A Suzano e as Mudanças Climáticas

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  • As Mudanças Climáticas e a Suzano

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    Contexto:

    Dado que as atividades do setor de papel e celulose dependem da gestão de florestas, do uso de recursos hídricos, do uso do solo e de atividades industriais, as mudanças climáticas impõem desafios e oportunidades relevantes ao setor.

    A Suzano tem uma base florestal significativa. São aproximadamente 2,4 milhões de hectares de área total, que incluem plantio de eucalipto e uma das maiores áreas de mata nativa protegidas privadas do Brasil (com aproximadamente 960 mil hectares em 2020). Juntos, as florestas nativas e os plantios de eucalipto contribuem diretamente para remoção e estoque de gás carbônico (CO₂) do ar, preservação da biodiversidade e regulação do ciclo hidrológico, entre outros benefícios. Ao mesmo tempo, a empresa tem um modelo de negócios centrado em operações ecoeficientes e na substituição de produtos oriundos de base fóssil, caracterizados por alta intensidade nas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Isso coloca grande responsabilidade sobre seu papel para a mitigação e adaptação das mudanças climáticas, contribuindo com governos, sociedade civil e outros entes do setor privado para o enfrentamento deste desafio.

    Por isso, a Suzano reconhece a importância e necessidade de ser um agente protagonista e transformador no desenvolvimento combinado de soluções inovadoras e sustentáveis, que possam contribuir para solucionar os desafios da sociedade. Assim, a partir de uma abordagem sistêmica e colaborativa, conectando a agenda local e global, considerando os principais frameworks, desafios e o avanço científico, a companhia se mantém comprometida, baseada em um modelo de gestão robusto para o tema de Mudanças Climáticas.

    A Suzano segue incorporando as mudanças do clima em seu modelo de negócio, impulsionando a visão estratégica do negócio rumo à transição para uma economia de baixo carbono:

     

    • Atuamos para criar um modelo de negócio resiliente (trabalhando com adaptação) e catalisador de oportunidades;
    • Incorporando o carbono como aspecto fundamental nas operações, gestão e monitoramento de riscos e oportunidades, incluindo o desenvolvimento de processos menos emitentes.

     

    Dessa forma, geramos e compartilhamos valor por meio da oferta de soluções, e assim contribuímos para solucionar os desafios enfrentados pela sociedade.

    Em sua trajetória, isso se evidencia pelas boas práticas e resultados como: sequestro de carbono realizado pelas florestas, manejo e proteção florestal; medições meteorológicas e análises climáticas para a produção florestal; gestão das emissões e remoções de GEE; identificação do risco climático como um dos riscos prioritários a ser gerenciado; geração de energia renovável; medidas de eficiência energética e hídrica nas fábricas e nas operações na cadeia; e desenvolvimento de pesquisas para adaptação às mudanças do clima.

    Em 2019, a Suzano assumiu voluntariamente uma série de compromissos de longo prazo e, dentre eles, foi dado um destaque especial ao tema das mudanças climáticas. Os compromissos relacionados foram:

     

    • Remover 40 milhões de toneladas de CO₂ equivalente de 2020 a 2030;
    • Reduzir a intensidade de emissões de carbono (Escopo 1 e Escopo 2) por tonelada de produto produzido (tCO₂eq/t) em 15% até 2030.

     

    Com essas metas, a companhia se compromete em ir além de ser carbono neutro e de reduzir a intensidade de emissões de gases de efeito estufa. Isso significa que a Suzano se compromete a remover da atmosfera mais gases de efeito estufa (GEEs) do que emite, ou seja, trabalhar para uma significativa remoção adicional.

    Os indicadores de intensidade de emissões de GEEs por tonelada de produto produzido da Suzano atualmente já são um dos menores do setor. Ainda assim, a empresa segue realizando projetos e iniciativas periódicas voltadas à redução desses índices. Para conferir os resultados nesse indicador, acessar “Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopos 1, 2 e 3), por tonelada de produto”, “Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopos 1 e 2), por tonelada de produto” e “Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopos 1, 2 e 3), por receita líquida”.

    Para se manter a par de boas práticas internacionais e influenciar positivamente o avanço do setor privado no tema, a Suzano, historicamente, se mantém envolvida em iniciativas voluntárias voltadas ao tema. Dentre elas, estão:

     

    • Coalizão Brasil Clima, Agricultura e Florestas: é uma iniciativa que opera de forma multisetorial e multidisciplinar, mantendo-se aberta a novas adesões e contribuições. A coalização busca convergências entre os participantes e usa a divergência como via para avançar e construir soluções. O CEO da Suzano atua como membro do Grupo Estratégico (GE) e Grupo Executivo (GX), e colaboradores da Suzano atuam de GTs diversos e acompanham as agendas da coalizão;
    • Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS): é o representante no Brasil do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que reúne cerca de 60 dos maiores grupos empresariais do país, com faturamento equivalente a cerca de 45% do PIB. O CEBDS reforça a agenda do desenvolvimento sustentável nas empresas que atuam no Brasil, por meio da articulação junto aos governos e à sociedade civil, além de divulgar os conceitos e práticas mais atuais do tema. A Suzano tem participação ativa no CT Biodiversidade e Tecnologia, CT Energia e Mudança do Clima e CT Social, com desenvolvimento de projetos e conteúdos em conjunto, e realizou contribuição adicional em 2020;
    • Rede Brasileira do Pacto Global: é uma mobilização internacional de empresas em apoio à Organização das Nações Unidas (ONU) na promoção de dez princípios que reúnem valores fundamentais nas áreas de meio ambiente, direitos humanos e trabalhistas e de combate à corrupção e também o engajamento e atingimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Pacto Global é uma contribuição voluntária das empresas para a busca de uma economia global mais sustentável e inclusiva. A Suzano tem participação no Grupo Técnico de Energia e Clima, e no Conselho de Administração da Rede Brasileira do Pacto Global;
    • Indústria Brasileira de Árvores (Ibá): é uma associação responsável por representar institucionalmente a cadeia produtiva das árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais stakeholders, defendendo os interesses do setor para agregar valor aos produtos obtidos a partir do plantio de pinus e eucaliptos, assim como outras espécies utilizadas para fins industriais. Em relação às questões de mudanças climáticas, a associação busca alinhar e engajar a indústria de base florestal em ações de promoção da economia de baixo carbono. Além disso, realiza ações com organizações institucionais, plataformas de diálogo, governos e ONGs, fornecendo base técnica e política para articulação sobre inventário de GEE, precificação de carbono, regulamentações, entre outros assuntos, a fim de evitar riscos e aumentar as oportunidades de impulsionar a economia de baixo carbono no Brasil e em todo o mundo. Dentre os posicionamentos da associação, destacam-se a implantação do processo MRV e Mercado ETS no Brasil e os trabalhos de remoções de carbono florestal a serem considerados no Acordo de Paris – Art. 6º;
    • Programa GHG Protocol e do Sistema de Comercialização de Emissões (SCE), junto à Fundação Getúlio Vargas: a Suzano é membro desde o surgimento das iniciativas. É também membro do Advisory Committee do grupo de trabalho do GHG Protocol que estuda uma nova metodologia para o cálculo de remoções de carbono e para iniciativas dos setores voltados ao uso da terra (Greenhouse gas Protocol Carbon removals and land Sector initiative), e é membro do grupo de trabalho da Taskforce for Scaling Voluntary Carbon Markets. Esse é um fórum que atua para identificar os principais desafios e impedimentos sobre o tema e proporcionar um consenso sobre a melhor forma de potencializar o mercado voluntário de carbono, apresentando, assim, um projeto focado nas soluções viáveis.

     

    A Suzano aderiu ainda à iniciativa Climate Action 100+, liderada por investidores para garantir que os maiores emissores corporativos de gases do efeito estufa tomem as medidas necessárias sobre as mudanças climáticas, e passou a incorporar a iniciativa Assessing low-Carbon Transition (ACT) para o setor de papel e celulose.

    Para aprimorar suas práticas, a Suzano busca sempre basear-se em evidências científicas e padrões voluntários de mercado que apoiem o engajamento do setor privado, considerando os desafios e potencial transformador dos negócios. Por isso, os estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) e as diretrizes do GHG Protocol sobre mensuração e reporte de emissões e remoções de GEE são utilizadas como referência para a gestão de mudanças climáticas na empresa.

    Todos os anos, a Suzano realiza o levantamento e análise das emissões e remoções de carbono que são provenientes de suas operações. Por meio de procedimentos estabelecidos internamente, metodologias reconhecidas e verificação independente por terceira parte, o inventário da Suzano é publicado anualmente e serve como base para uma série de exercícios e análises internas (em projetos e programas de eficiência e mitigação) e para o monitoramento, acompanhamento e definição de estratégias de redução de emissões, além, é claro, da gestão das Metas de Longo Prazo.

    A Suzano também conta com inúmeras iniciativas relacionadas a eficiência, ampliação da exportação de energia renovável e redução no uso de combustíveis fósseis. Estas iniciativas e programas ocorrem em toda a operação, inclusive, sendo desenvolvidas e realizadas em parceria com fornecedores. Grupos de trabalho, projetos integradores e iniciativas gerais estão presentes não só nas operações industriais, florestais e logísticas, mas também nas áreas operacionais e em áreas de desenvolvimento estratégico, como Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento e Novos Negócios, que trabalham para estudar e aplicar medidas de adaptação e resiliência. Tudo isso vem por meio de estudos genéticos, metodologias de análise de dados relacionados a cenários e monitoramentos climáticos, dados de solo e de água para adaptações e recomendações de operação e estudos e desenvolvimento de novos produtos (que servirão como alternativa para produtos de origem fóssil)

    A área de Sustentabilidade apoia e suporta essa estrutura, como guardiã da Estratégia e Governança para o tema e com o fornecimento de conhecimento técnico em Mudanças Climáticas, cálculos de emissões e remoções de toda a companhia e para projetos, análise de riscos e oportunidades, entre outros.

    A gestão de riscos, o acompanhamento de tendências e o monitoramento e análises vinculados a possíveis acordos e regulamentações também fazem parte desta estratégia Suzano. Essa frente, em especial, conta com a participação das áreas de Riscos; Relações Corporativas; Financeira; Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento; e Novos Negócios e é suportada pela parceria e relacionamento com stakeholders relevantes, como comunidades, academia, investidores, associações setoriais, ONGs e OSCs (Organizações da Sociedade Civil).

    Paralelamente a todas essas frentes e atuações, a Suzano realiza ações de capacitação e conscientização para o tema, trazendo tendências, resultados e análise de dados e reflexões ligados a riscos e oportunidades, não apenas em encontros construídos com este objetivo, mas também através da participação em fóruns, workshops e encontros de GTs realizados por outras áreas. Essas participações também são uma forma de manter o relacionamento com stakeholders relevantes, inclusive analisando aspectos levantados nas pesquisas da empresa de reputação e de sustentabilidade.

    A Suzano conta com um posicionamento público sobre o desmatamento zero e não realiza qualquer tipo de supressão de mata nativa para sua produção. A expansão de cultivo ocorre sempre em áreas que já sofreram interferência humana. Nesse sentido, a empresa conta com a certificação FSC® (Forest Stewardship Council®)¹ e PEFC/Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), realizando manejo florestal responsável e atuando em linha com o Código Florestal e demais legislações brasileiras sobre o tema.

    A empresa conta ainda com um programa para a restauração ambiental que objetiva repor áreas de matas nativas, incluindo áreas de nascentes de rios. Em linha com o compromisso de combate à crise climática, além das duas metas de longo prazo diretamente relacionadas ao tema, outras cinco metas também estão indiretamente conectadas:

     

    • Substituição de plásticos e derivados do petróleo: oferecer 10 milhões de toneladas de produtos de origem renovável;
    • Água (Florestal): aumentar a disponibilidade hídrica em 100% das bacias hidrográficas críticas;
    • Água (Industrial): reduzir em 15% a água captada;
    • Resíduos industriais: reduzir em 70% os resíduos enviados para aterro, transformando-os em subprodutos;
    • Energia: aumentar em 50% a exportação de energia renovável.

     

    Por fim, a Suzano é apoiadora oficial da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD) e defende, de maneira pública e aberta a necessidade de se estabelecer um modelo de preço e de mercado de carbono e de que haja avanço significativo nas negociações relacionadas ao Acordo de Paris.

    Mais informações sobre a estratégia, governança e atuação da Suzano para o tema de Mudanças Climáticas podem ser encontradas ao longo desta página e também na página referente à TCFD desta Central.

    1. Códigos de Licença: Manejo Florestal BA – FSC-C155943; Manejo Florestal ES – FSC-C110130; Manejo Florestal MS – FSC-C100704; Manejo Florestal MA – FSC-C118283; Manejo Florestal SP – FSC-C009927.