Metas de longo prazo

Diante da complexidade dos desafios e das oportunidades existentes, a Suzano construiu sua Estratégia de Sustentabilidade de forma colaborativa, considerando a multiplicidade de visões de seus públicos de relacionamento. Assumimos o compromisso de ampliar nosso papel na cadeia de valor e na sociedade por meio de metas de longo prazo, norteando nosso caminho ao longo dos próximos dez anos, período que a Organização das Nações Unidas (ONU) chama de Década da Ação.

Conservação da
biodiversidade

Conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a
conservação da biodiversidade no Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.

Contexto

Uma das principais ameaças para a perda de biodiversidade no Brasil e no mundo é a fragmentação de habitats. Este fenômeno ocorre quando uma área natural contínua e de relevância ambiental é subdividida em áreas menores, sem conexão umas com as outras. Isso acontece por diversos motivos, como o crescimento desordenado e atividades econômicas.

A fragmentação altera as interações ecológicas na paisagem, isola espécies, resultando na redução de variabilidade genética e sucesso reprodutivo – o que pode contribuir para sua extinção –, interfere na perda de resiliência dos territórios às mudanças climáticas e na prestação de serviços ecossistêmicos, entre outros efeitos adversos.

 


Escopo:

Considerando toda extensão e influência territorial da Suzano e por entender que a natureza não reconhece limites entre propriedades, o âmbito do desafio focou nas áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade no Brasil, nos biomas do Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia, definidas pelo Ministério do Meio Ambiente. Portanto, o escopo considera as áreas naturais fragmentadas que precisam ser conectadas, por meio de corredores de biodiversidade, dentro e fora das áreas de atuação da companhia.

Para o alcance da meta, a Suzano está focada nos eixos conectar, engajar e proteger. A partir desses pilares, a companhia atuará estrategicamente implantando corredores de biodiversidade, criando uma rede de Unidades de Conservação, conservando populações de primatas e palmeiras, estabelecendo modelos de negócio que gerem valor compartilhado e de produção biodiversos, além de ações para a redução das pressões à biodiversidade em decorrência da ação humana.

Baseline:

Em definição.

Horizonte:

Com ambição de reverter a perda de biodiversidade e gerar impacto positivo na natureza, a Suzano se compromete a:

Conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade no Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia até 2030.


Resultados em 2020:

A meta foi desenvolvida ao longo de 2020, tendo como princípio a construção colaborativa. Para isso, foi consultada uma ampla rede de stakeholders¹, totalizando 63 entrevistados de 41 instituições, com o objetivo de viabilizar sua fundamentação.

 

O que faremos em 2021:

Desenvolveremos processos de governança para viabilizar a gestão estratégica da meta, com o objetivo de definir o planejamento detalhado e seu baseline, o qual estabelecerá a mensuração de conexões já existentes e futuras. Ao final do ano, teremos o planejamento de implantação operacional 2022 e o roadmap até 2030, com os marcos anuais de alcance da meta.

 

¹ Stakeholders consultados: organizações não governamentais, academia, setor público e privado. Os 63 entrevistados foram distribuídos de forma equilibrada quanto à perspectiva sociológica entre instituições não governamentais (38% – 24 pessoas), setor público (32% – 20 pessoas) e setor privado (30% – 19 pessoas).