Comunidades Tradicionais

  • Casos de violação de direitos de povos indígenas

    Temas Materiais Relacionados:

    Mudar visualizacão:

    • wdt_ID Indicador 2019
      1 Número total de casos identificados de violação de direitos de povos indígenas 0
  • Gestão do relacionamento com comunidades indígenas e outras comunidades tradicionais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    No processo de engajamento com comunidades indígenas, que é orientado por nosso Manual de Gestão de Relacionamento, a Suzano reconhece que lhes são legalmente reconhecidos os costumes, sua organização social, a língua, as crenças e as tradições, além dos direitos originários sobre as terras que, tradicionalmente, ocupam. Nesse sentido, em consonância com a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre Povos Indígenas e Tribais em Estados Independentes, as principais diretrizes para engajamento com as comunidades tradicionais adotadas pela Suzano são:

     

    • Reconhecer e respeitar os conhecimentos tradicionais e a perspectiva dos povos e das comunidades como ponto de partida de todo o processo de engajamento e de comunicação.
    • Dimensionar de forma adequada os prazos com as comunidades, de forma a garantir que sejam respeitados seus processos internos de compreensão e discussão.
    • Adotar instrumentos de comunicação e de disseminação de informações que sejam efetivos, culturalmente adequados e que respeitem a organização existente de povos e comunidades locais, em termos de linguagem, formato e dinâmica.
    • Respeitar as formas e práticas tradicionais de comunidades e povos para espaços de governança em que se discutam o planejamento e a execução das atividades originadas do processo de engajamento.
    • Garantir que os investimentos socioambientais a ser desenvolvidos respeitem e fortaleçam o modo de vida tradicional e as prioridades de desenvolvimento dos povos e das comunidades tradicionais com os quais a empresa se relaciona.
    • Realizar investimentos socioambientais que promovam o fortalecimento institucional e a autonomia política das organizações representativas (níveis local, regional e nacional) e valorizem as formas próprias de organização social e política dos povos tradicionais.
    • Apoiar iniciativas de fortalecimento e valorização da cultura tradicional, da educação de qualidade e culturalmente adequada e da medicina tradicional.
    • Envolver instituições governamentais, organizações não governamentais e organizações representativas dos povos tradicionais (níveis local, regional e nacional) nos projetos desenvolvidos.

     

    Dentro da companhia, a gestão do relacionamento com as comunidades é de responsabilidade da Gerência de Desenvolvimento Social e é realizada por meio de ferramentas e procedimentos integrados no Sistema de Gestão da empresa. A avaliação dos processos de relacionamento e engajamento com comunidades circunvizinhas, povos tradicionais e ONGs interessadas em nosso negócio é feita pelo Risc Corporativo, tendo como base a análise crítica desses processos elaborada pelo Risc Local.

    O Risc é um fórum que reúne gestores das diferentes áreas com o objetivo de integrar as políticas e diretrizes estratégicas de sustentabilidade na gestão e operação da empresa. O Risc Local de cada unidade é responsável pela análise e pelo monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas locais, por meio de:

     

    • Acompanhamento da execução do Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas.
    • Monitoramento das principais questões e conflitos sociais na área de atuação da unidade.
    • Monitoramento e avaliação das ações decorrentes dos processos de relacionamento, incluindo Diálogo Operacional e Engajamento.
    • Monitoramento e avaliação da execução dos projetos de investimentos socioambientais.

     

    A Gerência de Desenvolvimento Social reporta, nas reuniões de resultados das áreas Florestal e Industrial, o acompanhamento da execução do Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como as avaliações de efetividades das ações decorrentes dos seus processos. O gerenciamento do relacionamento com partes interessadas e do investimento socioambiental externo da Suzano é centralizado no Sispart, sistema corporativo de gestão para registrar e evidenciar, de forma unificada e atualizada, o relacionamento com partes interessadas.

  • Projetos com comunidades indígenas – Programa de Sustentabilidade Ofaié (PSO)

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O Programa de Sustentabilidade Ofaié (PSO) visa desenvolver um conjunto de ações integradas de médio e longo prazo que apoiem o fortalecimento da cultura indígena Ofaié e a revitalização dos saberes indígenas relacionados à agricultura e ao artesanato, contribuindo para a afirmação de sua identidade étnica e para atividades econômicas sustentáveis.

     

    Objetivos específicos de cada atividade:

    • artesanato: revitalizar a cultura indígena Ofaié e promover a geração de renda por meio do artesanato, valorizando os saberes étnicos;
    • agricultura: desenvolver agricultura de subsistência e resgatar cultivos tradicionais na aldeia indígena Ofaié, garantindo a segurança alimentar e promovendo a geração de renda com a venda da produção excedente.

     

    Destaques e conquistas ao longo de 2019:

    • participação em feiras de artesanato em São Paulo, Brasília e Pernambuco;
    • comercialização de artesanato em São Paulo e Paraty (RJ);
    • comercialização de urucum e melancia para empresas.

     

    Desafios:

    • conflitos internos na aldeia;
    • aumento de produtividade com qualidade;
    • aumento da autonomia.

     

    Expectativas:

    • ampliar os canais de comercialização por meio do aumento da variedade de produtos confeccionados no artesanato (roupas e brindes);
    • diversificar os cultivos agrícolas agroecológicos para aumento da geração de renda.

     

    Consolidação dos resultados do projeto – 2019

    Mudar visualizacão:

    • wdt_ID Local da operação Quantidade de aldeias envolvidas Número de beneficiários diretos Número de beneficiários indiretos Receita total gerada (R$) Receita média anual por família (R$/família)
      1 Mato Grosso do Sul (município de Brasilândia) 1 12 110 10.200,00 850,00

    1. A receita gerada e a receita média por família contemplam valores anuais. Em 2019, houve apenas atividades relacionadas ao artesanato.

  • Projetos com comunidades indígenas – Programa de Sustentabilidade Tupiniquim Guarani (PSTG)

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O Programa de Sustentabilidade Tupiniquim Guarani (PSTG) tem como objetivo cultivar a relação entre a empresa e as comunidades indígenas de Aracruz e facilitar, nas terras indígenas, um conjunto de ações integradas e de longo prazo para restabelecer aos seus ocupantes as condições ambientais necessárias para suas práticas socioculturais, para afirmação de sua identidade étnica e para atividades econômicas sustentáveis.

     

    Objetivos específicos de cada atividade:

    • meliponicultura: resgatar espécies de abelhas nativas sem ferrão ameaçadas ou extintas na região, contribuir para a segurança alimentar das famílias indígenas e promover a geração alternativa de renda com a comercialização dos produtos provenientes das colmeias;
    • agroecologia: apoiar as famílias indígenas na busca de autonomia a partir da recuperação da base de recursos, por meio da implementação de sistemas agroflorestais (SAFs);
    • artesanato: trabalhar com os coletivos, principalmente de mulheres, visando ao fortalecimento cultural e à geração de renda, por meio da criação, produção e comercialização de artesanato;
    • comercialização: apoiar as atividades do PSTG na organização dos coletivos e na comercialização da produção, tendo como foco a geração de renda e autonomia por meio da Cooperativa de Produtores Indígenas e associações do território.

     

    Destaques e conquistas ao longo de 2019:

    • fortalecimento da Cooperativa de Produtores Indígenas (Coopyguá), atuando como representante legal dos meliponicultores indígenas – vendas e compras;
      colheita de 360 quilos de mel de abelhas nativas e destaque nas mídias: foram, ao todo, 33 matérias, todas espontâneas/releases, em TV, rádio, jornal, revista e jornal on-line;
    • planejamento com as famílias indígenas via Plano de Transição Agroecológica – alinhamento com o PDRT;
      exposição de artesanato indígena em São Paulo (SP), no Escritório Central da Suzano e no Instituto Tomie Otake – materiais resultantes de diversas oficinas desenvolvidas ao longo do ano.

     

    Desafio:

    • maior alinhamento de ações com outras empresas da região.

     

    Expectativa:

    • a Coopyguá englobando também produtores de artesanato e da agroecologia.

     

    Consolidação dos resultados do projeto – 20191

    Mudar visualizacão:

    • wdt_ID Local da operação Quantidade de aldeias contempladas Número de beneficiários diretos Número de beneficiários indiretos Receita total gerada (R$) Receita média anual por família (R$/família)
      1 Espírito Santo (município de Aracruz) 12 1.315 5.260 988.834 11.633,35

    1. A receita gerada e a receita média por família contemplam valores anuais. A receita gerada e a renda média são referentes apenas às 85 famílias cuja renda foi acompanhada via PSTG em 2019.

  • Relacionamento com comunidades quilombolas

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O relacionamento da Suzano com comunidades quilombolas acontece de maneira mais intensa nos Estados do Espírito Santo e da Bahia. Do total de 36 localidades remanescentes de quilombos cadastradas na nossa Matriz de Priorização de Comunidades, 31 estão concentradas no norte do Espírito Santo. O Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial (PDRT) é realizado em 21 dos 36 locais, configurando-se como o principal programa de relacionamento da empresa com essas comunidades tradicionais.

    Ainda, temos em algumas dessas comunidades apicultores beneficiados pelo Programa Colmeias e, no Espírito Santo, as comunidades de São Domingos e Roda d’Água receberam apoio técnico e financeiro para a constituição de suas cooperativas de prestação de serviços. Em São Domingos, desde 2014, temos uma equipe de 21 pessoas prestando serviços para a Suzano nas operações de plantio comercial e na restauração florestal.

    Na comunidade de Linharinho, também no Espírito Santo, é desenvolvido um de nossos programas educativos com foco no esporte, a Escolinha de Futebol de Linharinho, beneficiando 60 crianças e adolescentes.

    Além desses programas e projetos, desde 2016 a Suzano é parceira da Virada Cultural Quilombola de São Mateus, ação que envolve comunidades de todo o Estado, organizada pela Associação de Produtores Rurais da comunidade quilombola de Divino Espírito Santo. Os principais objetivos desse evento são: divulgar a cultura quilombola; criar espaço para reuniões entre as lideranças comunitárias quilombolas sobre pautas comuns com as diversas instâncias públicas; abrir espaços para manifestações culturais quilombolas (jongo, ticumbi, reis de boi, etc.); possibilitar o intercâmbio cultural com outros grupos tradicionais locais; realizar atividades com foco no engajamento de jovens nas questões estruturantes dos quilombos; valorizar a culinária quilombola.

     

    Destaques e conquistas ao longo de 2019:

    • realização da quarta Virada Cultural Quilombola;
    • aprovação de R$ 600 mil em projetos de comercialização institucional nas comunidades quilombolas (PNAE/PAA);
    • aprovação de projeto com o governo do Estado do Espírito Santo (edital/Funsaf) pela comunidade de Roda d’Água, primeira comunidade quilombola do Estado a aprovar um projeto nesse edital;
    • finalização de duas sedes administrativas e uma farinheira comunitária em associações quilombolas beneficiárias pelo PDRT;
    • inclusão de 11 apicultores quilombolas da comunidade de Rio do Sul (Bahia) no Programa Colmeias.

     

    Desafio:

    • estreitar o relacionamento com as Coordenações Estadual e Nacional de Quilombos via Projeto de Gestão Territorial.

     

    Expectativa:

    • formalização de parceria com a Coordenação Nacional (Conaq) até dezembro de 2020.