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Informações detalhadas de métricas e metas relacionadas à temática de mudanças climáticas.

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  • Consumo de água nas operações industriais

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    • wdt_ID Consumo de água, em m³ ¹ 2019
      1 Suzano 5.708.831,38
      2 Rio Verde 173.991,08
      3 Limeira 6.214.478,99
      4 Jacareí 2.644.595,99
      5 Imperatriz 5.344.902,75
      6 Mucuri 5.755.619,51
      7 Aracruz 8.819.978,32
      8 Facepa Belém 345.397,43
      9 Três Lagoas 9.336.635,66
      10 Total 44.344.431,11

    1. O consumo de água é entendido como sendo a diferença entre a quantidade de água captada nas unidades e a quantidade de água devolvida ao meio ambiente dentro dos parâmetros ambientais da legislação vigente.

  • Consumo de combustíveis de fontes não renováveis

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    • wdt_ID Consumo de combustíveis de fontes não renováveis, em GJ 2019
      1 GLP 371.921,13
      2 Gás natural 20.943.264,27
      3 Gasolina 79.864,90
      4 Graxas 59,53
      5 Lubrificantes 301.005,99
      6 Metanol fóssil 206.021,23
      7 Óleo combustível pesado 2.586.981,12
      8 Óleo diesel – marítimo 313.820,00
      9 Óleo diesel – rodoviário 3.246.443,87
      10 Total 28.049.382,05

    Informações complementares:

    Os dados de consumo de combustíveis – levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada – foram convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019).

  • Consumo de combustíveis de fontes renováveis

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    • wdt_ID Consumo de combustíveis de fontes renováveis, em GJ 2019
      1 Álcool etílico anidro 29.525,42
      2 Álcool etílico hidratado 13.322,39
      3 Biodiesel (B100) 374.125,50
      4 Biomassa 40.724.267,72
      5 Licor negro (lixívia) 172.730.784,12
      6 Metanol renovável 2.649.592,23
      7 Total 216.521.617,38

    Informações complementares:

    Os dados de consumo de combustíveis – levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada – foram convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019).

  • Consumo específico de água nas operações industriais

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    • wdt_ID Consumo específico de água, em m³/tonelada de produto vendável ou acabado 2019
      1 Suzano 7,68
      2 Rio Verde 3,50
      3 Limeira 7,85
      4 Jacareí 3,34
      5 Imperatriz 6,19
      6 Mucuri 4,70
      7 Aracruz 6,51
      8 Facepa Belém 8,67
      9 Três Lagoas 2,92
  • Demanda biológica de oxigênio (DBO) em efluentes nas operações industriais

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    • wdt_ID Demanda bioquímica/biológica direta de oxigênio (DBO) em efluentes - 2019 toneladas mg/L
      1 Suzano 564,87 24,00
      2 Rio Verde 9,10 25,00
      3 Limeira 162,64 9,40
      4 Jacareí 599,95 26,11
      5 Imperatriz 35,74 1,37
      6 Mucuri 284,05 6,56
      7 Aracruz 1.354,48 28,70
      8 Facepa Belém 39,90 45,50
      9 Três Lagoas 1.631,29 22,40
      10 Total 4.682,02 n/a
  • Demanda química de oxigênio (DQO) em efluentes nas operações industriais

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    • wdt_ID Demanda química direta de oxigênio (DQO) em efluentes - 2019 toneladas mg/L
      1 Suzano 5.027,76 215,00
      2 Rio Verde 53,00 145,00
      3 Limeira 3.619,74 209,60
      4 Jacareí 6.788,05 288,00
      5 Imperatriz 3.124,71 119,67
      6 Mucuri 10.439,62 241,10
      7 Aracruz 10.908,70 238,32
      8 Facepa Belém 63,69 71,85
      9 Três Lagoas 23.264,01 320,10
      10 Total 63.289,28 n/a
  • Descarte de água (lançamento de efluentes) nas operações industriais

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    • wdt_ID Descarte total de água, em m³ 2019
      1 Suzano 23.375.767,30
      2 Rio Verde 369.261,92
      3 Limeira 17.150.715,54
      4 Jacareí 22.403.901,54
      5 Imperatriz 26.111.517,25
      6 Mucuri 43.300.529,49
      7 Aracruz 44.943.674,40
      8 Facepa Belém 886.424,99
      9 Três Lagoas 70.792.524,00
      10 Total 249.334.316,43
  • Disposição de resíduos não perigosos por método nas operações florestais

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    • wdt_ID Disposição de resíduos não perigosos por método, em toneladas - 2019 São Paulo Mato Grosso do Sul Espírito Santo-Bahia Maranhão Total
      1 Reutilização 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      2 Reciclagem 120,54 250,50 65,37 142,67 579,08
      3 Compostagem 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      4 Recuperação (incluindo recuperação de energia) 0,00 153,72 0,00 0,00 153,72
      5 Incineração (queima de massa) 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      6 Injeção subterrânea de resíduos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      7 Aterro 1,23 699,99 77,20 2,13 780,55
      8 Armazenamento no local 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      9 Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      10 Total 121,77 1.104,21 142,57 144,80 1.513,36

    Informações complementares:

    O descarte de resíduos perigosos é feito diretamente pela organização ou por terceiros. Nesse último caso, a Suzano monitora o descarte para garantir que seja feito de forma ambientalmente adequada.

  • Disposição de resíduos não perigosos por método nas operações industriais

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    • wdt_ID Disposição de resíduos não perigosos por método, em toneladas Reutilização Reciclagem Compostagem Recuperação (incluindo recuperação de energia) Aterro Armazenamento no local Outros Total
      1 Suzano 7.317,00 52.962,00 4.939,00 3.872,00 41.087,00 0,00 0,00 110.177,00
      2 Rio Verde 0,00 4.498,04 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4.498,04
      3 Limeira 43.639,00 10.540,35 79.169,00 0,00 1.524,82 0,00 41.176,00 176.049,17
      4 Jacareí 0,00 79.964,14 0,00 0,00 29.809,00 0,00 0,00 109.773,14
      5 Imperatriz 28.009,79 49.052,90 0,00 0,00 86.770,96 0,00 0,00 163.833,65
      6 Mucuri 36.497,76 2.259,54 0,00 0,00 99.495,04 217.741,19 0,00 355.993,53
      7 Aracruz 0,00 65.006,26 0,00 0,00 58.491,19 0,00 0,00 123.497,45
      8 Facepa Belém 0,00 28,00 0,00 0,00 4.783,58 0,00 411,28 5.222,86
      9 Facepa Fortaleza 0,00 3,80 0,00 0,00 33,88 0,00 0,00 37,68
      10 Três Lagoas 70.144,00 36.505,12 0,00 128.451,00 40.270,00 0,00 0,00 275.370,12
  • Disposição de resíduos perigosos por método nas operações florestais

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    • wdt_ID Disposição de resíduos perigosos por método, em toneladas - 2019 São Paulo Mato Grosso do Sul Espírito Santo-Bahia Maranhão Total
      1 Reutilização 3,73 0,00 0,00 0,00 3,73
      2 Reciclagem 49,46 23,76 0,00 27,69 100,92
      3 Compostagem 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      4 Recuperação (incluindo recuperação de energia) 58,12 175,22 0,00 0,00 233,34
      5 Incineração (queima de massa) 0,00 0,00 0,00 93,79 93,79
      6 Injeção subterrânea de resíduos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      7 Aterro 0,00 0,00 937,70 0,00 937,70
      8 Armazenamento no local 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
      9 Outros 3,60 0,11 0,00 0,00 3,71
      10 Total 114,91 199,09 937,70 121,48 1.373,18

    Informações complementares:

    O descarte de resíduos perigosos é feito diretamente pela organização ou por terceiros. Nesse último caso, a Suzano monitora o descarte para garantir que seja feito de forma ambientalmente adequada.

  • Disposição de resíduos perigosos por método nas operações industriais

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    • wdt_ID Disposição de resíduos perigosos por método, em toneladas - 2019¹ Reutilização Reciclagem Recuperação (incluindo recuperação de energia) Incineração (queima de massa) Aterro Armazenamento no local Outros Total
      1 Suzano 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 153,40 153,40
      2 Rio Verde 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 39,69 39,69
      3 Limeira 0,00 0,00 8,91 0,00 0,00 13,70 163,80 186,41
      4 Jacareí 0,00 58,46 100,68 0,13 0,00 0,00 0,00 159,27
      5 Imperatriz 0,00 0,00 20,88 0,00 0,00 0,00 167,29 188,17
      6 Mucuri¹ 0,00 6,30 0,00 0,00 69,60 0,00 0,00 75,90
      7 Aracruz¹ 0,00 116,92 0,00 0,00 77,89 0,00 0,00 194,81
      8 Facepa Belém 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 36,07 36,07
      9 Facepa Fortaleza 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 8,55 8,55
      10 Três Lagoas¹ 55,48 11,78 158,56 0,00 8,19 0,00 0,00 234,01

    1. Os resíduos perigosos enviados para aterro das unidades de Mucuri, Aracruz e Três Lagoas tiveram como destino final aterros classe I externos devidamente licenciados para este fim. Além disso, na unidade de Aracruz, resíduos oleosos são comercializados com empresas devidamente licenciadas que promovem o seu co-processamento.

  • Emissões atmosféricas nas operações industriais

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    • wdt_ID Emissões atmosféricas, em toneladas NOx SOx Material particulado (MP) Enxofre Reduzido Total (ERT)
      1 Suzano 737,00 151,00 327,00 31,00
      2 Rio Verde¹ 25,00 n/d n/d n/d
      3 Limeira 1.158,22 922,75 557,48 9,18
      4 Jacareí 1.424,35 185,71 468,73 19,14
      5 Imperatriz 2.315,05 595,00 267,71 134,26
      6 Mucuri 2.034,87 61,02 803,00 143,00
      7 Aracruz 1.387,79 299,34 852,57 13,22
      8 Facepa Belém² 62,42 80,77 103,04 n/d
      9 Três Lagoas 4.597,86 158,23 951,02 105,21
      10 Total 13.717,56 2.453,82 4.330,55 455,01

    1. Na unidade Rio Verde, temos apenas produção de papel, ou seja, não dispomos de linha de fibra para produção de celulose. Logo, por não haver necessidade, as medições de SOx, MP e ERT não são realizadas.

    2. Na unidade Facepa Belém, a medida de ERT não é feita porque não há caldeira de recuperação.

    Informações complementares:

    Na unidade Facepa Fortaleza, não há emissões estacionárias.

  • Emissões biogênicas de CO₂ (escopo 1)

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    • wdt_ID Indicador 2019
      1 Emissões biogênicas de CO₂ (escopo 1), em t de CO₂ equivalente¹ 22.805.203,58

    1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O), hidrofluocarbonetos (HFCs) e perfluorcarbonetos (PFCs).

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019), IPCC (2007), MCTIC (2016) e MMA (2014). As emissões de cada GEE foram convertidas em tCO₂e pela multiplicação por seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados como referência os seguintes documentos para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

     

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • Guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    Em 2019, trabalhamos para a consolidação dos antigos sistemas e processos praticados pela Suzano Papel e Celulose e pela Fibria para a construção do primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa como Suzano S.A. Sendo assim, visando à melhoria contínua do processo, espera-se que a empresa adquira precisão cada vez maior das informações relatadas. Nesse sentido, à medida que maiores níveis de precisão forem obtidos, eventuais ajustes dos dados e informações reportados podem ocorrer ao longo dos próximos anos. Ainda, a comparação de valores atuais com valores apresentados nos anos anteriores pelas antigas empresas é imprecisa – em decorrência das diferenças metodológicas – e poderá ocorrer somente a partir de 2021, quando teremos base de comparação já unificada para a Suzano S.A.

    As emissões biogênicas diretas representaram, aproximadamente, 22,8 milhões de tCO₂ equivalente. A maior parte dessas emissões é decorrente da utilização de lixívia e biomassa para geração de energia nas unidades industriais (fontes renováveis).

  • Emissões biogênicas de CO₂ (escopo 3)

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    • wdt_ID Indicador 2019
      1 Emissões biogênicas de CO₂ (escopo 3), em t de CO₂ equivalente¹ 30.489,47

    1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O), hidrofluocarbonetos (HFCs) e perfluorcarbonetos (PFCs).

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019), IPCC (2007), MCTIC (2016) e MMA (2014). As emissões de cada GEE foram convertidas em tCO₂e pela multiplicação por seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados como referência os seguintes documentos para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

     

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

     

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    As emissões de transporte e distribuição (tanto de insumo quanto de produtos acabados) são as mais representativas entre as outras emissões indiretas da Suzano (escopo 3). Dessas emissões, o transporte de porto a porto, somado ao transporte do porto ao cliente dos produtos exportados, representa cerca de 28%. As emissões de bens e serviços comprados (principalmente por operações terceirizadas) e as emissões por tratamento de resíduos também são significativas.

  • Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1) por unidade

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    • wdt_ID Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1) por unidade, em t de CO₂ equivalente¹ 2019
      1 Escritórios (Central e internacionais) 991,96
      2 FuturaGene 0,19
      3 Stenfar e SPP (CDLs) 54,16
      4 Terminais portuários 2,61
      5 Unidades Florestais 138.185,99
      6 UNI Aracruz 281.110,14
      7 UNI Facepa – Belém e Fortaleza 9.107,65
      8 UNI Imperatriz 186.331,21
      9 UNI Jacareí 419.693,95
      10 UNI Limeira 145.870,62

    1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O), hidrofluocarbonetos (HFCs) e perfluorcarbonetos (PFCs).

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019), IPCC (2007), MCTIC (2016) e MMA (2014). As emissões de cada gás de efeito estufa (GEE) foram convertidas em tCO2e a partir da multiplicação pelo seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados os seguintes documentos como referência para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

     

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

     

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    Em 2019, trabalhamos para a consolidação dos antigos sistemas e processos praticados pela Suzano Papel e Celulose e pela Fibria para a construção do primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa como Suzano S.A. Sendo assim, visando à melhoria contínua do processo, espera-se que a empresa adquira precisão cada vez maior das informações relatadas. Nesse sentido, à medida que maiores níveis de precisão forem obtidos, eventuais ajustes dos dados e informações reportados podem ocorrer ao longo dos próximos anos. Ainda, a comparação de valores atuais com valores apresentados nos anos anteriores pelas antigas empresas é imprecisa – em decorrência das diferenças metodológicas – e poderá ocorrer somente a partir de 2021, quando teremos base de comparação já unificada para a Suzano S.A.

    As principais emissões diretas da Suzano (escopo 1) estão relacionadas ao consumo de combustíveis fósseis nos equipamentos estacionários das unidades industriais. No entanto, outras fontes de emissões significativas podem ser observadas também nas unidades florestais, a partir do consumo de combustíveis fósseis por fontes móveis presentes nas operações de silvicultura e colheita, assim como pela utilização de fertilizantes nitrogenados e de correção do solo (calagem).

  • Emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 2) por unidade

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    • wdt_ID Emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 2) provenientes da aquisição de energia por unidade, em t de CO₂ equivalente¹ 2019
      1 Escritórios (Central e internacionais) 58,44
      2 FuturaGene 1,52
      3 Stenfar e SPP (CDLs) 250,51
      4 Terminais portuários 166,44
      5 Unidades Florestais 75,78
      6 UNI Aracruz 3.661,91
      7 UNI Facepa – Belém e Fortaleza 2.532,78
      8 UNI Imperatriz 3.214,56
      9 UNI Jacareí 5.940,55
      10 UNI Limeira 24.985,97

    1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso.

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019), IPCC (2007), MCTIC (2016) e MMA (2014). As emissões de cada GEE foram convertidas em tCO₂e pela multiplicação por seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados como referência os seguintes documentos para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    As emissões indiretas por aquisição de energia (escopo 2) da Suzano ocorrem em razão da compra de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional. Essas emissões são mais representativas nas unidades industriais, principalmente para as máquinas de papel, que demandam abastecimento contínuo de eletricidade.

  • Energia consumida

    Mudar visualizacão:

    • wdt_ID Energia consumida, em GJ 2019
      1 Eletricidade 3.429.652,68
      2 Aquecimento 0,00
      3 Refrigeração 0,00
      4 Vapor 0,00
      5 Total 3.429.652,68

    Informações complementares:

    Os dados de consumo de combustíveis – levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada – foram convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019). Ainda, o indicador considera somente o montante de energia elétrica importado da rede, não contabilizando o valor de energia elétrica produzida internamente.

  • Energia consumida fora da organização

    Mudar visualizacão:

    • wdt_ID Indicador 2019
      1 Energia consumida fora da organização, em GJ 9.214.404,36

    Informações complementares:

    Os dados de consumo de combustíveis foram levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada – a partir de extração de dados via sistemas internos e solicitações de controle a fornecedores e prestadores de serviço –  e foram convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019).

    As principais fontes de energia requerida fora da organização estão relacionadas ao consumo de combustíveis para o transporte e a distribuição de insumos e produtos.

  • Energia vendida

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    • wdt_ID Energia vendida, em GJ 2019
      1 Eletricidade 5.303.394,46
      2 Aquecimento 0,00
      3 Refrigeração 0,00
      4 Vapor 0,00
      5 Total 5.303.394,46

    Informações complementares:

    Os dados de consumo de combustíveis – levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada – foram convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019).

  • Gastos com tratamento e disposição de resíduos nas operações industriais

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    • wdt_ID Gastos com tratamento e disposição de resíduos, em R$ 2019
      1 Suzano/Rio Verde¹ 4.400.000,00
      2 Limeira 5.533.197,74
      3 Jacareí 7.569.509,33
      4 Imperatriz 5.722.531,35
      5 Mucuri 7.457.705,10
      6 Aracruz 5.742.127,29
      7 Facepa Belém 798.868,54
      8 Facepa Fortaleza 21.330,25
      9 Três Lagoas 7.839.241,80
      10 Total 45.063.181,15

    1. A gestão nas unidades de Suzano e Rio Verde é feita de forma conjunta. Por isso, os valores são apresentados de forma consolidada.

  • Geração de resíduos não perigosos nas operações industriais

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    • wdt_ID Geração de resíduos não perigosos, em toneladas 2019
      1 Suzano 110.177,00
      2 Rio Verde 4.498,04
      3 Limeira 176.049,17
      4 Jacareí 109.773,14
      5 Imperatriz 163.833,65
      6 Mucuri 355.993,53
      7 Aracruz 123.497,45
      8 Facepa Belém 5.222,86
      9 Facepa Fortaleza 37,68
      10 Três Lagoas 275.370,12
      11 Total 1.324.452,64
  • Geração de resíduos perigosos nas operações industriais

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    • wdt_ID Geração de resíduos perigosos, em toneladas¹ 2019
      1 Suzano 153,40
      2 Rio Verde 39,69
      3 Limeira 186,41
      4 Jacareí 159,27
      5 Imperatriz 188,17
      6 Mucuri 75,90
      7 Aracruz 194,81
      8 Facepa Belém 36,07
      9 Facepa Fortaleza 8,55
      10 Três Lagoas 234,01
      11 Total 1.276,28

    1. Os resíduos perigosos gerados nas unidades industriais são: Lâmpadas florescentes, pilhas e baterias, resíduos ambulatoriais, produtos químicos e peças e estopas contaminados com óleos e graxas.

  • Gestão sobre água e efluentes nas operações florestais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    O uso inteligente da água é prioridade nos investimentos da Suzano, pois entendemos que este é um recurso natural importante para o equilíbrio de nossos ecossistemas e a perenidade de nosso negócio. Nesse sentido, realizamos medições periódicas de parâmetros quali-quantitativos das principais bacias hidrográficas em que operamos, além de utilizarmos tecnologias de manejo florestal que privilegiam a utilização eficiente dos recursos hídricos nelas situados, o que nos auxilia na redução de riscos de disponibilidade de água para as operações e comunidades vizinhas.

    Para melhor avaliar os efeitos do clima sobre a produtividade das florestas e reduzir riscos em períodos de escassez hídrica, a empresa conta com uma rede de 87 estações meteorológicas distribuídas em todas as unidades de manejo florestal. As informações geradas são utilizadas para avaliar diferentes cenários sobre os impactos das mudanças climáticas em nosso manejo florestal e a disponibilidade de recursos hídricos. Além disso, são conduzidos estudos específicos com base em nossos Laboratórios a Céu Aberto, compostos de uma rede de seis torres de fluxo (sistema Eddy Covariance), localizados nas florestas de São Paulo, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Esse aparato tecnológico nos permite monitorar diariamente e de forma detalhada o crescimento da floresta e sua interação com o clima, possibilitando uma ágil tomada de decisão ante a ocorrência de adversidades.

    Ainda, na busca por evoluir em seus processos e aprimorar a visão de que os recursos naturais podem e devem ser compartilhados com outros usuários de forma harmoniosa, a Suzano assumiu o compromisso de, no longo prazo, realizar ações específicas nas bacias hidrográficas identificadas como críticas, buscando ampliar a disponibilidade de água nesses locais. O diagnóstico da oferta e possível escassez hídrica está sendo realizado considerando uma série histórica de dados hidrológicos, assim como características ambientais e sociais de todas as bacias hidrográficas da base florestal da Suzano. Os resultados, a serem divulgados ainda em 2020, serão utilizados para elaboração da linha de base da evolução da meta de longo prazo.

  • Gestão sobre água e efluentes nas operações industriais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    Comprometidos com a proteção dos recursos naturais, nossa gestão hídrica busca maior eficiência nos processos produtivos, a partir, principalmente, de projetos de engenharia e da conscientização sobre o uso da água pelos nossos colaboradores. Nas áreas industriais, nos preocupamos em atender e superar as exigências legais e, ao mesmo tempo, manter condições operacionais ideais nos processos. Para isso, monitoramos continuamente os parâmetros de controle, como captação específica de água, recirculação em processos e qualidade dos efluentes tratados. As informações e dados gerados são reportadas periodicamente às equipes envolvidas na implementação de melhorias. Isso se dá através de um sistema integrado de gestão, comunicado formalmente aos órgãos ambientais estaduais.

    Visando reduzir a captação de água, nossas unidades trabalham em diversas iniciativas de conscientização das equipes envolvidas na gestão desses recursos, incentivando a implementação de ações práticas de reaproveitamento e reuso da água e melhorias contínuas de processos através de procedimentos, normas e tecnologia.

    A exemplo dessas frentes, a Unidade de Mucuri direciona suas iniciativas em fechamento de circuitos, melhoria na eficiência de lavagem, aproveitamento de água do sistema de ar condicionado, sistemas de troca de calor e um forte processo de Educação Ambiental para o uso consciente desse recurso natural.

    Em Jacareí, por sua vez, cerca de 85% da água captada é recirculada dentro do próprio processo produtivo, antes de ser tratada e devolvida ao meio ambiente. Essa recirculação ocorre em função de uma série de reaproveitamentos internos, como o que ocorre com água de resfriamento, condensados (vapor), filtrados do branqueamento, água branca das máquinas secadoras, além de recirculações internas na própria Estação de Tratamento de Água.

    Já na unidade de Três Lagoas, resultados positivos foram alcançados após ajustes no condensador da evaporação, melhorias nos controles de purgas e implementação de controle de ciclo nas torres de resfriamento, além de recuperação interna de água na própria ETA, com tratamento e reuso da água de contralavagem.

    Outra ação de grande importância da Suzano sobre esse tema é sua participação em comitês locais de Bacias Hidrográficas, para discutir o uso da água em conjunto com os representantes do poder público, empresas e sociedade civil. Nesse sentido, através de nossas equipes locais, participamos dos seguintes comitês:

     

    • Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê;
    • Comitê de Bacia Hidrográfica Rio Doce;
    • Comitê de Bacia Hidrográfica Litoral Centro Norte;
    • Comitê de Bacias do Rio Paraíba do Sul;
    • Comitê das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

     

    Destaca-se também a participação no Comitê de Crises da Agência Nacional de Águas (ANA) para o Rio Tocantins.

    No que se refere aos compromissos públicos da Suzano sobre o assunto, no ano de 2019, a empresa definiu metas de longo prazo relacionadas à utilização de recursos hídricos em nossas operações, envolvendo a redução da captação e consumo de água nas unidades industriais, conforme consta na página “Metas de Longo Prazo” dessa Central (item “Água”).

  • Gestão sobre emissões atmosféricas nas operações industriais

    Contexto:

    Visando assegurar a redução dos impactos ambientais decorrentes de nossas operações, gerenciamos nossas emissões atmosféricas em total conformidade com a legislação em vigor sobre o tema, ou seja, de acordo com as regulamentações CONAMA, no âmbito nacional/federal, e com as licenças ambientais das operações. Adicionalmente, os padrões estabelecidos pelo IPPC (Integrated Pollution Prevention and Control) e IFC (International Finance Corporation) são internalizados como cenários de benchmarking, assim como diretrizes para que otimizemos nossa gestão sobre o tema, ainda que as metas estabelecidas sejam baseadas em órgão federal. Para isso, a gestão das nossas emissões é monitorada continuamente, sendo os dados obtidos apresentados para órgãos reguladores de cada operação na periodicidade definida e verificados em processos de auditorias internas e externas conforme a ISO 14001:2015.

  • Gestão sobre energia nas operações industriais

    Contexto:

    A matriz energética da Suzano é sustentada, majoritariamente, por fontes renováveis como: biomassa composta por cascas, toretes e rejeitos do processo de picagem da madeira; e biomassa líquida, reconhecida como licor negro, responsável pela geração da maior parcela de energia. Ainda, em algumas unidades, já foi implementado o aproveitamento energético de lodo biológico nas caldeiras de biomassa.

    Em algumas unidades produtivas, há excedente na geração de energia elétrica, o que possibilita sua disponibilização na rede nacional (SIN – Sistema Interligado Nacional), contribuindo para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz elétrica brasileira.

    Desta forma, reforçamos o comprometimento da organização em otimizar seus processos dentro dos conceitos da bioeconomia.

  • Gestão sobre resíduos sólidos nas operações florestais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A gestão florestal de resíduos na Suzano segue o que está previsto nas leis estaduais, federais e municipais sobre o tema, além dos padrões estabelecidos pelas certificações de manejo florestal FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) e dos manuais e procedimentos operacionais internos. De forma geral, as unidades fazem uma listagem de itens e verificam em campo a segregação e o armazenamento de cada tipo de resíduo. Sendo assim, empresas terceiras geram relatórios mensais contendo a quantidade de resíduos destinados por tipo e a metodologia aplicada em cada situação, bem como providenciam os certificados de destinação. Há ainda um sistema de controle de licenças relacionadas ao tema, para atendimento de condicionantes nos prazos acordados com os órgãos ambientais competentes.

    É realizada também a logística reversa de pilhas e baterias de máquinas, embalagens de defensivos agrícolas, produtos químicos e lâmpadas, conforme exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Algumas unidades ainda possuem parceria com cooperativas para destinação de resíduos recicláveis, como é o caso das unidades do Maranhão, do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943.
  • Gestão sobre resíduos sólidos nas operações industriais

    Temas Materiais Relacionados:

    Contexto:

    A busca pela melhoria contínua também se reflete na gestão de resíduos sólidos nas operações industriais. Comprometidos com a proteção do meio ambiente, seguimos as legislações aplicáveis referentes ao tema, tal como a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

    Todas as nossas unidades possuem planos de gerenciamento de resíduos e procedimentos operacionais específicos sobre o tema. Dessa forma, a gestão dos nossos resíduos tem como foco a redução da geração na fonte e o aumento da reciclagem e reutilização interna. Como resultado, conseguimos a redução do envio de resíduos para aterros industriais próprios e/ou de terceiros. E, para garantir maior conformidade e identificar oportunidades de melhoria, as unidades também são auditadas periodicamente em relação a sua gestão de resíduos sólidos.

    Dentre as iniciativas que a Suzano promove para a gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos, na unidade de Limeira, os resíduos industriais são encaminhados para empresas que realizam compostagem e os transformam em produtos que podem proporcionar ganhos de produtividade em áreas agrícolas. Além disso, as unidades de Jacareí, Três Lagoas e Imperatriz produzem corretivo de acidez do solo a partir de resíduos inorgânicos gerados no processo industrial, como dregs, grits, lama de cal e cinzas. Sendo assim, com o produto obtido, deixamos de comprar calcário no mercado, beneficiando as atividades de silvicultura da companhia. O próximo passo consiste em introduzir matéria orgânica – o organomineral – ao processo, possibilitando ainda mais ganhos ao manejo florestal. O composto organomineral produzido pode ainda ser comercializado no mercado de acordo com regras do Ministério da Agricultura.

    Além dessas iniciativas, nossas unidades exercem o gerenciamento adequado de resíduos perigosos como lâmpadas fluorescentes, baterias, pneus, containers, embalagens de produtos químicos, entre outros, conforme exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Em Belém, através da coleta seletiva, há parceria com cooperativas de reciclagem da região para recebimento dos resíduos, viabilizando os três pilares da Sustentabilidade e permeando o desenvolvimento socioeconômico local.

    Paralelamente a essas atividades, em 2019, a Suzano construiu compromissos públicos em relação a temática de gestão de resíduos sólidos, definindo uma meta de longo prazo específica para a redução de envio de resíduos sólidos industriais para aterros próprios e/ou terceiros, conforme disposto na página “Metas de Longo Prazo” desta Central (item “Resíduos Industriais”).

  • Intensidade de emissões de gases de efeito estufa

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    • wdt_ID Indicador 2019
      1 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa, em t de CO₂ equivalente/tonelada de produto¹ 0,3369

    1. A intensidade de emissões contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O), hidrofluocarbonetos (HFCs) e perfluorcarbonetos (PFCs). Ainda, o indicador inclui as emissões de escopo 1, 2 e 3 e considera a produção total de celulose (celulose de mercado, celulose para papel e fluff) e de papel (papel acabado e tissue).

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019), IPCC (2007), MCTIC (2016) e MMA (2014). As emissões de cada GEE foram convertidas em tCO₂e pela multiplicação por seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados como referência os seguintes documentos para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

     

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

     

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    A intensidade de emissões da Suzano em 2019 foi de 0,3369 (tCO₂e/ton de celulose e papel),  considerando as emissões diretas e indiretas da empresa (escopos 1, 2 e 3). O indicador de intensidade de emissões auxilia na identificação de oportunidades que proporcionem melhor eficiência dos processos produtivos da Suzano, principalmente no que se refere à redução de suas emissões por tonelada de produção.

  • Matriz energética

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    • wdt_ID Composição da matriz energética da Suzano S.A.¹ 2019 (%)
      1 Porcentagem de energia de fontes não renováveis 11,65
      2 Porcentagem de energia de fontes renováveis 88,35
      3 Total 100,00

    1. O cálculo do total de energia consumida é feito a partir da soma da energia proveniente do consumo de combustíveis de fontes renováveis e não renováveis com a energia consumida, subtraindo-se desse valor o total de energia vendida.

    Informações complementares:

    Em 2019, trabalhamos para a consolidação dos antigos sistemas e processos de contabilização do consumo de combustíveis praticados pela Suzano Papel e Celulose e pela Fibria. Sendo assim, visando à melhoria contínua do processo, espera-se que a empresa adquira precisão cada vez maior das informações relatadas. Nesse sentido, à medida que maiores níveis de precisão forem obtidos, eventuais ajustes dos dados e informações reportados podem ocorrer ao longo dos próximos anos. Ainda, a comparação de valores atuais com valores apresentados nos anos anteriores pelas antigas empresas é imprecisa – em decorrência das diferenças metodológicas – e poderá ocorrer somente a partir de 2021, quando teremos base de comparação já unificada para a Suzano S.A.

    A renovabilidade da matriz energética da Suzano em 2019 se mostrou expressiva, tendo 88,35% de sua composição oriunda de fontes renováveis. As principais fontes de combustíveis renováveis da empresa são a lixívia, a biomassa e o metanol, todos oriundos da madeira de eucalipto gerada a partir de nosso modelo de manejo florestal sustentável. Adicionalmente, para a obtenção da composição de nossa matriz energética, foi considerado que o montante de energia elétrica adquirida da rede pública pela companhia tem 84,2% de sua composição proveniente de fontes renováveis, segundo o estudo de Capacidade Instalada de Geração Elétrica do Balanço Energético Nacional (MCTIC, 2019). Ainda, como geradora de energia, a Suzano também exporta uma grande quantidade de energia elétrica excedente ao Sistema Interligado Nacional, contribuindo para tornar a matriz de geração elétrica brasileira cada vez mais renovável.

    Os dados de consumo de combustíveis foram levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada, sendo convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019).

  • Outras emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 3) por unidade

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    • wdt_ID Outras emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 3) por unidade, em t de CO₂ equivalente¹ 2019
      1 Escritórios (Central e internacionais) 1.036.603,62
      2 FuturaGene 37,39
      3 Stenfar e SPP (CDLs) 7.414,03
      4 Terminais portuários 2.166,61
      5 Unidades Florestais 162.797,70
      6 UNI Aracruz 1.575,37
      7 UNI Facepa – Belém e Fortaleza 1.619,35
      8 UNI Imperatriz 8.981,21
      9 UNI Jacareí 20.904,82
      10 UNI Limeira 14.833,42
      11 UNI Mucuri 44.501,93
      12 UNI Rio Verde 1.272,54
      13 UNI Suzano 26.031,55
      14 UNI Três Lagoas 182.622,23
      15 Total 1.511.361,76

    1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O), hidrofluocarbonetos (HFCs) e perfluorcarbonetos (PFCs).

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019); IPCC (2007); MCTIC (2016); MMA (2014). As emissões de cada GEE foram convertidas em tCO₂e pela multiplicação por seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados como referência os seguintes documentos para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

     

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

     

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    As emissões de transporte e distribuição (tanto de insumo quanto de produtos acabados) são as mais representativas entre as outras emissões indiretas da Suzano (escopo 3). Dessas emissões, o transporte de porto a porto, somado ao transporte do porto ao cliente dos produtos exportados, que estão descritas na categoria Escritórios (Central e Internacionais), representam 28% (totalizando  1.031.345,99 tonCO2eq). As emissões de bens e serviços comprados (principalmente por operações terceirizadas) e as emissões por tratamento de resíduos também são significativas.

  • Outros indicadores de emissões e mudanças climáticas

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    • wdt_ID Outros indicadores de emissões e mudanças climáticas, em t de CO₂ equivalente - 2019¹ Suzano S.A. – florestas plantadas Suzano S.A. – vegetação nativa Suzano S.A. – total
      1 Estoque de carbono 114.606.195,82 163.381.236,44 277.987.432,26
      2 Remoções -28.826.714,24 -3.345.980,39 -32.172.694,63
      3 Balanço² 0,00 0,00 -11.751.555,64

    1. Os valores de emissões da Suzano são expressos com o sinal positivo (+) para representar o fluxo de carbono para a atmosfera. Já as remoções, bem como o balanço da Suzano, estão expressas com o negativo (-) para representar as remoções de carbono da atmosfera.
    2. O balanço da Suzano considera emissões diretas e indiretas (escopos 1, 2 e 3) e remoções diretas.

    Informações complementares:

    Foram utilizadas as seguintes referências de fatores de emissões: FGV (2019), IPCC (2007), MCTIC (2016) e MMA (2014). As emissões de cada GEE foram convertidas em tCO₂e pela multiplicação por seu respectivo potencial de aquecimento global, ou Global Warming Potential (GWP – IPCC, 2007; FGV, 2019; WRI & WBCSD, 2017).

    A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões foi feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Além disso, foram utilizados como referência os seguintes documentos para a elaboração do inventário de GEEs da empresa:

     

    • The Greenhouse Gas Protocol: a Corporate Accounting and Reporting Standard, WRI & WBCSD (2004);
    • guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) da FGV (2020);
    • 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, IPCC (2006);
    • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, NCASI (2005).

     

    Conforme os princípios para a realização de inventários de GEEs, foram utilizados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local.

    Em 2019, trabalhamos para a consolidação dos antigos sistemas e processos praticados pela Suzano Papel e Celulose e pela Fibria para a construção do primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa como Suzano S.A. Sendo assim, visando à melhoria contínua do processo, espera-se que a empresa adquira precisão cada vez maior das informações relatadas. Nesse sentido, à medida que maiores níveis de precisão forem obtidos, eventuais ajustes dos dados e informações reportados podem ocorrer ao longo dos próximos anos. Ainda, a comparação de valores atuais com valores apresentados nos anos anteriores pelas antigas empresas é imprecisa – em decorrência das diferenças metodológicas – e poderá ocorrer somente a partir de 2021, quando teremos base de comparação já unificada para a Suzano S.A.

    As áreas de florestas plantadas e vegetação nativa contribuíram com remoções diretas de carbono da atmosfera na ordem de 32,17 milhões de tCO₂ equivalente. Dessa forma, o balanço entre as emissões e remoções diretas da Suzano em 2019 foi de cerca de 13,33 milhões de tCO₂ equivalente removidas. Além disso, as florestas plantadas e as áreas de vegetação nativa mantiveram estocadas 278 milhões de tCO₂ equivalente.

  • Porcentagem de água reciclada ou reutilizada nas operações industriais

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    Contexto:

    Em média, as unidades da Suzano operam com capacidade de água reciclada ou reutilizada entre 75 – 80%

  • Presença de AOX em efluentes nas operações industriais

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    • wdt_ID Presença de AOX em efluentes - 2019 toneladas mg/L
      1 Suzano¹ n/d n/d
      2 Rio Verde¹ n/d n/d
      3 Limeira¹ n/d n/d
      4 Jacareí 28,46 1,19
      5 Imperatriz 29,11 1,11
      6 Mucuri 64,95 1,50
      7 Aracruz 67,04 1,46
      8 Facepa Belém¹ n/d n/d
      9 Três Lagoas 307,69 4,22
      10 Total 497,25 n/a

    1. As unidades industriais em questão não realizam a medição.

  • Presença de fósforo total em efluentes nas operações industriais

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    • wdt_ID Presença de fósforo total em efluentes - 2019 toneladas mg/L
      1 Suzano¹ n/d n/d
      2 Rio Verde¹ n/d n/d
      3 Limeira 40,84 2,60
      4 Jacareí 69,36 3,04
      5 Imperatriz 21,28 0,81
      6 Mucuri 99,59 2,30
      7 Aracruz 55,96 1,24
      8 Facepa Belém 0,04 0,05
      9 Três Lagoas 63,41 0,90
      10 Total 350,48 n/a

    1. As unidades industriais em questão não realizam a medição.

  • Presença de nitrogênio total em efluentes nas operações industriais

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    • wdt_ID Presença de nitrogênio total em efluentes - 2019 toneladas mg/L
      1 Suzano¹ n/d n/d
      2 Rio Verde¹ n/d n/d
      3 Limeira 209,91 33,10
      4 Jacareí 151,06 3,04
      5 Imperatriz 55,75 2,13
      6 Mucuri 402,69 9,30
      7 Aracruz 265,24 5,97
      8 Facepa Belém¹ n/d n/d
      9 Três Lagoas 270,68 3,86
      10 Total 1.355,33 n/a

    1. As unidades industriais em questão não realizam a medição.

  • Presença de sólidos suspensos total em efluentes nas operações industriais

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    • wdt_ID Presença de sólidos suspensos total em efluentes - 2019 toneladas mg/L
      1 Suzano 703,52 30,00
      2 Rio Verde 14,00 39,00
      3 Limeira 376,32 22,00
      4 Jacareí 2.164,73 88,10
      5 Imperatriz 280,25 10,73
      6 Mucuri 1.078,18 24,90
      7 Aracruz 911,43 19,57
      8 Facepa Belém 23,93 27,00
      9 Três Lagoas 1.987,40 28,66
      10 Total 7.539,76 n/a
  • Principais impactos, riscos e oportunidades

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    Contexto:

    A Suzano conta com uma Política de Gestão Integrada de Riscos, publicada no site de Relações com Investidores. A Gestão Integrada de riscos da Companhia é realizada pela área de Gestão de Riscos em conjunto com as demais áreas de negócio, e tem por objetivo identificar, avaliar, priorizar, tratar, monitorar e reportar os principais riscos associados ao negócio da empresa alinhados à estratégia corporativa, possibilitando a perenidade e continuidade das nossas operações.

    A área de Gestão de Riscos realiza workshops e entrevistas com os principais executivos da companhia com o objetivo de identificar os principais riscos. Posteriormente, os riscos são consolidados em uma matriz e apresentados para todos os Diretores, CEO e Conselho de Administração para definir os riscos prioritários, devendo, para estes, ser aberto ao menos um plano de ação. O monitoramento e a medição dos planos de ação dos riscos prioritários são realizados através de uma análise crítica. O status dos planos de ação é reportado à Diretoria, ao Comitê de Auditoria Estatutário e ao Conselho de Administração.

    O processo de Gestão Integrada de Riscos passa por auditorias de certificação e de clientes, e os resultados obtidos são levados em consideração para bonificação dos colaboradores envolvidos.

    Ao longo do ano de 2019, a área de Gestão de Riscos consolidou as matrizes de riscos da Fibria e Suzano e redefiniu, junto à Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria Estatutário e Conselho de Administração os riscos prioritários. Além disso, foram criadas comissões de riscos e continuidade de negócios regionais e corporativa para mapeamento contínuo dos riscos e planos de ação.

    Alguns dos riscos identificados incluem:

     

    Mercado

    O mercado de celulose é cíclico e segue a tendência de preço global, que é determinada pela oferta e demanda de celulose, capacidade global de produção de celulose de mercado e condições de crescimento da economia. O preço também pode ser afetado pela variação cambial de moedas dos principais países de produção e consumo de celulose, alteração dos estoques dos produtores e compradores dada a expectativa de preço no futuro e por estratégias adotadas pelos produtores de celulose que venha a colocar no mercado produtos mais competitivos.

    Adicionalmente, os preços de papel se mostram mais estáveis que aqueles do mercado de celulose, determinado pelas condições de oferta e demanda nos mercados em que são vendidos. Além disso, o preço de papel pode variar devido a uma série de fatores que vão além do nosso controle, incluindo a flutuação do preço de celulose e características específicas no mercado em que operamos. Nós não podemos garantir que os preços de celulose irão se manter nos níveis atuais, mas a gestão adequada das nossas plantas fabris propicia que tenhamos uma vantagem competitiva no custo de produção, além de maior resiliência em momentos de queda de preço. No processo de gestão de riscos de mercado, para mitigação dos pontos acima, são feitas a identificação, avaliação, implementação das estratégias e contratação de instrumentos financeiros de proteção aos riscos. Para administrar os impactos nos resultados em cenários adversos, a Companhia dispõe de processos para monitoramento das exposições e políticas para a implementação da gestão de riscos. As políticas estabelecem os limites e instrumentos a serem implementados com o objetivo de: (i) proteção do fluxo de caixa devido ao descasamento de moedas, (ii) mitigação de exposições a taxas de juros, (iii) redução dos impactos da flutuação de preços de commodities e (iv) troca de indexadores da dívida.

     

    Operações

    A Companhia está sujeita a riscos operacionais que podem acarretar a paralisação de suas atividades, ainda que parcial ou temporária. Essas interrupções podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, clima, exposição a desastres naturais, entre outros riscos. A ocorrência desses eventos pode resultar em danos sérios à nossa propriedade, diminuição significativa da produção, aumento nos custos de produção, até ferimentos corporais ou fatais aos nossos colaboradores ou prestadores de serviços, além de efeitos adversos aos nossos resultados financeiros e operacionais. Adicionalmente, em nossos negócios, dependemos da disponibilidade contínua de redes logísticas e de transporte, como estradas, ferrovias, terminais e portos, entre outros, que podem ser interrompidas por fatores fora do nosso controle, como movimentos sociais, desastres naturais e paralisações. Interrupções no fornecimento de insumos às nossas unidades industriais e florestais ou na entrega de nossos produtos acabados aos clientes podem afetar nossos resultados financeiros e operacionais.

     

    Fatores climáticos

    Mudanças climáticas, como em casos de aumento de temperatura média ou escassez hídrica, podem acarretar perdas significativas de produtividade florestal. Por esse motivo, a Suzano atua em diferentes iniciativas com o objetivo de reduzir e mitigar os riscos de natureza climática, tais como:

     

    • Ações de redução de emissões de gases do efeito estufa: projetos de aumento da eficiência no uso de combustíveis fósseis (quando o uso se faz necessário); redução de raio médio (distância entre as operações florestais e as plantas fabris), o que diminui a distância necessária para o transporte de madeira e, consequentemente, o reduz o consumo de combustível; e procedimentos e planos de ação específicos em caso de queimadas, entre outras ações.
    •  Iniciativas de adaptação às mudanças climáticas: estudos específicos das particularidades de cada região em que operamos e identificação de tendências sobre as condições climáticas, meteorológicas e de solo, de modo a gerarmos recomendações às operações e, até mesmo, orientarmos análises de possíveis expansões; estudos voltados à produção de clones e mudas mais resistentes às variações e extremos climáticos; e elaboração de planos de contingência para cenários mais críticos (como um quadro de possível escassez hídrica nas bacias hidrográficas em que operamos).

     

    Ainda, no aspecto de oportunidades decorrentes desse cenário, através de nossos quase 1,3 milhão de hectares de plantio de eucalipto e 900 mil hectares de mata nativa (além de áreas em diferentes estágios de restauração), sequestramos anualmente quantidade significativa de carbono da atmosfera, fazendo com que nossa contribuição para a solução da crise climática vá além da redução de emissões. Além disso, hoje, 88,35% de nossa matriz energética é sustentada por fontes renováveis, com o excedente produzido sendo comercializado para a rede pública nacional de energia, o que contribui para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz elétrica brasileira e, consequentemente, para a mudança desse cenário de crise.

     

    Gestão de riscos e impactos sociais

    Seguindo o Procedimento de Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Sociais, o modelo de gestão de impactos sociais da Suzano busca eliminar, diminuir ou compensar os impactos negativos por meio de práticas de manejo, de investimentos socioambientais e ações contínuas de controle e mitigação, que devem ser previstas em procedimentos operacionais do sistema de gestão da empresa. A equipe de Desenvolvimento Social é a responsável pela coordenação e identificação dos aspectos e impactos sociais, sendo que, a aprovação das análises é realizada pelos gestores dos processos envolvidos e a validação final pelo RISC Local – fórum responsável pela análise e monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas da região.

    Para a identificação e análise dos aspectos e impactos sociais, são consideradas as demandas de partes interessadas pertinentes oriundas do software SISPART, que possui como fonte de dados o Engajamento e o Diálogo Operacional, entre outros. Anualmente o RISC Local avalia a necessidade de revisão da matriz de impactos sociais, considerando os resultados do monitoramento e avaliação crítica dos processos relacionados ao Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como das demandas de partes interessadas levantadas pelo SISPART.

  • Resíduo enviado para célula de aterro nas operações industriais

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    • wdt_ID Resíduo enviado para célula de aterro, em kg/tonelada em base seca 2019
      1 Suzano 33,00
      2 Rio Verde 0,00
      3 Limeira 0,00
      4 Jacareí 13,14
      5 Imperatriz 75,26
      6 Mucuri 45,80
      7 Aracruz 34,96
      8 Facepa Belém 120,00
      9 Facepa Fortaleza 8,90
      10 Três Lagoas 12,60
  • Retirada de água por fonte nas operações florestais

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    • wdt_ID Retirada total de água por fonte, em m³ - 2019¹ São Paulo Mato Grosso do Sul Espírito Santo-Bahia Maranhão Total
      1 Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios e lagos 207.549,00 1.082.185,00 718.363,29 194.782,80 2.202.880,09
      2 Águas subterrâneas/ lençóis freáticos 6.823,00 0,00 131.645,88 14.621,00 153.089,88
      3 Total 214.372,00 1.082.185,00 850.009,17 209.403,80 2.355.969,97

    1. As operações florestais da Suzano não utilizam água produzida ou de terceiros. Toda a água utilizada pelas operações florestais é doce (≤ 1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais).

    Informações complementares:

    Conceitos/glossário:

    Água de terceiros: água proveniente de fornecedores municipais de água e estações municipais de tratamento de águas residuais, serviços públicos ou privados e outras organizações envolvidas na prestação, transporte, tratamento, eliminação ou utilização de água e efluentes.

    Água produzida: água que entra no limite de uma organização como resultado da extração (ex. petróleo bruto), processamento (ex. esmagamento de cana-de-açúcar) ou utilização de qualquer matéria-prima e tem, consequentemente, de ser gerida pela organização. Definição baseada no CDP (Carbon Disclosure Project), CDP Water Security Reporting Guidance, 2018.

    Águas subterrâneas/lençóis freáticos: água que está sendo retida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea.

    Águas superficiais: água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em camadas de gelo, calotas polares, geleiras, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos. Para este indicador, inclui água de oceanos.

     

  • Retirada de água por fonte nas operações industriais

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    • wdt_ID Retirada total de água por fonte, em m³ - 2019¹ Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos Águas subterrâneas/lençóis freáticos Total
      1 Suzano 29.084.598,68 0,00 29.084.598,68
      2 Rio Verde 543.253,00 0,00 543.253,00
      3 Limeira² 23.365.194,53 0,00 23.365.194,53
      4 Jacareí 25.048.497,53 0,00 25.048.497,53
      5 Imperatriz 31.451.602,45 0,00 31.451.602,45
      6 Mucuri 49.056.149,00 0,00 49.056.149,00
      7 Aracruz³ 53.763.652,72 0,00 53.763.652,72
      8 Facepa Belém 0,00 1.231.822,42 1.231.822,42
      9 Três Lagoas 80.125.244,66 3.915,00 80.129.159,66
      10 Total 292.438.192,57 1.235.737,42 293.673.929,99

    1. A maior parte da água captada nas unidades da Suzano é proveniente de fontes de água doce superficial, com exceção de Facepa Belém, que capta água somente de fonte subterrânea, e Três Lagoas, em que pequena parcela da água captada também provém deste tipo de fonte.
    2. Na unidade de Limeira, não foi considerada a quantidade de água captada de poços subterrâneos para consumo humano para o cálculo do indicador. Foi considerada somente a quantidade de água que segue para o processo industrial.
    3. Na unidade de Aracruz, a captação é feita através do suprimento de água dos reservatórios de Mãe Boa e Santa Joana.

    Informações complementares:

    Conceitos/glossário:

    Água de terceiros: água proveniente de fornecedores municipais de água e estações municipais de tratamento de águas residuais, serviços públicos ou privados e outras organizações envolvidas na prestação, transporte, tratamento, eliminação ou utilização de água e efluentes.

    Água produzida: água que entra no limite de uma organização como resultado da extração (ex. petróleo bruto), processamento (ex. esmagamento de cana-de-açúcar) ou utilização de qualquer matéria-prima e tem, consequentemente, de ser gerida pela organização. Definição baseada no CDP (Carbon Disclosure Project), CDP Water Security Reporting Guidance, 2018.

    Águas subterrâneas/lençóis freáticos: água que está sendo retida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea.

    Águas superficiais: água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em camadas de gelo, calotas polares, geleiras, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos. Para este indicador, inclui água de oceanos.

  • Total de energia consumida

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    • wdt_ID Total de energia consumida, em GJ¹ 2019
      1 Combustíveis de fontes não renováveis 28.049.637,02
      2 Combustíveis de fontes renováveis 216.521.617,38
      3 Energia consumida 3.429.652,68
      4 Energia vendida 5.303.394,46
      5 Total 242.697.512,61

    1. O cálculo do total de energia consumida é feito a partir da soma da energia proveniente do consumo de combustíveis de fontes renováveis e não renováveis com a energia elétrica consumida, subtraindo-se desse valor o total de energia vendida. Como energia elétrica consumida, considera-se somente o montante de energia que é importado da rede, não contemplando o valor de energia elétrica produzida internamente – já contabilizado nas outras categorias, já que a energia elétrica produzida internamente é gerada, principalmente, a partir da queima de biomassa.

    Informações complementares:

    Em 2019, trabalhamos para a consolidação dos antigos sistemas e processos de contabilização do consumo de combustíveis praticados pela Suzano Papel e Celulose e pela Fibria. Sendo assim, visando à melhoria contínua do processo, espera-se que a empresa adquira precisão cada vez maior das informações relatadas. Nesse sentido, à medida que maiores níveis de precisão forem obtidos, eventuais ajustes dos dados e informações reportados podem ocorrer ao longo dos próximos anos. Ainda, a comparação de valores atuais com valores apresentados nos anos anteriores pelas antigas empresas é imprecisa – em decorrência das diferenças metodológicas – e poderá ocorrer somente a partir de 2021, quando teremos base de comparação já unificada para a Suzano S.A.

    A renovabilidade da matriz energética da Suzano em 2019 se mostrou expressiva, tendo 88,35% de sua composição oriunda de fontes renováveis. As principais fontes de combustíveis renováveis da empresa são a lixívia, a biomassa e o metanol, todos provenientes da madeira de florestas plantadas de forma sustentável. Adicionalmente, como geradora de energia, a Suzano também exporta uma grande quantidade de energia elétrica excedente ao Sistema Interligado Nacional, contribuindo para tornar a matriz de geração elétrica brasileira cada vez mais renovável.

    Os dados de consumo de combustíveis foram levantados pela Suzano de forma majoritariamente automatizada e convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferiores de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram utilizados para o cálculo os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram utilizados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional (MME, 2019).