A Suzano e a TCFD

A Suzano se compromete a reportar suas práticas e indicadores em linha com as Recomendações da TCFD, bem como seguir avançando continuamente nesta trajetória.

  • 1. O que é a TCFD?

    Contexto:

    A TCFD foi criada pelo Financial Stability Board (FSB), junto a representantes de diferentes setores econômicos, públicos e privados, para tratar da disponibilidade e qualidade de informações financeiras relacionadas às mudanças climáticas. Esta força-tarefa foi criada a partir do entendimento de que estas mudanças podem afetar a estabilidade do sistema financeiro internacional, impactando diretamente as atividades econômicas. Para responder a isso, a TCFD publicou um conjunto de recomendações para reporte de riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas.

    As Recomendações englobam 4 dimensões de reporte:

    • Governança: divulgar a governança da organização sobre os riscos e oportunidades climáticos;
    • Estratégia: divulgar os impactos reais e potenciais dos riscos e oportunidades climáticos sobre os negócios, a estratégia e planejamento financeiro da organização, quando a informação for material;
    • Gestão de Riscos: divulgar como a organização identifica, avalia e gerencia os riscos climáticos;
    • Métricas e Metas: divulgar as métricas e metas utilizadas para avaliar e gerenciar os riscos e oportunidades climáticos, nos casos em que a informação for material.

    Em fevereiro de 2020, a TCFD já contava com mais de 1.000 apoiadores, entre os quais estão empresas com um valor de mercado que ultrapassava US$ 10 trilhões.

    As 4 Recomendações da TCFD são detalhadas em Divulgações Recomendadas, conforme o quadro abaixo. Para cada uma das Divulgações Recomendadas, há também Orientações (Guidance) de modo a facilitar o reporte de informações.

     

  • 2. Trajetória Suzano

    Contexto:

    A Suzano é apoiadora oficial da TCFD junto a outras grandes organizações líderes de seus setores. A Companhia entende as Recomendações da TCFD não apenas como uma referência para reportar sobre impactos financeiros relacionados ao clima, mas também como uma estrutura para revisar suas práticas de gestão de riscos e oportunidades já existentes e identificar oportunidades de melhoria em seus processos e operações.

    Em linha com os esforços de aprimorar seu modelo e seguir as melhores práticas de gestão de mudanças climáticas, a Suzano iniciou em 2019 um esforço organizado de revisar suas práticas à luz das Recomendações da TCFD. Esse esforço envolveu o mapeamento das práticas atuais de gestão de riscos e oportunidades climáticas. Isso foi possível diante da consolidação de um grande conjunto de processos em diversas áreas nas quais o tema é tratado. Também foi realizada uma identificação do que a Companhia já reporta em seus relatórios com relação ao que orienta a TCFD. Para isso, o olhar da Suzano para as Recomendações da TCFD foi até o nível mais granular: o das Orientações (Guidance) da TCFD. Por fim, foram identificadas ações necessárias para avanço nos anos seguintes.

    A Suzano se compromete a reportar a investidores e demais stakeholders estes avanços e as informações recomendadas pela TCFD em nosso Relatório Anual, Formulário de Referência e Relatório 20-F, respeitando as estruturas-padrão destes reportes.

     

     

    No quadro a seguir, é possível visualizar um resumo do conjunto de práticas atuais da Suzano, considerando as quatro dimensões da TCFD.

     

  • 3. Governança

    Contexto:

    A governança acerca das mudanças climáticas na Suzano é liderada pela Diretoria de Sustentabilidade. No entanto, o tema perpassa outras áreas da Companhia, como Desenvolvimento Operacional Florestal, Meio Ambiente (Industrial e Florestal), Novos Negócios, Pesquisa e Desenvolvimento, Planejamento (Estratégico e Florestal), Recuperação e Utilidades, Relações com Investidores e Riscos, entre outras. Essas áreas possuem atribuições diretas e explícitas em questões relacionadas às mudanças climáticas como o monitoramento das emissões das operações florestais e industriais, o consumo e geração de energia, gestão de recursos hídricos, e o manejo florestal.

    Por serem temas transversais, também são instituídos grupos de trabalho (GTs) para concentrar os esforços de diferentes áreas na definição de ações necessárias e acompanhamento do desempenho da Suzano em temas como energia e água. Os GTs existentes em 2020 se reúnem para discutir questões relacionadas ao menor consumo de recursos naturais, o que significa menor emissão de GEE e maior capacidade de adaptação às mudanças climáticas:

    Com o surgimento de novas demandas e aprimoramento de práticas de governança, outros grupos de trabalho podem ser estabelecidos para endereçar outras questões relacionadas às mudanças climáticas.

    O Conselho de Administração também tem envolvimento direto no tema, com um olhar estratégico sobre oportunidades e riscos. Os membros do Conselho participam na definição e acompanhamento da Estratégia da companhia, que inclui diretrizes e metas de longo prazo relacionadas às mudanças climáticas. Os Comitês de Estratégia e de Sustentabilidade, que conta com conselheiros internos e membros externos independentes, apoiam o Conselho de Administração neste trabalho. O Conselho também atua na supervisão de riscos definidos como prioritários, entre os quais se inserem aqueles relacionados às mudanças climáticas. A Diretoria de Risco é a responsável final pela identificação e gestão destes riscos, reportando sobre este trabalho ao Conselho de Administração. Adicionalmente, o Comitê de Riscos se reúne trimestralmente para discutir riscos identificados e monitorados, acompanhar planos de ação e gerenciar eventuais crises. Por serem classificados como prioritários na Matriz de Riscos Corporativos, os riscos climáticos estão inclusos nessas discussões e são abordados de forma dedicada pelo menos uma vez ao ano.

  • 4. Estratégia

    Contexto:

    A Visão Estratégica da Suzano identifica três grandes pilares:

    • Continuar a ser referência do setor em eficiência, rentabilidade e sustentabilidade: da floresta ao cliente
    • Ser agente transformador na expansão em novos mercados para nossa biomassa florestal
    • Ser referência em soluções sustentáveis e inovadoras para bioeconomia e serviços ecossistêmicos a partir da árvore

     

    Dentro desta visão estratégica, foram estabelecidas metas de longo prazo relativas aos impactos das mudanças climáticas.

    Conforme mencionado, a Suzano considera riscos climáticos como prioritários em sua Matriz de Riscos, instrumento revisado anualmente que orienta sua abordagem estratégica de gestão de riscos. Para cada risco prioritário, são estabelecidos planos de ação e estimados os potenciais impactos financeiros à empresa. Em linha com a prioridade dada aos riscos climáticos, a Companhia considera os efeitos das mudanças climáticas como fatores de risco relevantes aos seus negócios, sendo estes revisitados, revisados e reportados anualmente no Formulário de Referência e em seu Relatório 20-F.

    Devido ao potencial de seus ativos florestais e produtos contribuírem com a mitigação das mudanças climáticas, a Suzano, além de mapear riscos, identifica oportunidades climáticas, a exemplo da precificação de carbono, da qual a Suzano pode ser beneficiada por realizar a captura de CO2 das suas plantações de eucalipto e florestas nativas. Com um olhar para as mudanças nas preferências de consumo e na disponibilidade de insumos, a Suzano também pesquisa e desenvolve produtos para atender às novas demandas, reforçando seu posicionamento de substituição de produtos de base fóssil e de maior consumo energético e hídrico por alternativas de baixa emissão de carbono de base renovável.

    O segundo e terceiro pilares da visão estratégica da Suzano consideram os diferentes segmentos econômicos que podem ser alcançados a partir do desenvolvimento de produtos de base florestal, para além da indústria de Papel e Celulose. Oportunidades de expansão de negócios com aplicação nas indústrias automotivas, embalagens, bens de consumo, tintas, cosméticos, têxtil, entre outras que são intensivas nas emissões de GEE, uso de insumos inorgânicos e geração de resíduos. Para materializar estas oportunidades, é necessário criar e expandir atuais desenvolvimento de produtos e suas cadeias produtivas, com apoio de parceiros tecnológicos e de aplicação no mercado.

    O desenvolvimento da atual Estratégia da Suzano incluiu uma avaliação do alinhamento desta às tendências relacionadas às mudanças climáticas. Esta Estratégia será revisada anualmente, a fim de se avaliar os resultados obtidos e eventuais necessidades de melhoria.

    A Suzano também identifica oportunidades relacionadas à adaptação às mudanças climáticas, fortalecendo a resiliência de seus processos produtivos em resposta aos impactos atuais e potenciais da mudança do clima. Nosso Centro de Tecnologia já trabalha desenvolvendo pesquisas sobre ciclos de melhoramento, visando amenizar a vulnerabilidade climática dos plantios.

    A partir de 2020, fizemos um esforço de revisar os riscos e oportunidades relacionados à clima. Categorizamos cada risco e oportunidade de acordo com a taxonomia da TCFD, as dimensões da nossa cadeia de valor envolvidas (ex: distribuidores, fornecedores, operações), as variáveis financeiras potencialmente afetadas (ex: receitas, despesas, ativos) e os horizontes de materialização (curto, médio e longo prazos).

    Nesse contexto, a realização de análises de cenários climáticos é uma importante prática recomendada pela TCFD para avaliar o impacto das questões climáticas sobre os negócios e ser utilizada como suporte à tomada de decisões. A Suzano já realiza análises com base nos cenários climáticos do IPCC, avaliando potenciais impactos de longo prazo sobre a produtividade de suas operações florestais.

    Entendemos ser necessário evoluirmos nessa prática, avaliando o potencial impacto financeiro resultante dessa mudança na produtividade e de outros riscos ou oportunidades.

    Outro avanço no qual a Suzano está trabalhando é a revisão da sua Estratégia de Mudanças Climáticas. Essa Estratégia considera as Recomendações da TCFD e nosso papel frente às necessidades de mitigação e adaptação climática.

    A Suzano também se envolve e lidera iniciativas externas – como grupos de trabalho e parcerias de pesquisa – junto a associações setoriais (ex. Ibá, CEBDS, Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, etc.), governo, universidades e outras empresas, para acompanhar e fomentar a agenda de mudanças climáticas no setor privado.

  • 5. Gestão de Riscos e Oportunidades

    Contexto:

    O tema de mudanças climáticas é incorporado ao gerenciamento integrado de riscos da Companhia. Dessa forma, segue as diretrizes definidas na Política de Gestão Integrada de Riscos da Suzano com relação ao processo de comunicação, priorização, tratamento, consulta, monitoramento e análise relativo à gestão dos riscos.

    Dentro do processo de priorização, os riscos climáticos vêm sendo identificados como prioritários na Matriz de Riscos Corporativos. Também são considerados prioritários os riscos relacionados a distúrbios fisiológicos, pragas e doenças que podem afetar a produtividade florestal. Estes riscos têm relação direta com as mudanças climáticas, já que as alterações dos ecossistemas decorrentes do aumento de temperatura, pode significar mudanças na suscetibilidade a pragas.

    Desta forma, são definidos procedimentos específicos para responder a estes riscos prioritários, como a elaboração, implementação e acompanhamento de Planos de Ação. Este trabalho é liderado pela Área de Riscos, com participação das demais áreas relacionadas.

    Além do tratamento do risco climático no nível corporativo, são realizadas abordagens específicas no nível operacional da produção florestal e industrial. Nossa equipe técnica de Ciência e Tecnologia realiza a identificação e monitoramento de uma série de indicadores, a fim de avaliar a exposição das operações florestais a riscos climáticos (e também de outras dimensões ambientais). Um exemplo é o monitoramento de bacias hidrográficas críticas onde estão localizadas nossas operações, a fim de avaliar a exposição a riscos hídricos. Os dados coletados neste trabalho são utilizados para calibrar modelos de planejamento dos momentos de colheita e novos plantios e já resultaram na definição de planos específicos para responder a riscos de desabastecimento.

    Variáveis relacionadas à temperatura, umidade e índices pluviométricos das unidades florestais também são monitoradas por nossa equipe técnica de Ciência e Tecnologia. Esse monitoramento é feito com base em: métricas geradas por estações meteorológicas próprias e públicas; análise de dados históricos; e projeções de cenários climáticos construídos a partir da combinação de cenários globais (IPCC) e dados regionais.

    A partir da identificação das variáveis relevantes, a Companhia consegue identificar os riscos climáticos mais materiais. Esses dados são compilados e analisados, alimentando ferramentas desenvolvidas internamente, como relatórios de acompanhamento e sistemas informativos on-line, disponibilizados para diferentes gerências da empresa, auxiliando tomadas de decisões. Além das já mencionadas projeções sobre potencial impacto do aumento de temperatura sobre a produtividade florestal, também realizamos outros estudos com base científica. Entre eles, como por exemplo, avaliações de práticas de manejo florestal para redução da captação hídrica e avaliação de maior resistência a pragas, entre outros.

  • 6. Métricas e Metas

    Contexto:

    Nosso sistema de gestão ambiental inclui uma série de métricas relacionadas à emissão e captura de GEE, restauração florestal, captação e consumo de água, consumo e autogeração de energia, além de geração e destinação de resíduos. Parte destas métricas também está incorporada a indicadores de performance operacional nas unidades de produção, com metas específicas a serem atingidas. Abaixo está uma lista de indicadores internos e públicos monitorados pela Suzano. Para maiores informações sobre os indicadores relacionados públicos clique aqui.

     

    Métricas monitoradas por tema:

    Adaptação Climática

    • Crescimento de pragas florestais devido ao aumento da temperatura
    • Extensão de florestas restauradas
    • Focos de incêndio (eucalipto e floresta nativa)
    • Mudas adaptadas (adaptação a extremos climáticos)
    • Principais impactos, riscos e oportunidades
    • Projetos de adaptação a empreendimentos, processos, produtos e/ou serviços
    • Projetos de leis relacionados às mudanças climáticas

     

    Água

    • Consumo de água nas operações industriais
    • Consumo específico de água nas operações industriais
    • Gestão sobre água e efluentes nas operações florestais
    • Gestão sobre água e efluentes nas operações industriais
    • Manutenção de recursos hídricos nas bacias
    • Mapeamento de áreas com sobreposição do uso potencial da água
    • Porcentagem de água reciclada ou reutilizada nas operações industriais
    • Retirada de água por fonte nas operações florestais
    • Retirada de água por fonte nas operações industriais

     

    Emissão e captura de GEE

    • Captura de carbono
    • Emissões atmosféricas nas operações industriais
    • Emissões biogênicas de CO₂ (escopo 1)
    • Emissões biogênicas de CO₂ (escopo 3)
    • Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1) por unidade
    • Emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 2) por unidade
    • Estoque de carbono
    • Gestão sobre emissões atmosféricas nas operações industriais
    • Intensidade de emissões de gases de efeito estufa
    • Outras emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 3) por unidade
    • Outros indicadores de emissões e mudanças climáticas

     

    Energia

    • Consumo de combustíveis de fontes não renováveis
    • Consumo de combustíveis de fontes renováveis
    • Eficiência de fornecedores de logística
    • Energia consumida
    • Energia consumida fora da organização
    • Energia vendida
    • Geração de energia renovável
    • Gestão sobre energia nas operações industriais
    • Matriz energética
    • Substituição de frotas por veículos mais eficientes
    • Total de energia consumida

     

    Gestão de resíduos

    • Demanda biológica de oxigênio (DBO) em efluentes nas operações industriais
    • Demanda química de oxigênio (DQO) em efluentes nas operações industriais
    • Descarte de água (lançamento de efluentes) nas operações industriais
    • Disposição de resíduos não perigosos por método nas operações florestais
    • Disposição de resíduos não perigosos por método nas operações industriais
    • Disposição de resíduos perigosos por método nas operações florestais
    • Disposição de resíduos perigosos por método nas operações industriais
    • Gastos com tratamento e disposição de resíduos nas operações industriais
    • Geração de resíduos não perigosos nas operações industriais
    • Geração de resíduos perigosos nas operações industriais
    • Gestão sobre resíduos sólidos nas operações florestais
    • Gestão sobre resíduos sólidos nas operações industriais
    • Presença de AOX em efluentes nas operações industriais
    • Presença de fósforo total em efluentes nas operações industriais
    • Presença de nitrogênio total em efluentes nas operações industriais
    • Presença de sólidos suspensos total em efluentes nas operações industriais
    • Resíduo enviado para célula de aterro nas operações industriais

     

    Nosso desempenho em diversas métricas é reportado anualmente em nosso Relatório Anual que segue o Padrão GRI e submetido a questionários específicos de temas ambientais, como do CDP, GHG Protocol e índices de sustentabilidade de bolsas de valores. Nos reportes de mercados de capitais (Formulário de Referência e Relatório 20-F), explicitamos o entendimento dos efeitos das mudanças climáticas como fatores de risco relevantes a nosso negócio e a forma pela qual gerimos estes.

    A Suzano também define metas relacionadas à clima no nível estratégico. Em 2020, resultado de um extenso trabalho de reflexão, diagnóstico e projeção, estabelecemos uma Estratégia com Metas de Longo Prazo, para o ano de 2030, que traduzem nosso foco em sermos protagonista em sustentabilidade. Dentre as metas estabelecidas, formalizamos nosso compromisso com temas diretamente relacionados às mudanças climáticas:

    • Ser ainda mais climate positive ao remover 40 milhões de toneladas adicionais de carbono da atmosfera (remoções – emissões de escopos 1, 2 e 3)
    • Ofertar 10 milhões de toneladas de produtos renováveis que possam substituir plásticos e derivados do petróleo
    • Reduzir as emissões específicas (escopo 1 e 2) em 15% por tonelada de produto
    • Aumentar a disponibilidade hídrica em 100% nas bacias hidrográficas críticas
    • Reduzir em 15% a água captada nas operações industriais
    • Aumentar em 50% a exportação de energia renovável
    • Reduzir em 70% os resíduos industriais enviados para aterros

    Estas metas estão conectadas à remuneração variável de algumas equipes e executivos, a fim de garantir e evidenciar o comprometimento da Suzano com a integração do tema de mudanças climáticas às decisões.

  • 7. Olhar para o Futuro

    Contexto:

    Entendemos que a implementação de boas práticas de gestão de riscos e oportunidades climáticas é uma trajetória de evolução e aprendizado. O clima está em constante transformação, bem como a forma pela qual a sociedade e meio ambiente respondem a estas mudanças. Ressaltamos que ainda há desafios para o entendimento pleno destes impactos, especialmente pela necessidade do setor privado incorporar práticas ainda pouco adotadas, como análises de cenários climáticos. Ao mesmo tempo, diversos efeitos são conhecidos, com impactos positivos ou negativos sobre os negócios já materializados e que requerem respostas factíveis para nossa Companhia.

    Desta forma, a adesão às Recomendações da TCFD e de outras referências de melhores práticas não são um fim em si, mas uma trajetória. Reafirmamos nosso compromisso em seguir com o aprimoramento contínuo para endereçar possíveis lacunas e seguir avançando. A transparência deste trabalho para nossos investidores e demais stakeholders será feita em nossos relatórios anuais, seções dedicadas ao tema de Sustentabilidade em nosso site e reportes requeridos pelo mercado de capitais.

    Esta trajetória inclui tanto um olhar para mitigar a intensificação das mudanças climáticas e contribuir com a adaptação dos ecossistemas e sociedade a estas mudanças, como também esforços orientados à mitigação dos riscos e melhor posicionamento frente às oportunidades econômicas relacionadas aos desafios que as mudanças climáticas nos impõem.

    Fazemos e faremos nisso conectados à nossa Visão Estratégica, com foco em continuarmos como referência em eficiência, rentabilidade e sustentabilidade, em sermos agentes transformadores na expansão de novos mercados e referência em soluções sustentáveis e inovadoras para bioeconomia e serviços ecossistêmicos.