Inovação e Tecnologia

Investimento contínuo em tecnologia e cultura de inovação que impulsione o desenvolvimento de soluções para os grandes desafios que a sociedade enfrenta (viabilizando a transição para a bioeconomia), além de possibilitar maior vantagem competitiva ao negócio.

  • Gestão sobre o uso de organismos geneticamente modificados (OGMs)

    Contexto:

    Todas as atividades da FuturaGene, subsidiária de biotecnologia da Suzano, são reguladas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que assessora o governo federal brasileiro nas questões relativas à biossegurança de organismos geneticamente modificados (OGMs). A empresa segue a Lei de Biossegurança, bem como todas as normativas e comunicados publicados pela CTNBio, tendo todas as suas instalações operando sob um Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) conferido pela Comissão, o que possibilita desenvolver seus projetos de pesquisa e realizar as respectivas avaliações de biossegurança de suas tecnologias em laboratórios, casas de vegetação e campos, em conformidade com as diretrizes estabelecidas em legislação.

    A FuturaGene conta com uma Comissão Interna de Biossegurança (CIBio), que tem como função legal assegurar o suporte para o cumprimento da legislação, promover a capacitação e fazer recomendações referentes à biossegurança e supervisionar as atividades com OGMs e seus derivados no âmbito da empresa. As atividades da FuturaGene são inspecionadas internamente pela CIBio, que periodicamente avalia se os processos estão sendo realizados em conformidade com os critérios estabelecidos pela CTNBio e pelos órgãos reguladores de registro e fiscalização – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A empresa solicita à CTNBio autorização para a instalação de cada novo experimento a campo, bem como envia à Comissão um relatório anual reportando todas as atividades realizadas em laboratório, casas de vegetação e campo. As atividades da FuturaGene no Brasil são frequentemente fiscalizadas pelo Mapa e pelo Ibama.

    A FuturaGene adere voluntariamente ao Programa de Reconhecimento da Conformidade aos Princípios das Boas Práticas de Laboratório (BPL), operado no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O BPL é um sistema de qualidade que abrange o processo organizacional e as condições nas quais estudos não clínicos de segurança à saúde humana e ao meio ambiente são planejados, desenvolvidos, monitorados, registrados, arquivados e relatados. A FuturaGene detém o reconhecimento BPL para estudos envolvendo a detecção, a identificação e a quantificação de OGMs por métodos moleculares, utilizados para a etapa de caracterização molecular e quantificação de expressão de proteínas em eventos geneticamente modificados.

    A FuturaGene desenvolveu um Procedimento Operacional Padrão (POP) multidisciplinar para a seleção de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento, incluindo aqueles relacionados a OGMs. Cada tecnologia/projeto em potencial é avaliado levando-se em consideração seus aspectos científicos (características, conceito, histórico em outras espécies), prospecção de negócios (necessidade, custo, retorno), questões regulatórias (aprovação prévia em outros países, riscos potenciais, biossegurança) e de propriedade intelectual (patentes existentes, direito de uso, liberdade de operação). Qualquer tecnologia que represente algum risco ao ambiente, à saúde humana ou animal é excluída por meio desses filtros. Produtos que apresentem resultados adversos ou inesperados durante as avaliações de biossegurança ou de desempenho têm seu desenvolvimento imediatamente suspenso, até que se finalize uma revisão completa de todos os critérios e resultados, que podem levar à reestruturação ou no cancelamento do projeto.

    A Suzano elaborou uma política e um documento de posicionamento sobre a experimentação e o uso de árvores geneticamente modificadas. Essa política indica, particularmente, o compromisso de:

     

    • manter a conformidade com todas as leis, convenções e protocolos aplicáveis;
    • transparência;
    • avanço científico baseado em decisões éticas;
    • diálogo global;
    • dar acesso e compartilhar benefícios ao longo de toda a cadeia de valor, com transferência de tecnologia sem nenhum custo para fins humanitários ou ambientais;
    • reconhecimento dos riscos ou controvérsias relacionados ao uso de tecnologias emergentes;
    • evitar as práticas mais polêmicas relacionadas a tecnologias emergentes;
    • informar sobre o uso de tecnologias emergentes;
    • implementar medidas que reduzam ou mitiguem os riscos associados a tecnologias emergentes.

     

    A Suzano e a FuturaGene também seguem os critérios estabelecidos pelos órgãos de certificação florestal, como FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), no que se refere a OGMs, mantendo apenas atividades com fins de pesquisa e em áreas fora do escopo de certificação. A Suzano está em processo de formalizar seu posicionamento e política relativos a árvores geneticamente modificadas e pretende publicar os documentos ainda em 2020.

    1. Certificados de manejo florestal FSC-C110130, FSC-C118283, FSC-C100704, FSC-C009927 e FSC-C155943; e de cadeia de custódia FSC-C010014.
  • Porcentagem da receita derivada de produtos OGM ou produtos que contêm ingredientes OGM

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      1 Porcentagem da receita derivada de produtos OGM ou produtos que contêm ingredientes OGM 0,00

    Informações complementares:

    A Suzano e suas subsidiárias dedicam-se somente à pesquisa sobre melhoramento genético e aumento de produtividade, e não à comercialização de produtos desse tipo.

  • Sustentabilidade de produtos e serviços

    Contexto:

    Buscando gerar o menor impacto ambiental possível por meio de suas atividades, produtos e serviços, a Suzano preocupa-se com os aspectos de sustentabilidade em todo o seu negócio, até mesmo na concepção de novos produtos. Nesse sentido, o desenvolvimento de novos produtos ou serviços contempla uma série de análises ambientais e sociais, incluindo desdobramentos de ações preventivas e controles necessários, sempre em conformidade com a legislação vigente. Logo, quando identificados novos aspectos e impactos ambientais nos projetos, produtos e serviços em desenvolvimento, analisamos profundamente sua significância para, assim, determinar os controles operacionais aplicáveis a cada caso.

    Ainda, para reforçar os atributos de sustentabilidade de seus produtos florestais, a Suzano realiza projetos em parceria com universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil e em todo o mundo, destacando-se: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV), ISE-Senai, Embrapa, Iowa State University (Estados Unidos), Grenoble INP e Cirad (França), entre outros.

    A empresa também participa do Grupo de Trabalho de Engajamento em Eucalipto Geneticamente Modificado, em parceria com organizações não governamentais (ONGs) e instituições de pesquisa e desenvolvimento, além de atuar em projetos cooperativos com a Sociedade de Investigações Florestais (SIF) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef).