Gestão de Riscos

  • Gestão sobre combate à corrupção

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Na Suzano, trabalhamos sobre a temática de combate à corrupção com base, principalmente, no que está disposto sobre esse tema em nosso Código de Conduta e em nossa Política Anticorrupção. Assim sendo, como ponto de partida, mapeamos potenciais riscos relacionados à corrupção para quatro diferentes categorias – Financeiros, Compliance, Operacionais e Estratégicos –, tanto em nossas operações quanto no âmbito corporativo, de forma a mitigar potenciais desvios de conduta relacionados ao tema na companhia como um todo. Dessa forma, avaliamos e priorizamos os riscos de acordo com sua probabilidade de ocorrência (remota, possível, provável e muito provável) e seu impacto (menor, moderado, maior e extremo). Para os riscos definidos como prioritários, deve ser aberto ao menos um plano de ação. Em 2019, os principais riscos mapeados foram: a ausência da disseminação (comunicação e treinamento) do Código de Conduta e Políticas Corporativas ao público interno e externo; a não aplicação de formulários (Compliance e Conflito de Interesses); a não adequação dos escritórios internacionais às diretrizes da companhia e/ou regulamentações locais; e a realização de doações e patrocínios em desacordo com a estratégia da companhia.

    Ainda, com o objetivo de manter todos os colaboradores atualizados e comprometidos com as diretrizes e os comportamentos esperados em relação ao tema, as equipes de Compliance e Ouvidoria disponibilizam, através da plataforma UniverSuzano, treinamentos obrigatórios relacionados ao combate à corrupção. Para os colaboradores sem acesso ao UniverSuzano, em parceria com a área de Gente e Gestão, os treinamentos são realizados presencialmente. Nesse sentido, em 2019, para incentivar nossos colaboradores a realizar o treinamento sobre esse tema, também foram lançados comunicados de incentivo no “Bom dia, Suzano”, canal de comunicação interna da companhia, além de mensagens diretas aos gestores para que estimulassem suas equipes a realizarem os treinamentos, entre diversos outros meios de comunicação. Nossa meta é que 100% de nossos colaboradores realizem o treinamento obrigatório até 13 de dezembro de 2021, dois anos após o início de sua disponibilização (tendo em vista que o treinamento é renovado bianualmente, assim como o treinamento referente ao Código de Conduta).

  • Principais impactos, riscos e oportunidades

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano conta com uma Política de Gestão Integrada de Riscos, publicada no site de Relações com Investidores. A Gestão Integrada de riscos da Companhia é realizada pela área de Gestão de Riscos em conjunto com as demais áreas de negócio, e tem por objetivo identificar, avaliar, priorizar, tratar, monitorar e reportar os principais riscos associados ao negócio da empresa alinhados à estratégia corporativa, possibilitando a perenidade e continuidade das nossas operações.

    A área de Gestão de Riscos realiza workshops e entrevistas com os principais executivos da companhia com o objetivo de identificar os principais riscos. Posteriormente, os riscos são consolidados em uma matriz e apresentados para todos os Diretores, CEO e Conselho de Administração para definir os riscos prioritários, devendo, para estes, ser aberto ao menos um plano de ação. O monitoramento e a medição dos planos de ação dos riscos prioritários são realizados através de uma análise crítica. O status dos planos de ação é reportado à Diretoria, ao Comitê de Auditoria Estatutário e ao Conselho de Administração.

    O processo de Gestão Integrada de Riscos passa por auditorias de certificação e de clientes, e os resultados obtidos são levados em consideração para bonificação dos colaboradores envolvidos.

    Ao longo do ano de 2019, a área de Gestão de Riscos consolidou as matrizes de riscos da Fibria e Suzano e redefiniu, junto à Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria Estatutário e Conselho de Administração os riscos prioritários. Além disso, foram criadas comissões de riscos e continuidade de negócios regionais e corporativa para mapeamento contínuo dos riscos e planos de ação.

    Alguns dos riscos identificados incluem:

     

    Mercado

    O mercado de celulose é cíclico e segue a tendência de preço global, que é determinada pela oferta e demanda de celulose, capacidade global de produção de celulose de mercado e condições de crescimento da economia. O preço também pode ser afetado pela variação cambial de moedas dos principais países de produção e consumo de celulose, alteração dos estoques dos produtores e compradores dada a expectativa de preço no futuro e por estratégias adotadas pelos produtores de celulose que venha a colocar no mercado produtos mais competitivos.

    Adicionalmente, os preços de papel se mostram mais estáveis que aqueles do mercado de celulose, determinado pelas condições de oferta e demanda nos mercados em que são vendidos. Além disso, o preço de papel pode variar devido a uma série de fatores que vão além do nosso controle, incluindo a flutuação do preço de celulose e características específicas no mercado em que operamos. Nós não podemos garantir que os preços de celulose irão se manter nos níveis atuais, mas a gestão adequada das nossas plantas fabris propicia que tenhamos uma vantagem competitiva no custo de produção, além de maior resiliência em momentos de queda de preço. No processo de gestão de riscos de mercado, para mitigação dos pontos acima, são feitas a identificação, avaliação, implementação das estratégias e contratação de instrumentos financeiros de proteção aos riscos. Para administrar os impactos nos resultados em cenários adversos, a Companhia dispõe de processos para monitoramento das exposições e políticas para a implementação da gestão de riscos. As políticas estabelecem os limites e instrumentos a serem implementados com o objetivo de: (i) proteção do fluxo de caixa devido ao descasamento de moedas, (ii) mitigação de exposições a taxas de juros, (iii) redução dos impactos da flutuação de preços de commodities e (iv) troca de indexadores da dívida.

     

    Operações

    A Companhia está sujeita a riscos operacionais que podem acarretar a paralisação de suas atividades, ainda que parcial ou temporária. Essas interrupções podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, clima, exposição a desastres naturais, entre outros riscos. A ocorrência desses eventos pode resultar em danos sérios à nossa propriedade, diminuição significativa da produção, aumento nos custos de produção, até ferimentos corporais ou fatais aos nossos colaboradores ou prestadores de serviços, além de efeitos adversos aos nossos resultados financeiros e operacionais. Adicionalmente, em nossos negócios, dependemos da disponibilidade contínua de redes logísticas e de transporte, como estradas, ferrovias, terminais e portos, entre outros, que podem ser interrompidas por fatores fora do nosso controle, como movimentos sociais, desastres naturais e paralisações. Interrupções no fornecimento de insumos às nossas unidades industriais e florestais ou na entrega de nossos produtos acabados aos clientes podem afetar nossos resultados financeiros e operacionais.

     

    Fatores climáticos

    Mudanças climáticas, como em casos de aumento de temperatura média ou escassez hídrica, podem acarretar perdas significativas de produtividade florestal. Por esse motivo, a Suzano atua em diferentes iniciativas com o objetivo de reduzir e mitigar os riscos de natureza climática, tais como:

     

    • Ações de redução de emissões de gases do efeito estufa: projetos de aumento da eficiência no uso de combustíveis fósseis (quando o uso se faz necessário); redução de raio médio (distância entre as operações florestais e as plantas fabris), o que diminui a distância necessária para o transporte de madeira e, consequentemente, o reduz o consumo de combustível; e procedimentos e planos de ação específicos em caso de queimadas, entre outras ações.
    •  Iniciativas de adaptação às mudanças climáticas: estudos específicos das particularidades de cada região em que operamos e identificação de tendências sobre as condições climáticas, meteorológicas e de solo, de modo a gerarmos recomendações às operações e, até mesmo, orientarmos análises de possíveis expansões; estudos voltados à produção de clones e mudas mais resistentes às variações e extremos climáticos; e elaboração de planos de contingência para cenários mais críticos (como um quadro de possível escassez hídrica nas bacias hidrográficas em que operamos).

     

    Ainda, no aspecto de oportunidades decorrentes desse cenário, através de nossos quase 1,3 milhão de hectares de plantio de eucalipto e 900 mil hectares de mata nativa (além de áreas em diferentes estágios de restauração), sequestramos anualmente quantidade significativa de carbono da atmosfera, fazendo com que nossa contribuição para a solução da crise climática vá além da redução de emissões. Além disso, hoje, 88,35% de nossa matriz energética é sustentada por fontes renováveis, com o excedente produzido sendo comercializado para a rede pública nacional de energia, o que contribui para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz elétrica brasileira e, consequentemente, para a mudança desse cenário de crise.

     

    Gestão de riscos e impactos sociais

    Seguindo o Procedimento de Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Sociais, o modelo de gestão de impactos sociais da Suzano busca eliminar, diminuir ou compensar os impactos negativos por meio de práticas de manejo, de investimentos socioambientais e ações contínuas de controle e mitigação, que devem ser previstas em procedimentos operacionais do sistema de gestão da empresa. A equipe de Desenvolvimento Social é a responsável pela coordenação e identificação dos aspectos e impactos sociais, sendo que, a aprovação das análises é realizada pelos gestores dos processos envolvidos e a validação final pelo RISC Local – fórum responsável pela análise e monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas da região.

    Para a identificação e análise dos aspectos e impactos sociais, são consideradas as demandas de partes interessadas pertinentes oriundas do software SISPART, que possui como fonte de dados o Engajamento e o Diálogo Operacional, entre outros. Anualmente o RISC Local avalia a necessidade de revisão da matriz de impactos sociais, considerando os resultados do monitoramento e avaliação crítica dos processos relacionados ao Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como das demandas de partes interessadas levantadas pelo SISPART.

  • Princípio ou Abordagem da Precaução

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A Suzano entende que grandes organizações são movimentadas por uma dinâmica cultural própria e sustentadas pelos colaboradores que compõem seus processos e procedimentos. Dessa forma, a empresa explora o conceito da primeira linha de defesa através de padrões de conduta trabalhados e disseminados nas áreas de negócio, com o objetivo de identificar e mitigar possíveis riscos presentes em suas operações.

    A companhia conta com a Gestão Integrada de Riscos, uma metodologia baseada no ambiente de negócio, que elenca um portfólio de riscos alicerçados na análise crítica das áreas de negócio. Esta considera como parâmetros os impactos (Financeiros, Saúde e Segurança, Meio Ambiente, Social/Cultural, Imagem e Reputação, Clima Organizacional, Legal) e a probabilidade de ocorrência (Muito provável, Provável, Possível, Remota). Os riscos definidos como prioritários e seus respectivos planos de ação são acompanhados pela Diretoria, Comitê de Auditoria Estatutário e Conselho de Administração.

    No que se refere especificamente à gestão de riscos ambientais, as equipes de meio ambiente acompanham a matriz de aspectos e impactos ambientais operacionais, na qual os riscos são monitorados através de processos específicos que são auditados anualmente. As auditorias internas são realizadas por uma equipe interna e/ou por consultorias contratadas. As auditorias externas, por sua vez, são realizadas por certificadoras acreditadas, nacionais e internacionais, e agências ambientais de fiscalização de conformidade legal.