforço ocorreu principalmente para preparar as áreas para o atendimento de demandas já mapeadas como prioritárias, com uma continuidade em médio e longo prazos.

    Sendo assim, a partir desse intenso trabalho, neste relatório apresentamos informações já consolidadas referentes à Suzano S.A. (baseadas no ano de 2019), diferentemente do que foi feito no relatório anterior, no qual apresentamos informações de maneira ainda segregada entre as antigas Fibria e Suzano Papel e Celulose (baseadas no ano de 2018, enquanto as duas empresas ainda operavam separadamente).

    As definições dos dez temas materiais para o nosso negócio e dos limites internos e externos de seus impactos estão detalhadas a seguir:

     

    1. Cadeia de Valor

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Entendimento das necessidades e potencialidades de nossos clientes, com o propósito de oferecer produtos e soluções sustentáveis, por meio de um relacionamento que privilegia vínculos de longo prazo.
    • Gestão de fornecedores em conformidade com critérios socioambientais da companhia, visando ao desenvolvimento de fornecedores locais e à redução de impactos adversos em toda a cadeia de valor.

    Subtemas relacionados:

    • Desenvolvimento da cadeia de fornecimento local
    • Rastreabilidade de materiais e insumos
    • Gestão de práticas e impactos socioambientais na cadeia
    • Cadeia de custódia
    • Critérios de fornecimento e homologação
    • Responsabilidade do produto
    • Foco do cliente

    Limites internos:

    • Impacta diretamente nossas operações

    Limites externos:

    • Impacta nossos fornecedores, clientes e o meio em que vivemos

     

    2. Desenvolvimento Social

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Garantia do desenvolvimento local e territorial de maneira conjunta e participativa, em parceria com comunidades, instituições de apoio e movimentos sociais, a partir de projetos de educação, geração de renda e valorização cultural; do fortalecimento da relação com as comunidades locais e tradicionais; e da integração dos interesses desses diferentes elos na condução e gestão da companhia.

    Subtemas relacionados:

    • Geração de renda
    • Acesso à educação
      Direito da terra
    • Estruturação da comunidade (ex.: cooperativas, associações)¹
    • Investimento social
    • Capacitação e contratação de mão de obra local
    • Direitos humanos – desenvolvimento de infraestrutura local
    • Mecanismos de queixas e reclamações relacionadas a impactos socioambientais
    • Relacionamento e engajamento com comunidades (movimentos sociais, comunidades tradicionais, quilombolas, etc.)
    • Mecanismos de diálogo contínuo

    Limites internos:

    • Impacta, direta ou indiretamente, todas as operações da companhia

    Limites externos:

    • Impacta comunidades vizinhas às nossas operações

     

    3. Ética, Governança e Transparência

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Diálogo, transparência e protagonismo na participação e condução de temas setoriais e de interesse global, que incentivem compromissos e acordos de cooperação para o desenvolvimento sustentável.
    • Garantia dos mais elevados padrões de governança corporativa, visando à total integridade e robustez dos controles internos e processos da companhia, assim como à conduta ética, íntegra e transparente de todos os nossos públicos de relação.

    Subtemas relacionados:

    • Prestação de contas
    • Accountability
    • Diálogo
    • Acessibilidade de informação
    • Metas públicas e compromissos
    • Governança e conduta (compliance)
    • Advocacy e relações com governo
    • Corrupção
    • Ética
    • Compliance geral e conformidade legal
    • Concorrência desleal
    • Práticas anticompetitivas
    • Gerenciamento de riscos e impactos corporativos

    Limites internos:

    • Impacta todos os colaboradores e operações da companhia

    Limites externos:

    • Afeta diretamente todos os públicos com os quais nos relacionamos

     

    4. Mudanças Climáticas

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Busca por alternativas para aumentar o sequestro de carbono, reduzir a emissão de gases de efeito estufa e contribuir para a solução da crise climática, além de reduzir e mitigar os riscos dessa natureza.

    Subtemas relacionados:

    • Adaptação e mitigação diante das mudanças climáticas¹
    • Balanço de emissões¹
    • Economia de baixo carbono¹
    • Emissões industriais e logísticas¹
    • Risco de abastecimento de madeira¹
    • Precificação de carbono¹
    • Parcerias colaborativas para combater a crise climática¹

    Limites internos:

    • Impacta nossas operações florestais, industriais e logísticas

    Limites externos:

    • Impacta toda a sociedade

     

    5. Água

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Garantir a disponibilidade hídrica e o acesso à água com qualidade para os diferentes usuários das bacias hidrográficas em que operamos, a partir da educação ambiental, proteção de nascentes, monitoramento hídricos, redução de captação, análise de riscos e mitigação de impactos decorrentes de nossas operações sobre este recurso.

    Subtemas relacionados:

    • Disponibilidade e acesso à água¹
    • Efluentes
    • Análise de risco hídrico¹
    • Uso, demandas e dependência dos recursos hídricos¹
    • Estresse hídrico¹
    • Proteção de nascentes¹
    • Diálogo (comunicação e conscientização) sobre água¹
    • Monitoramento de parâmetros qualitativos e quantitativos¹
    • Consumo e reutilização¹

    Limites internos:

    • Aplica-se a todas as nossas operações florestais e industriais

    Limites externos:

    • Impacta diretamente as comunidades e vizinhos do entorno de nossas operações e o meio em que vivemos

    6. Inovação e Tecnologia

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Investimento contínuo em tecnologia e cultura de inovação que impulsione o desenvolvimento de soluções para os grandes desafios que a sociedade enfrenta (viabilizando a transição para a bioeconomia), além de possibilitar maior vantagem competitiva ao negócio.

    Subtemas relacionados:

    • Inovabilidade
    • Organismos Geneticamente Modificados (OGMs)
    • Produtividade
    • Diversificação de negócios e novos produtos
    • Bioeconomia
    • Economia circular: produtos single use, soluções de fim de ciclo
    • Cultura de inovação

    Limites internos:

    • Aplica-se a todas as nossas unidades produtivas e operações

    Limites externos:

    • Impacta, direta ou indiretamente, toda a sociedade

    7. Excelência Operacional e Ecoeficiência

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Ampliação da nossa produtividade e garantia de níveis excelentes de eficiência em nossas operações, com reaproveitamento contínuo de recursos e resíduos e aumento da geração e exportação de energia de fonte renovável, além da qualidade dos nossos processos.

    Subtemas relacionados:

    • Energia: matriz energética, reaproveitamento energético, geração e comercialização¹
    • Resíduos: geração, destinação, transformação e disposição ambientalmente adequada¹
    • Logística

    Limites internos:

    • Impacta nossas operações florestais, industriais e logísticas

    Limites externos:

    • Impacta indiretamente toda a sociedade

     

    8. Manejo Florestal

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Planejamento e manejo florestal sustentáveis que favoreçam a produtividade dos plantios, o controle de doenças e pragas, a manutenção da biodiversidade, a preservação ambiental e a prestação de serviços ecossistêmicos – gerando um ciclo virtuoso.

    Subtemas relacionados:

    • Combate ao desmatamento
    • Biodiversidade¹
    • Preservação, conservação e restauração¹
    • Uso, ocupação e qualidade do solo
    • Gestão da paisagem
    • Controle de pragas e doenças
    • Aplicação de agroquímicos
    • Incêndios
    • Serviços ecossistêmicos
    • Certificação florestal

    Limites internos:

    • Aplica-se a todas as unidades florestais da companhia, impactando diretamente nossas operações

    Limites externos:

    • Impacta diretamente as comunidades do entorno de nossas operações e o meio em que vivemos

    9. Gestão Financeira

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    • Busca pelo sólido desempenho financeiro por meio de constante análise de riscos, visão socioambiental responsável e equilíbrio entre custos, despesas e investimentos, a fim de compartilhar valor com acionistas, investidores e demais públicos estratégicos.
    • Crescimento orgânico por meio de uma base florestal consolidada e preparada para o incremento produtivo, com diversificação de produtos e negócios.

    Subtemas relacionados:

    • Desempenho financeiro
    • Expansão do negócio
    • Engajamento com acionistas e investidores
    • Investimento responsável
    • Finanças sustentáveis
    • Índices de sustentabilidade

    Limites internos:

    • Impacta diretamente nossas operações

    Limites externos:

    • Impacta, direta ou indiretamente, todos os nossos públicos de relacionamento (principalmente acionistas e investidores)

     

    10. Capital Humano

    Explicação sobre a materialidade do tema:

    Fortalecimento da cultura de alto desempenho a partir de processos integrados e dinâmicos de gestão de pessoas, que considerem aspectos como meritocracia, evolução de carreira, gestão do conhecimento, diversidade, inclusão, bem-estar, qualidade de vida e direitos humanos, entre outros fatores

    Subtemas relacionados:

    • Direitos humanos
    • Valorização da força de trabalho
    • Condições dignas
    • Saúde e segurança
    • Diversidade e inclusão¹
    • Treinamento
    • Educação
    • Bem-estar
    • Qualidade de vida
    • Erradicação de trabalho infantil e escravo

    Limites internos:

    • Envolve diretamente todos os nossos colaboradores

    Limites externos:

    • Impacta diretamente nossos fornecedores e prestadores de serviço

    1. Temas que possuem compromissos públicos/metas de longo prazo da companhia atrelados.

  • Gestão de fornecedores

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano possui um processo estruturado de gestão e qualificação de seus fornecedores com base também em seus Direcionadores de Cultura. Essa gestão inclui uma série de atividades que visam garantir não apenas o fornecimento de produtos e serviços, como também uma relação pautada pela ética e integridade com essas partes fundamentais de nossa cadeia de valor. Nesse sentido, para que a contratação, o cadastro e a certificação de fornecedores sejam realizados, prosseguimos da seguinte forma:

     

    1. Qualificação econômica e financeira dos fornecedores;
    2. Checagem do histórico;
    3. Avaliação de desempenho dos fornecedores de matérias-primas, insumos e serviços;
    4. Recebimento e aceite do Código de Conduta;
    5. Assinatura, pelo fornecedor, dos compromissos com os Padrões de Responsabilidade Legal e Socioambiental estabelecidos pela Suzano;
    6. Gestão de acesso e obrigações trabalhistas de empresas prestadoras de serviços.

     

    No processo de avaliação de desempenho de fornecedores, auditado interna e externamente (segundo ISO 9000, 14000, 18000, INTI, Smeta, Clientes), os requisitos Segurança, Meio Ambiente e Sustentabilidade são aplicados a 100% dos prestadores de serviços fixos (aqueles que executam serviços por tempo superior a 90 dias nas dependências da Suzano), podendo o fornecedor obter como resultados “grau de excelência”, “aprovação”, “aprovação com restrição” e “reprovação”.

    Ainda, para que sejam devidamente contratados, 100% dos fornecedores devem concordar com o Termo de Compromisso e Padrões de Responsabilidade Legal e Socioambiental estabelecidos pela companhia.

    Adicionalmente, a Suzano considera parte de seus fornecedores como críticos. Isto é, fornecedores de insumos e serviços que possam gerar impactos significativos na qualidade, no desempenho de processos, na segurança e integridade de equipamentos, no meio ambiente e na saúde e segurança de colaboradores. Esse grupo representa 4% do total de fornecedores da companhia e corresponde a 22% de seu orçamento de compras. Sendo assim, medidas distintas são previstas para garantir um bom relacionamento com esses fornecedores e a redução dos riscos de geração de impacto por parte deles.

    No que se refere ao desenvolvimento de fornecedores locais, a Suzano conta com alguns programas em unidades específicas:

     

    • Programa de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores (MS): também conhecido como PQF, tem como objetivo adequar micro, pequenas e médias empresas tanto a requisitos básicos de gestão quanto às normas internacionais exigidas para negociação com grandes indústrias. A Suzano é uma das mantenedoras do Programa, destinado a qualquer fornecedor, não só aqueles que trabalham para a empresa.
    • Programa Integrado de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores (ES): representa uma ação conjunta das principais empresas atuantes no Espírito Santo para promover, de modo integrado, o desenvolvimento e a qualificação de seus fornecedores de bens e serviços. Também conhecido como Prodfor, dele participam importantes empresas instaladas no Estado, denominadas de mantenedoras, que contam com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) e coordenação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES). A Suzano é uma das mantenedoras do Prodfor, destinado a qualquer fornecedor, não apenas os que trabalham para a empresa.
    • Desenvolvimento de parceiros locais (BA): o programa, em parceria com o Sebrae, visa fomentar a sustentabilidade da cadeia de suprimentos nos territórios em que atuamos, com foco em micro e pequenas empresas, ampliando a qualificação dos nossos parceiros locais, incentivando a adoção de melhores práticas de gestão e princípios de responsabilidade legal e socioambiental adotados pela Suzano. Dentro do conteúdo do programa de desenvolvimento de fornecedores estão previstos temas como Empreendedorismo, Gestão Financeira e Empresarial e Tributação, Princípios de Responsabilidades Legais, Socioambientais e Direcionadores de Cultura da empresa. O projeto é piloto e teve início na unidade da Bahia, mas está em fase de aprovação para se estender, ainda em 2020, para outros Estados onde a empresa atua.

     

    Em 2019, a empresa contou com 10.255 fornecedores, ao passo que, em sua base de dados, constavam 35.964 cadastrados. Ambos os dados consideram matriz e filial, sendo contemplados nos números fornecedores internacionais, pessoa física, pessoa jurídica, fundiários, órgãos públicos, transportadoras e agregados. Os fornecedores nacionais provêm de todos os Estados do Brasil, enquanto, entre os internacionais, constam fornecedores de todos os continentes. Em 2019, o custo com pagamento de fornecedores foi de, aproximadamente, 17 bilhões de reais.

  • Gestão sobre certificações

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A gestão da temática de certificações na Suzano é realizada tanto para nossas operações florestais quanto para as industriais, atestando a nossa conduta socioambiental responsável em cada uma das etapas de nossa cadeia produtiva. Nesse sentido, cada unidade industrial e florestal conta com, pelo menos, um membro das equipes responsáveis pela gestão do tema na companhia, de forma a orientar as áreas operacionais a atuar em conformidade com os requisitos das certificações.

    As nossas certificações florestais buscam zelar pelo bom uso dos recursos naturais e por relações humanas de qualidade nesses ambientes. Hoje, nosso manejo florestal responsável é decorrente de um sólido modelo de governança socioambiental, que adota as melhores práticas e padrões de gestão com o objetivo de gerar valor ao meio ambiente e a todos os públicos com os quais nos relacionamos, em total conformidade com a Estratégia de Sustentabilidade e com a visão de longo prazo da companhia. Adicionalmente, tal modelo é atestado pelos mais rígidos padrões nacionais e internacionais voltados para o tema – FSC® (Forest Stewardship Council®)1 e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) –, o que assegura a boa conduta da empresa ao desenvolver produtos florestais, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos da região. Nesses casos, a companhia é anualmente auditada, com base em padrões de desempenho ambiental, social e econômico preestabelecidos e públicos.

    Nossas certificações industriais, por sua vez, evidenciam o emprego das melhores práticas na gestão de processos em nossas unidades fabris, garantindo, de maneira equilibrada, a geração de valor, a inovação e a eficiência em nossas operações. São elas: FSC®2 e PEFC/CERFLOR para a cadeia de custódia, ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (gestão ambiental) e OHSAS 18001 (saúde e segurança).

    Em 2019, nossos resultados no âmbito de certificações incluíram:

    • cinco recertificações desenvolvidas:
      • ISO 9001;
      • ISO 14001;
      • OHSAS 18001;
      • Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR na Unidade de Negócios Florestais (UNF) BA;
      • Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR na UNF SP;
      • Cadeia de Custódia FSC nas unidades industriais e tradings;
    • unificação dos escopos de certificação:
      • da UNF SP no Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR (unificação das UNFs das antigas Fibria e Suzano);
      • das unidades industriais e tradings na Cadeia de Custódia FSC e PEFC/CERFLOR;
    • reformulação dos escopos de certificação do Manejo Florestal FSC e PEFC/CERFLOR BA e ES;
    • inclusão da planta de lignina no escopo SIG (ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001);
    • inclusão da produção de tissue das unidades industriais de Mucuri e Imperatriz no escopo de certificação da ISO 9001;
    • atendimento de várias auditorias de clientes que possuem sinergia com as demais auditorias realizadas nas unidades.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943.

    2. Certificados de cadeia de custódia FSC-C010014.

    Informações complementares:

    O escopo e as normas utilizadas para certificação estão descritos a seguir.

    Sistema Integrado de Gestão

    Escopo: projeto, desenvolvimento de produto, produção, armazenamento, comercialização para mercado interno e externo, e suporte técnico de celulose de fibra curta de eucalipto, celulose eucafluff, papéis revestidos, papéis não revestidos, papel-cartão, papel cut size, papel tissue e lignina.

    Padrões:

    ABNT NBR ISO 9001:2015;
    ABNT NBR ISO 14001: 2015;
    OHSAS 18001:2007.

    Cadeia de Custódia FSC®

    Escopo da certificação: produtos de celulose e papel.

    Tipo de certificado: Multi-site.

    Padrões FSC®:

    • FSC-STD-40-003 V2-1_PT_Certificação CoC Multi_Site;
    • FSC-STD-40-004 V3-0_PT_Certificação de Cadeia de Custódia;
    • FSC-STD-40-005 V3-1_PT_Requisitos para o Consumo de Madeira Controlada FSC®;
    • FSC-STD-40-007 V2-0_PT_Material Recuperado;
    • FSC-STD-50-001 V2-0_PT_Requisitos para o uso das marcas registradas FSC® por detentores de certificado;
    • Padrão Cerflor: ABNT NBR 14.790 (regulamento de avaliação de cadeia de custódia Cerflor)

    Manejo Florestal

    Unidades certificadas:

    • UNF MA (Maranhão);
    • UNF BA (Bahia);
    • UNF ES (Espírito Santo);
    • UNF SP (São Paulo);
    • UNF MS (Mato Grosso do Sul).

     

    Padrão FSC®: FSC-STD-BRA-01-2014 V1-1 PT – Avaliação de Plantações Florestais na República Federativa do Brasil: Padrão Harmonizado entre as Certificadoras.
    Padrão Cerflor: ABNT NBR 14.789, versão 2012.

  • Gestão sobre conflito de interesses

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    Contexto:

    O Conselho de Administração, mais alto órgão de governança da Suzano, determina, em seu Regimento Interno (instrumento próprio, formal e público), o procedimento a ser observado na companhia em caso de conflitos de interesses. De acordo com esse instrumento, um dos requisitos para a eleição dos membros do Conselho é, inclusive, a ausência de tal situação de conflito.

    As informações sobre situações de conflitos de interesses (como participação cruzada em órgãos de governança, acumulação de cargos e existência de acionistas majoritários) são divulgadas aos stakeholders de forma periódica em documentos públicos da Suzano, como o Formulário de Referência e o Relatório 20-F, disponíveis no site de Relações com Investidores (conforme determinado pela legislação e regulamentação aplicáveis à companhia e nos termos e extensão previstos em cada um desses documentos). Nesse sentido, veja as observações específicas para cada um dos itens a seguir:

     

    • Participação cruzada em outros órgãos de administração (participação em outros conselhos, acumulação de cargos de diretoria e conselho etc.): as participações cruzadas em órgãos da Administração da Suzano e até mesmo a existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o segundo grau relacionadas a administradores da Suzano, suas controladas e controladores são divulgadas por meio das seções 12.5 e seguintes do Formulário de Referência da companhia.
    • Participação acionária relevante cruzada com fornecedores e outros stakeholders: eventuais participações acionárias relevantes cruzadas com fornecedores e outros stakeholders são divulgadas por meio da seção 16 (e suas subseções) do Formulário de Referência da companhia, ao se caracterizar tais fornecedores e stakeholders como partes relacionadas da companhia, ou seja, para que haja tal caracterização – e, consequentemente, se divulguem em tal seção as transações a ela pertinentes –, é necessário informar as eventuais participações acionárias relevantes cruzadas existentes.
    • Existência de acionista majoritário e/ou acordo de acionistas: as informações sobre o a existência de acionista majoritário (controle) e de acordo de acionistas envolvendo a Suzano ou a ela relacionado são divulgadas por meio da seção 15 (e suas subseções) do Formulário de Referência e no Item 7 – Major Shareholders and Related Party Transactions do Relatório 20-F da companhia.
    • Divulgação de informações sobre partes relacionadas: As informações sobre transações com partes relacionadas são divulgadas por meio da Seção 16 (e suas subseções) do Formulário de Referência e no Item 7. Major Shareholders and Related Party Transactions do Relatório 20-F da companhia.

     

    Ainda, pensando no desdobramento dessa diretriz para toda a empresa, contamos com controles e políticas específicas que embarcam a temática em discussão. São eles:

    • Código de Conduta;
    • Política Anticorrupção;
    • Política de Gestão Integrada de Riscos;
    • Política de Medidas Disciplinares;
    • Política de Ouvidoria;
    • Política de Partes Relacionadas;
    • Política de Investimentos Socioambientais (Doações).

     

    A Suzano ainda integra o Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção, com o objetivo de erradicar casos de corrupção (incluindo ocorrências de suborno) em toda a companhia e, assim, auxiliar na promoção de um mercado mais íntegro e ético. O pacto é uma iniciativa lançada em 2006 e articulada pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, UniEthos – Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) e Comitê Brasileiro do Pacto Global.

     

    Informações complementares:

    Veja a seguir as disposições do referido Regimento Interno sobre a temática de conflito de interesses.

    “3.1.1. Os membros do Conselho de Administração da Companhia deverão atender aos seguintes requisitos:
    (…)
    (ii) ausência de conflitos de interesses com a Companhia;”

    “4.1. Para os fins do caput desta cláusula, considerar-se-á:
    (…)
    (iii) impedido, o membro do Conselho de Administração que se encontre em situação de conflito de interesse com a Companhia (“Conflito de Interesse” ou “Conflito de Interesses”), conforme estabelecido na Cláusula 20 adiante, bem como aquele que tenha sido eleito por indicação de empresa concorrente da Companhia.”

    “5. Ressalvada a hipótese de Conflito de Interesses, conforme disposição das Cláusulas 20, 21 e 22, adiante, todas as informações e documentos somente serão fornecidos ou disponibilizados a todos os Conselheiros, não podendo qualquer Conselheiro ou grupo de Conselheiros dispor de informação não disponível aos demais, assim como fazer contatos diretos com a Companhia, seus Diretores ou empregados para pedir informações e/ou documentos, ressalvado o disposto na Cláusula 16 a seguir.”

    “20. É vedado aos Conselheiros intervir em operação social na qual tenham interesse conflitante com o da Companhia, bem como na deliberação que a este respeito tomarem os demais administradores, observado, ainda, o disposto na Cláusula 22, abaixo. O Conselheiro deverá declarar-se em situação de Conflito de Interesse quando considerar que eventual decisão do Conselho sobre um assunto em pauta para votação possa resultar em benefício próprio ou de outrem, com ou sem prejuízo para a Companhia.

    21. O Conselheiro que se considere em situação de Conflito de Interesse com a Companhia deverá declarar-se impedido na reunião de Conselho ou notificar o Presidente do Conselho, cumprindo-lhe cientificá-lo do seu impedimento e fazer consignar em ata de reunião do Conselho a natureza e extensão do seu interesse.

    22. O Conselheiro em situação de Conflito de Interesses, após declarar-se impedido, não poderá participar da discussão, nem votar na matéria na qual tiver Conflito de Interesses, devendo ausentar-se do recinto da reunião quando o Conselho for discutir tal matéria.”

    “24. As informações enviadas ao Conselho de Administração pela Companhia ou por terceiros, relativas à matéria na qual determinado Conselheiro declare-se em situação de Conflito de Interesses, não serão enviadas a tal Conselheiro, bem como não lhe será dado acesso a tais informações pelos demais Conselheiros.

    25. Independentemente da notificação de que cuida a Cláusula 21, sempre que identificar situação que possa configurar Conflito de Interesses de determinado Conselheiro com relação a alguma matéria a ser deliberada pelo Conselho, o Presidente notificará tal Conselheiro para que esse, no prazo que lhe for assinalado, manifeste-se a esse respeito, com vistas ao disposto nas Cláusulas 21 e 24.”

  • Mecanismos de aconselhamento e preocupações sobre ética

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano possui um Canal de Ouvidoria externa independente e acessível para o público interno e externo à empresa. Nesse canal, reportam-se:

     

    • transgressões percebidas no ambiente de negócios e relacionadas às diretrizes e aos comportamentos estabelecidos no Código de Conduta;
    • transgressões à ética, aos direitos humanos, às leis e regulamentações às quais a empresa está sujeita;
    • transgressões às normas e aos procedimentos internos, podendo também ser utilizado para o esclarecimento de dúvidas com relação ao Código de Conduta ou ligadas a situações não previstas.

     

    O canal é gerido pela nossa área de Ouvidoria e segue duas políticas internas:

     

    • Política de Ouvidoria: estabelece as diretrizes do processo e governança sobre a atuação da área e do Canal de Ouvidoria acerca do cumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis, e estabelece as diretrizes dos regulamentos e códigos internos, incluindo a previsão de procedimentos específicos de proteção ao denunciante e da confidencialidade da informação.
    • Política de Medidas Disciplinares: estabelece as diretrizes e define princípios, conceitos e critérios para a aplicação de medidas disciplinares aos colaboradores da Suzano.

     

    Os comportamentos não éticos ou incompatíveis com as legislações vigentes, assim como questões relacionadas à integridade organizacional e aos direitos humanos, são apresentados ao Comitê de Gestão de Conduta da Companhia, última instância da empresa para decidir sobre situações controversas e eventuais infrações e violações ao Código de Conduta. Esse modelo de governança colabora para que tomemos decisões imparciais e transparentes, auxiliando na resolução de dilemas éticos não previstos e garantindo a uniformidade dos critérios usados na conclusão de casos similares. Além disso, o modelo determina, quando assim for requerido, a adoção das medidas necessárias, mediante emissão de opinião formal às competentes áreas da empresa, de modo a garantir que as infrações e violações sejam seguidas de medidas disciplinares aplicáveis, independentemente do nível hierárquico, sem prejuízo das penalidades legais cabíveis.

  • Mercados servidos pela organização

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    Contexto:

    A Suzano mantém um relacionamento de longo prazo com substancialmente todos os seus clientes de celulose, atendendo a setores como os de imprimir e escrever, embalagens, papéis especiais e higiene, em diferentes escalas de fornecimento. Em linha com nossa política comercial, buscamos o equilíbrio nas vendas de celulose para os diferentes segmentos de papel, com destaque para o segmento de papéis para fins sanitários, que, em 2019, permaneceu com significativa participação em nosso mix de vendas. Hoje, é o principal segmento atendido pela Suzano no que se refere à celulose, correspondendo a 58% do volume de vendas dessa unidade de negócios. Ainda, o fornecimento da celulose se dá tanto no mercado nacional quanto no de exportação, com clientes situados no Brasil, na Ásia, Europa e América do Norte, entre outras regiões. Nesse sentido, do volume de 9,4 milhões de toneladas de celulose vendido em 2019, mais de 90% foi destinado ao mercado internacional.

    No segmento de celulose do tipo fluff, especificamente, atendemos aos segmentos de produtos absorventes para incontinência, fralda infantil, tapetes pet e absorventes femininos, com clientes situados, principalmente, no Brasil, na China, nos Estados Unidos, EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Japão.

    No que se refere ao comércio de papel, temos uma base de clientes bastante diversificada: desde produtores de notebooks e material não promocional até clientes mais sofisticados, como produtores de material promocional, embalagens de alta qualidade e livros de arte. Sendo assim, a partir desses produtos, atendemos a mercados no Brasil, nas Américas do Sul, Central e do Norte e em outras regiões em menor escala.

    Na unidade de Bens de Consumo, a atuação está restrita ao Brasil, com maior representatividade nas regiões Norte e Nordeste do País. Ainda, nossa base de clientes neste setor está segmentada em venda para o varejo, redes de supermercados e hipermercados, distribuidores, atacadistas e redes de cash & carry.

  • Natureza da propriedade e forma jurídica da organização

    Contexto:

    Formada a partir da fusão entre as antigas Suzano Papel e Celulose e Fibria, a Suzano S.A. é uma companhia de base florestal, capital aberto, controlada pela Suzano Holding, com ações negociadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e na NYSE (New York Stock Index).

  • Número de empregados da Facepa por tipo de contrato de trabalho e por gênero

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    • wdt_ID Número de empregados da Facepa por tipo de contrato de trabalho e por gênero - 2019 Homens Mulheres Total
      1 Tempo determinado 0 0 0
      2 Tempo indeterminado 668 182 850
      3 Total 668 182 850
  • Número de empregados da Facepa por tipo de contrato de trabalho e região

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    • wdt_ID Número de empregados da Facepa por tipo de contrato de trabalho e região Tempo determinado Tempo indeterminado Total
      1 Região Norte 0 667 667
      2 Região Nordeste 0 183 183
      3 Região Centro-Oeste 0 0 0
      4 Região Sudeste 0 0 0
      5 Região Sul 0 0 0
      6 Exterior 0 0 0
      7 Total 0 850 850
  • Número de empregados da Facepa por tipo de jornada de trabalho e por gênero

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    • wdt_ID Número de empregados da Facepa por tipo de emprego e por gênero - 2019 Homens Mulheres Total
      1 Jornada integral 668 182 850
      2 Jornada parcial (meio período) 0 0 0
      3 Total 668 182 850
  • Número de empregados da Suzano por tipo de contrato de trabalho e por gênero

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    • wdt_ID Número de empregados da Suzano por tipo de contrato de trabalho e por gênero - 2019 Homens Mulheres Total
      1 Tempo determinado 3 6 9
      2 Tempo indeterminado 11.117 1.895 13.012
      3 Total 11.120 1.901 13.021
  • Número de empregados da Suzano por tipo de contrato de trabalho e região

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    • wdt_ID Número de empregados da Suzano por tipo de contrato de trabalho e região - 2019 Tempo determinado Tempo indeterminado Total
      1 Região Norte 0 318 318
      2 Região Nordeste 0 4.000 4.000
      3 Região Centro-Oeste 1 1.801 1.802
      4 Região Sudeste 8 6.594 6.602
      5 Região Sul 0 87 87
      6 Exterior 0 212 212
      7 Total 9 13.012 13.021
  • Número de empregados da Suzano por tipo de jornada de trabalho e por gênero

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    • wdt_ID Número de empregados da Suzano por tipo de emprego e por gênero - 2019 Homens Mulheres Total
      1 Jornada integral 11.120 1.901 13.021
      2 Jornada parcial (meio período) 0 0 0
      3 Total 11.120 1.901 13.021
  • Número de empregados do Ecofuturo por tipo de contrato de trabalho e por gênero

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    • wdt_ID Número de empregados do Ecofuturo por tipo de contrato de trabalho e por gênero - 2019 Homens Mulheres Total
      1 Tempo determinado 0 0 0
      2 Tempo indeterminado 13 6 19
      3 Total 13 6 19
  • Número de empregados do Ecofuturo por tipo de contrato de trabalho e região

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    • wdt_ID Número de empregados do Ecofuturo por tipo de contrato de trabalho e região Tempo determinado Tempo indeterminado Total
      1 Região Norte 0 0 0
      2 Região Nordeste 0 0 0
      3 Região Centro-Oeste 0 0 0
      4 Região Sudeste 0 19 19
      5 Região Sul 0 0 0
      6 Exterior 0 0 0
      7 Total 0 19 19
  • Número de empregados do Ecofuturo por tipo de jornada de trabalho e por gênero

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    • wdt_ID Número de empregados do Ecofuturo por tipo de emprego e por gênero - 2019 Homens Mulheres Total
      1 Jornada integral 13 6 19
      2 Jornada parcial (meio período) 0 0 0
      3 Total 13 6 19
  • Número de empregados por categoria funcional

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    • wdt_ID Número de empregados por categoria funcional - 2019 Suzano Facepa Ecofuturo
      1 Administrativo 2.181 279 0
      2 Conselheiro 1 0 0
      3 Consultor 380 0 1
      4 Coordenador 518 8 0
      5 Diretor 16 0 0
      6 Diretor executivo 11 0 0
      7 Especialista 836 29 6
      8 Gerente executivo 92 0 0
      9 Gerente funcional 280 4 1
      10 Operacional 8.506 507 9
  • Número de empregados por faixa etária

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    • wdt_ID Número de empregados por faixa etária - 2019 Suzano Facepa Ecofuturo
      1 Abaixo de 30 anos 3.032 183 1
      2 Entre 30 e 50 anos 8.424 540 17
      3 Acima de 50 anos 1.565 127 1
      4 Total 13.021 850 19
  • Participação em associações

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  • Porcentagem de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva

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    • wdt_ID Indicador 2019
      1 Porcentagem de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva 100
  • Principais impactos, riscos e oportunidades

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano conta com uma Política de Gestão Integrada de Riscos, publicada no site de Relações com Investidores. A Gestão Integrada de riscos da Companhia é realizada pela área de Gestão de Riscos em conjunto com as demais áreas de negócio, e tem por objetivo identificar, avaliar, priorizar, tratar, monitorar e reportar os principais riscos associados ao negócio da empresa alinhados à estratégia corporativa, possibilitando a perenidade e continuidade das nossas operações.

    A área de Gestão de Riscos realiza workshops e entrevistas com os principais executivos da companhia com o objetivo de identificar os principais riscos. Posteriormente, os riscos são consolidados em uma matriz e apresentados para todos os Diretores, CEO e Conselho de Administração para definir os riscos prioritários, devendo, para estes, ser aberto ao menos um plano de ação. O monitoramento e a medição dos planos de ação dos riscos prioritários são realizados através de uma análise crítica. O status dos planos de ação é reportado à Diretoria, ao Comitê de Auditoria Estatutário e ao Conselho de Administração.

    O processo de Gestão Integrada de Riscos passa por auditorias de certificação e de clientes, e os resultados obtidos são levados em consideração para bonificação dos colaboradores envolvidos.

    Ao longo do ano de 2019, a área de Gestão de Riscos consolidou as matrizes de riscos da Fibria e Suzano e redefiniu, junto à Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria Estatutário e Conselho de Administração os riscos prioritários. Além disso, foram criadas comissões de riscos e continuidade de negócios regionais e corporativa para mapeamento contínuo dos riscos e planos de ação.

    Alguns dos riscos identificados incluem:

     

    Mercado

    O mercado de celulose é cíclico e segue a tendência de preço global, que é determinada pela oferta e demanda de celulose, capacidade global de produção de celulose de mercado e condições de crescimento da economia. O preço também pode ser afetado pela variação cambial de moedas dos principais países de produção e consumo de celulose, alteração dos estoques dos produtores e compradores dada a expectativa de preço no futuro e por estratégias adotadas pelos produtores de celulose que venha a colocar no mercado produtos mais competitivos.

    Adicionalmente, os preços de papel se mostram mais estáveis que aqueles do mercado de celulose, determinado pelas condições de oferta e demanda nos mercados em que são vendidos. Além disso, o preço de papel pode variar devido a uma série de fatores que vão além do nosso controle, incluindo a flutuação do preço de celulose e características específicas no mercado em que operamos. Nós não podemos garantir que os preços de celulose irão se manter nos níveis atuais, mas a gestão adequada das nossas plantas fabris propicia que tenhamos uma vantagem competitiva no custo de produção, além de maior resiliência em momentos de queda de preço. No processo de gestão de riscos de mercado, para mitigação dos pontos acima, são feitas a identificação, avaliação, implementação das estratégias e contratação de instrumentos financeiros de proteção aos riscos. Para administrar os impactos nos resultados em cenários adversos, a Companhia dispõe de processos para monitoramento das exposições e políticas para a implementação da gestão de riscos. As políticas estabelecem os limites e instrumentos a serem implementados com o objetivo de: (i) proteção do fluxo de caixa devido ao descasamento de moedas, (ii) mitigação de exposições a taxas de juros, (iii) redução dos impactos da flutuação de preços de commodities e (iv) troca de indexadores da dívida.

     

    Operações

    A Companhia está sujeita a riscos operacionais que podem acarretar a paralisação de suas atividades, ainda que parcial ou temporária. Essas interrupções podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, clima, exposição a desastres naturais, entre outros riscos. A ocorrência desses eventos pode resultar em danos sérios à nossa propriedade, diminuição significativa da produção, aumento nos custos de produção, até ferimentos corporais ou fatais aos nossos colaboradores ou prestadores de serviços, além de efeitos adversos aos nossos resultados financeiros e operacionais. Adicionalmente, em nossos negócios, dependemos da disponibilidade contínua de redes logísticas e de transporte, como estradas, ferrovias, terminais e portos, entre outros, que podem ser interrompidas por fatores fora do nosso controle, como movimentos sociais, desastres naturais e paralisações. Interrupções no fornecimento de insumos às nossas unidades industriais e florestais ou na entrega de nossos produtos acabados aos clientes podem afetar nossos resultados financeiros e operacionais.

     

    Fatores climáticos

    Mudanças climáticas, como em casos de aumento de temperatura média ou escassez hídrica, podem acarretar perdas significativas de produtividade florestal. Por esse motivo, a Suzano atua em diferentes iniciativas com o objetivo de reduzir e mitigar os riscos de natureza climática, tais como:

     

    • Ações de redução de emissões de gases do efeito estufa: projetos de aumento da eficiência no uso de combustíveis fósseis (quando o uso se faz necessário); redução de raio médio (distância entre as operações florestais e as plantas fabris), o que diminui a distância necessária para o transporte de madeira e, consequentemente, o reduz o consumo de combustível; e procedimentos e planos de ação específicos em caso de queimadas, entre outras ações.
    •  Iniciativas de adaptação às mudanças climáticas: estudos específicos das particularidades de cada região em que operamos e identificação de tendências sobre as condições climáticas, meteorológicas e de solo, de modo a gerarmos recomendações às operações e, até mesmo, orientarmos análises de possíveis expansões; estudos voltados à produção de clones e mudas mais resistentes às variações e extremos climáticos; e elaboração de planos de contingência para cenários mais críticos (como um quadro de possível escassez hídrica nas bacias hidrográficas em que operamos).

     

    Ainda, no aspecto de oportunidades decorrentes desse cenário, através de nossos quase 1,3 milhão de hectares de plantio de eucalipto e 900 mil hectares de mata nativa (além de áreas em diferentes estágios de restauração), sequestramos anualmente quantidade significativa de carbono da atmosfera, fazendo com que nossa contribuição para a solução da crise climática vá além da redução de emissões. Além disso, hoje, 88,35% de nossa matriz energética é sustentada por fontes renováveis, com o excedente produzido sendo comercializado para a rede pública nacional de energia, o que contribui para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz elétrica brasileira e, consequentemente, para a mudança desse cenário de crise.

     

    Gestão de riscos e impactos sociais

    Seguindo o Procedimento de Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Sociais, o modelo de gestão de impactos sociais da Suzano busca eliminar, diminuir ou compensar os impactos negativos por meio de práticas de manejo, de investimentos socioambientais e ações contínuas de controle e mitigação, que devem ser previstas em procedimentos operacionais do sistema de gestão da empresa. A equipe de Desenvolvimento Social é a responsável pela coordenação e identificação dos aspectos e impactos sociais, sendo que, a aprovação das análises é realizada pelos gestores dos processos envolvidos e a validação final pelo RISC Local – fórum responsável pela análise e monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas da região.

    Para a identificação e análise dos aspectos e impactos sociais, são consideradas as demandas de partes interessadas pertinentes oriundas do software SISPART, que possui como fonte de dados o Engajamento e o Diálogo Operacional, entre outros. Anualmente o RISC Local avalia a necessidade de revisão da matriz de impactos sociais, considerando os resultados do monitoramento e avaliação crítica dos processos relacionados ao Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como das demandas de partes interessadas levantadas pelo SISPART.

  • Principais marcas, produtos e serviços

    Contexto:

    Atualmente, a Suzano é a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, abastecendo o mercado com produtos de origem renovável que marcam presença em diversos momentos do dia a dia das pessoas. Em 2019, o negócio de celulose correspondeu a 81% da receita líquida da companhia, com vendas, principalmente, aos diferentes segmentos de papel.

    No que se refere a nossa celulose do tipo fluff, marca reconhecida como Eucafluff (a primeira celulose kraft branqueada de eucalipto tipo fluff do mundo), dispomos de aplicações em produtos absorventes descartáveis higiênicos e outros itens de higiene pessoal, levando mais qualidade, conforto e bem-estar ao nosso consumidor final. Em 2019, parcerias importantes consolidaram a aplicação da Eucafluff em clientes globais, fortalecendo sua posição na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos, mercados em que o produto é majoritariamente vendido.

    No segmento de papel (mercado do qual somos líderes na América Latina), possuímos quatro diferentes linhas de produto: papel-cartão, não revestidos, revestidos e cut size. Hoje, não temos nenhuma limitação quanto ao uso dos nossos produtos nas aplicações comuns ao mercado de embalagem, editorial, conversão, promocional e aplicações diretas do papel A4 para imprimir e escrever, com venda e distribuição global.

    As principais marcas são:

     

    • Papel-cartão: Supremo Alta Alvura, Supremo Duo Design, Super 6 Plus, TP White Plus, TP White Pharma Plus e família Bluecup. Para exportação, dispomos ainda da marca Supremo SBS Board.
      No que se refere a papel-cartão, além dos serviços tradicionais de venda de papel para gráficas, convertedores e distribuidores, oferecemos aos nossos clientes o serviço de cocriação de novos tipos de embalagem, repensando a matéria prima e/ou o design junto com gráficas e brand owners.
    • Não revestido: Pólen Bold, Pólen Soft, Alta Alvura Laser (somente mercado interno), Alta Alvura Alcalino (somente mercado interno), Reciclato, Paperfect Laser, Paperfect, Prisma Bright (somente mercado externo) e Prima Bright Laser (somente mercado externo).
    • Revestidos: as marcas fazem parte da família Couché Suzano – Couché Fit, Couché Design e Couché Press.
    • Cut size: atualmente, temos três marcas – Report, Copimax e Magnum.

     

    Ainda, no que se refere a bens de consumo, a Suzano oferece produtos com base de celulose que atendem às necessidades de higiene, limpeza e cuidados com a família e com o lar. Sendo assim, neste segmento, nosso portfólio está dividido em:

     

    • Papel Higiênico Mimmo: suas folhas, com alto nível de absorção, têm um exclusivo sistema “corte aqui” com indicação de picote como sugestão de uso. Seu rolo abre-fácil evita desperdício. É mais macio, mais fofinho e rende muito mais. Mimmo: carinho que rende mais.
    • Papel Higiênico Floral: qualidade e economia em folha simples. Floral é líder de sua categoria no Norte e no Nordeste, e está disponível nas versões tradicional neutro e perfumado.
    • Papel Higiênico La Vie Blanc: sua nova tecnologia Velutec garante folhas de alta qualidade e maciez superior, através de suas camadas de microfibras, que conferem uma textura macia e aveludada. Disponível em folha dupla e tripla, e também na versão perfumada. La Vie Blanc: seu papel é o melhor papel.
    • Papel Higiênico Max Pure: ótimo custo-benefício. Feito com tecnologia avançada na produção, oferece maciez e absorção. Disponível em folha simples e dupla e exclusivo para o canal Cash & Carry.
    • Papel Toalha e Guardanapo Scala: a linha Scala foi especialmente criada para ser a melhor aliada na higiene da cozinha. Seu papel toalha possui máxima absorção, que deixa os alimentos mais sequinhos. E a linha de guardanapos Scala e Scala Naps oferece praticidade no seu dia a dia. Linha Scala: sua aliada na higiene da cozinha.
    • Fraldas Maxx Baby: qualidade, conforto e proteção a um preço que cabe no bolso. A tecnologia Eucafluff mantém o bebê sequinho por mais tempo. O Maxxigel permite maior absorção e retenção de líquido. E, para o conforto dos pequeninos, a fralda conta com uma nova cobertura muito mais macia, proporcionando maior adaptação e um toque suave. Maxx Baby, uma fralda, um carinho.
    • Linha Econoclean: nossa linha institucional de papel higiênico e toalhas interfolhadas é feita para empresas de todos os segmentos e tamanhos.
  • Princípio ou Abordagem da Precaução

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano entende que grandes organizações são movimentadas por uma dinâmica cultural própria e sustentadas pelos colaboradores que compõem seus processos e procedimentos. Dessa forma, a empresa explora o conceito da primeira linha de defesa através de padrões de conduta trabalhados e disseminados nas áreas de negócio, com o objetivo de identificar e mitigar possíveis riscos presentes em suas operações.

    A companhia conta com a Gestão Integrada de Riscos, uma metodologia baseada no ambiente de negócio, que elenca um portfólio de riscos alicerçados na análise crítica das áreas de negócio. Esta considera como parâmetros os impactos (Financeiros, Saúde e Segurança, Meio Ambiente, Social/Cultural, Imagem e Reputação, Clima Organizacional, Legal) e a probabilidade de ocorrência (Muito provável, Provável, Possível, Remota). Os riscos definidos como prioritários e seus respectivos planos de ação são acompanhados pela Diretoria, Comitê de Auditoria Estatutário e Conselho de Administração.

    No que se refere especificamente à gestão de riscos ambientais, as equipes de meio ambiente acompanham a matriz de aspectos e impactos ambientais operacionais, na qual os riscos são monitorados através de processos específicos que são auditados anualmente. As auditorias internas são realizadas por uma equipe interna e/ou por consultorias contratadas. As auditorias externas, por sua vez, são realizadas por certificadoras acreditadas, nacionais e internacionais, e agências ambientais de fiscalização de conformidade legal.

  • Processos para nominação e seleção de membros para o mais alto órgão de governança e seus comitês

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A eleição de membros para compor o Conselho de Administração da companhia deve observar a Política de Indicação de Membros do Conselho de Administração, tendo por objetivo determinar os critérios para composição do Conselho, prezando pelas melhores práticas de governança corporativa, com a devida transparência.

    A Política tem como fundamentos: (i) as diretrizes de governança corporativa do estatuto social da companhia, conforme alterado (Estatuto Social); (ii) o Código de Conduta aplicável às empresas do grupo econômico da companhia, cuja adoção foi ratificada em reunião do Conselho de Administração da companhia em 18 de março de 2018; (iii) A Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada; (iv) o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC e o Código Brasileiro de Governança Corporativa; e (v) o Regulamento de Listagem do Novo Mercado da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, em vigor desde 2 de janeiro de 2018 (Regulamento do Novo Mercado).

    Nos termos da Política, dos membros do Conselho de Administração, no mínimo, 2 conselheiros ou 20% deles (o que for maior) deverão ser conselheiros independentes, conforme a definição do Regulamento do Novo Mercado da B3 e Instrução CVM no 461/07, observado, de modo complementar, que as situações a seguir podem comprometer a independência do membro do Conselho de Administração:

     

    • atuar ou ter atuado como administrador ou empregado da companhia ou de grupo de controle, de auditoria independente que audite ou tenha auditado a companhia, ou, ainda, de entidade sem fins lucrativos que receba recursos financeiros significativos da companhia ou de suas partes relacionadas;
    • ter cônjuge, companheiro ou parente de até segundo grau que atue ou tenha atuado como administrador ou empregado da companhia, ou de grupo de controle, de auditoria independente que audite ou tenha auditado a companhia, ou, ainda, de entidade sem fins lucrativos que receba recursos financeiros significativos da companhia ou de suas partes relacionadas;
    • atuar ou ter atuado, seja diretamente ou como sócio, acionista, conselheiro ou diretor, em um parceiro comercial relevante da companhia e/ou sociedade que possa ser considerada concorrente da companhia ou de suas controladas, desde que tal atuação represente interesse conflitante com o da companhia ou com o de suas controladas ou afete a independência do Conselho;
    • possuir laços familiares próximos (parentesco de até quarto grau) ou relações pessoais significativas com acionistas controladores diretos ou indiretos, conselheiros não independentes ou diretores da companhia;
    • ter cumprido quatro mandatos consecutivos como conselheiro na companhia a partir da Assembleia Geral Ordinária da Suzano a ser realizada em 2018.

     

    Em 2019, o Conselho de Administração constituiu um Comitê de Elegibilidade (CE), que deve ser formado por três ou cinco membros. Na sua composição, a maioria dos seus membros devem ser membros independentes do Conselho de Administração e/ou externos à companhia, e que tenham o caráter de independência, conforme os mesmos parâmetros previstos nessa política. O Coordenador do CE deverá ter notória especialização/experiência em processos de seleção, sendo, preferencialmente, membro externo que tenha o caráter de independência.

    Com o objetivo de resguardar a isenção do caráter de independência dos conselheiros classificados como independentes, compete ao CE:

     

    • avaliar e/ou indicar ao Conselho de Administração pessoas que, atendidos os requisitos legais e aqueles previstos no Estatuto Social da companhia, possam ser candidatas a integrar a chapa a ser submetida para eleição pelo Conselho de Administração à Assembleia Geral;
    • avaliar e indicar ao Conselho de Administração pessoas para posições de conselheiro, para repor eventuais vacâncias de cargos, até a realização da próxima Assembleia Geral.

     

    Os conselheiros independentes indicados devem apresentar capacitação e habilidades adequadas para o exercício do cargo, a serem atestadas pelo CE.

    O CE poderá solicitar ao indicado para o cargo que compareça a uma entrevista para esclarecimento sobre os requisitos desse artigo, sendo que a aceitação do convite obedecerá à vontade do indicado.

    Atualmente, o CE apresenta a seguinte composição: Nildemar Secches, Lilian Maria Ferezim Guimarães e Eduardo Nunes Gianini.

    Com relação aos comitês de assessoramento ao Conselho de Administração da companhia, seus respectivos membros são eleitos diretamente pelo próprio Conselho, órgão ao qual se reportam, observando-se nessa eleição as regras de convocação de reunião e de deliberação/contagem de votos previstas no Estatuto Social da companhia. É permitido que membros do Conselho de Administração da companhia participem de um ou mais comitês de assessoramento.