Metas de longo prazo

Diante da complexidade dos desafios e das oportunidades existentes, a Suzano construiu sua Estratégia de Sustentabilidade de forma colaborativa, considerando a multiplicidade de visões de seus públicos de relacionamento. Assumimos o compromisso de ampliar nosso papel na cadeia de valor e na sociedade por meio de metas de longo prazo, norteando nosso caminho ao longo dos próximos dez anos, período que a Organização das Nações Unidas (ONU) chama de Década da Ação.

Emissões

Redução de 15% das emissões de Escopo 1 e 2 por tonelada de produção

Contexto

As mudanças climáticas são um relevante desafio global. Segundo o relatório anual de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial¹, para os próximos dez anos, os riscos de maior probabilidade estão relacionados às condições meteorológicas extremas, falha na ação climática e danos ambientais causados ​​por humanos. O planeta vem registrando aumentos de temperatura, especialmente devido às ações antrópicas que promovem a emissão de gases de efeito estufa (GEE)*, que resultam em uma série de impactos² em ecossistemas naturais, comunidades e no desenvolvimento de atividades econômicas.

Aliado à necessidade de atuar na mitigação e adaptação às mudanças climáticas, o setor privado também busca entender como estas questões já afetam o seu desempenho econômico-financeiro, e quais estratégias de negócios podem responder aos cenários previstos de aumento de temperatura. Isso inclui tanto riscos como oportunidades associadas a uma economia resiliente às mudanças do clima e de baixo carbono, isto é, orientadas à geração de renda com menor intensidade na emissão de GEE.

Na busca pela eficiência de processos, já conseguimos reduzir consideravelmente as emissões atreladas à nossa produção. Os indicadores de intensidade de emissões de GEEs por tonelada de produto produzido da Suzano atualmente já são um dos menores do setor. Entretanto, sabemos que podemos mais e, por isso, seguimos focados em desenvolver soluções que nos levem a melhores resultados³.

 


Escopo:

Emissões específicas, resultantes da nossa cadeia produtiva (escopo 1) e da aquisição de energia (escopo 2), mapeadas anualmente no inventário⁴ de gases do efeito estufa, associadas ao volume de produtos acabados.

Nossa intensidade de emissões e meta estão alinhadas com o Acordo de Paris, estabelecido  em 2015, e estão entre as menores do setor segundo a Transition Pathway Initiative.

Baseline:

0,2133 tCO₂e/t (ano: 2015⁵).

Horizonte:

0,1813 tCO₂e/t (ano: 2030).


Resultados em 2020:

Tivemos um aumento de 0,6% no escopo 1 e de redução de 16,42% no escopo 2, o que representa um aumento global (escopo 1 + 2) de 0,05%.

Em relação ao escopo 1 (escopo sob o qual detemos o controle operacional), tivemos um leve aumento de emissões. Embora tenha existido um percentual de aumento nas emissões relacionadas ao consumo de combustível fóssil, em nossas indústrias, quanto maior a produção, maior também é a geração de energia renovável. Ou seja, é possível ver que não há uma relação direta e proporcional entre o aumento de produção versus o aumento de emissões que justifique esses valores. Foram executamos, ainda, projetos para ampliar a eficiência e para ampliar a geração de energia específica baseada no licor negro (combustível renovável / subproduto de nosso processo). Em nossas operações florestais, embora tenhamos seguido com projetos de otimização e eficiência após as integrações e ajustes na operação em 2019, também tivemos um ligeiro aumento de emissões provenientes do consumo de combustíveis fósseis. Por outro lado, em relação a compra de energia (escopo 2), tivemos redução das emissões, que ocorreram na mesma proporção da redução de 17,73% no fator de emissão de energia elétrica do GRID Brasileiro.

Acerca do denominador desta meta (produção em toneladas) é importante ressaltar que o total representa a somatória de toda a nossa produção de celulose, papel e bens de consumo. Este número se diferencia dos números de produção divulgados em demonstrações financeiras, visto que esses apresentam os volumes acabados, disponibilizados a mercado. O volume de produção utilizado no cálculo de intensidade teve um aumento de 3,85%.

Considerando o mesmo patamar de emissões e o aumento de produção, a intensidade de nossas emissões  (escopo 1 e 2) por tonelada de produção foi de 0,1929 tCO₂e/t⁴,5, tendo uma redução de 9,59% em comparação ao baseline e representando um avanço de 63,9% no atingimento da Meta.

Esse resultado apresenta um grande avanço na jornada de atingimento da meta, demonstrando o foco da Suzano em reduzir as suas emissões de fontes fósseis.

Acompanhamento do KPI:

2015 2016 2017 2018 2019 2020
Emissões Escopo 1 e 2 (tCO₂e) 2.140.620,90 2.073.041,38 2.146.946,14 2.330.110,60 2.213.636,48 2.214.634,59
Produção total* 10.033.914,02 10.035.743,97 10.710.474,11 12.075.403,30 11.057.068,97 11.482.524,60
Resultados atingidos: emissões tCO₂e/t 0,2133 0,2066 0,2005 0,1930 0,2002 0,1929

*Produção total: Somatória da produção total de celulose, papel e bens de consumo. Este número se diferencia dos números de produção divulgados em demonstrações financeiras, que apresentam os volumes acabados, disponibilizados a mercado.

 

O que faremos em 2021:

Independentemente do resultado expressivo alcançado em 2020, a Suzano seguirá executando iniciativas para reduzir o consumo de combustíveis fósseis em suas operações. Apesar da produção ser um fator relevante de variação na meta, os desafios para o atingimento do target seguem existindo, principalmente considerando que a matriz energética da Suzano em escopo 1 já é composta por 88,4%  base renovável.

Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa passou por uma série de melhorias e sistematizações ao longo de 2020, incluindo uma análise mais aprofundada dos dados utilizados. Em 2021, iremos revalidar esta metodologia e passar a realizar coletas de informações em uma frequência maior que uma vez ao ano, o que ajudará a antecipar variações nos resultados.

Como o atingimento da meta foi superior que o esperado em 2020, em 2021 a Suzano realizará uma revisão das bases metodológicas de previsões de emissões até 2030 e apresentará, no relatório de 2021, um diagnóstico deste estudo.

 

¹ Saiba mais em:http://www3.weforum.org/docs/WEF_The_Global_Risks_Report_2021.pdf
² Fonte: Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
³ Para mais informações sobre o contexto e relação da Suzano com as Mudanças Climáticas acesse: https://centraldeindicadores.suzano.com.br/tcfd/contexto/
⁴ O inventário de Gases de Efeito Estufa de 2020 foi verificado externamente conforme os padrões da NBR ISO 14064 e do Programa Brasileiro GHG Protocol e verificados por terceira parte independente.
⁵ Todas as informações necessárias para o estabelecimento da meta foram extraídas dos inventários de gases de efeito estufa gerados pelas antigas empresas (Suzano Papel e Celulose e Fibria).
 ⁶ Para mais informações sobre nossas iniciativas, acesse os macrotemas “As Mudanças Climáticas” e “Energia” na Central de Indicadores.
⁷ A meta de redução de emissões possui uma meta específica para 2021, já que está relacionada às emissões financeiras Sustainability-Linked Bonds (SLB) e Sustainability-Linked Loan (SLL). Para saber mais sobre nossas emissões financeiras, acesse o nosso Relatório 2020.