Estratégia e Governança

Informações sobre a estratégia e governança da Suzano em mudanças climáticas.

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  • Estratégia

    Contexto:

    A Visão Estratégica da Suzano identifica três grandes pilares:

     

    • Continuar a ser referência do setor em eficiência, rentabilidade e sustentabilidade: da floresta ao cliente;
    •  Ser agente transformador na expansão de novos mercados para nossa biomassa florestal;
    • Ser referência em soluções sustentáveis e inovadoras para bioeconomia e serviços ambientais a partir da árvore cultivada.

     

    Dentro desta visão estratégica, foram ainda estabelecidas metas de longo prazo relativas aos impactos das mudanças climáticas.

    Conforme mencionado, a Suzano considera riscos climáticos como prioritários em sua Matriz de Riscos e, uma vez que seus efeitos são tidos como fatores relevantes aos seus negócios, são revisitados, revisados e reportados anualmente no Formulário de Referência e em seu Relatório 20-F.. Para cada risco prioritário, são estabelecidos planos de ação e estimados os potenciais impactos financeiros à empresa.

    Devido ao potencial de seus ativos florestais e produtos contribuírem com a mitigação das mudanças climáticas, a Suzano, além de mapear riscos, identifica oportunidades climáticas, a exemplo da precificação de carbono. Nesse caso, a Suzano pode ser beneficiada pela captura expressiva de CO2 pelas suas plantações de eucalipto e pelas áreas com florestas nativas. Além disso, atenta às tendências de preferências de consumo e à disponibilidade de insumos, a empresa também pesquisa e desenvolve novos produtos, reforçando seu posicionamento de substituição de produtos de base fóssil e de maior consumo energético e hídrico por alternativas de base renovável e alinhadas à uma economia de baixo carbono.

    O segundo e terceiro pilares da visão estratégica da Suzano consideram os diferentes segmentos econômicos que podem ser alcançados a partir do desenvolvimento de produtos de base florestal, para além da indústria de Papel e Celulose. Oportunidades de expansão de negócios com aplicação nas indústrias automotivas, embalagens, bens de consumo, tintas, cosméticos, têxtil, entre outras, que são intensivas nas emissões de GEEs, uso de insumos inorgânicos e geração de resíduos. Para materializar estas oportunidades, é necessário criar e expandir atuais desenvolvimento de produtos e suas cadeias produtivas, com apoio de parceiros tecnológicos e de aplicação no mercado. Além disso, por conta do grande volume de remoções de CO2, que acontece via florestas de eucalipto e de mata nativa, a Suzano visualiza um potencial de oferta de créditos de carbono para a neutralização dos produtos convertidos e comercializados pelos nossos clientes, para empresas e instituições que queiram compensar as suas emissões e cumprir seus compromissos ligados ao clima.

    O desenvolvimento da atual Estratégia da Suzano incluiu uma avaliação do alinhamento desta às tendências relacionadas às mudanças climáticas. Esta Estratégia será revisada anualmente, a fim de se avaliar os resultados obtidos e eventuais necessidades de melhoria.

    A Suzano também identifica oportunidades relacionadas à adaptação às mudanças climáticas, fortalecendo a resiliência de seus processos produtivos em resposta aos impactos atuais e potenciais da mudança do clima. Como exemplo, o Centro de Tecnologia da companhia já trabalha desenvolvendo pesquisas sobre ciclos de melhoramento, visando amenizar a vulnerabilidade climática dos plantios e as operações acompanham previsões pluviométricas para suas estratégias de captação de água.

    A partir de 2020, foi feito um esforço de revisitação dos riscos e oportunidades relacionados à clima. Cada risco e oportunidade foi categorizado de acordo com a taxonomia da TCFD, assim como as dimensões da cadeia de valor envolvidas (ex: distribuidores, fornecedores, operações), as variáveis financeiras potencialmente afetadas (ex: receitas, despesas, ativos) e os horizontes de materialização (curto, médio e longo prazos).

    A realização de análises de cenários climáticos é uma importante prática recomendada pela TCFD para avaliar o impacto das questões climáticas sobre os negócios e pode ser utilizada como suporte à tomada de decisões. A Suzano já realiza análises com base nos cenários climáticos do IPCC, avaliando potenciais impactos de longo prazo sobre a produtividade de suas operações florestais. Veja abaixo um detalhamento sobre este tema.

     

    Análise de cenários sobre produtividade florestal em um ambiente de maior variabilidade climática

    A Suzano reconhece que o impacto das mudanças climáticas sobre seu negócio é direto, podendo, entre outros efeitos, afetar a produtividade florestal. Sendo assim, realizamos de forma intensiva o acompanhamento das condições climáticas por meio de uma rede dedicada de estações meteorológicas. Realizamos também o monitoramento dos nossos plantios com uso de tecnologias de sensoriamento remoto, para acompanhar sua sanidade, e ajustamos modelos biofísicos capazes de estimar, com precisão, o efeito do clima sobre a produtividade florestal. Além disso, as mudanças climáticas globais são consideradas na matriz de risco da companhia, e são base para o planejamento estratégico avaliar cenários de abastecimento de madeira em condições adversas de clima, em um processo completo de governança.

    A Suzano mantém uma rede própria com 87 estações meteorológicas, distribuídas em seus plantios e fábricas, além de utilizar os dados de outras 78 estações do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). Os dados de pluviosidade e de diversas outras variáveis climáticas, como temperatura do ar e radiação solar, são processados em modelos biofísicos para estimar produtividade florestal, além de processos específicos do crescimento do eucalipto, como o balanço hídrico. Em 2020, a Suzano implantou tecnologias de sensoriamento remoto capazes de emitir alertas, a qualquer momento, sobre desvios significativos na sanidade e produtividade das florestas. Dessa forma é possível monitorar e tomar ações de manejo com maior celeridade.

    A empresa é pioneira no uso do modelo baseado em processos fisiológicos 3PG “Physiological Principles Predicting Growth” (Marcus Wallenberg Prize 2020) para estimar a produtividade com base em cenários de clima. Esse modelo foi customizado, calibrado e validado para as regiões de atuação, inclusive, utilizando-se ferramental de alta tecnologia, como torres de fluxo (eddy-covariance). Mais recentemente, a Suzano iniciou a identificação do potencial impacto financeiro decorrente desse risco físico das mudanças climáticas sobre as operações florestais junto ao TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures – The Use of Scenario Analysis in Disclosure of Climate Related Risks and Opportunities).

    Em complemento, foram realizadas estimativas de produtividade considerando os cenários de mudanças climáticas, principalmente advindos do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), ENOS (El Niño e La Niña) e TSA (Tropical Southern Atlantic), através dos quais, por meio dos modelos, são quantificados os efeitos sobre a produção de madeira e, assim, viabilizam a gestão de riscos no abastecimento futuro do planejamento florestal. A depender do risco futuro, o planejamento florestal, em frequência anual para um horizonte de tempo de 21 anos, pode intensificar o suprimento de madeira advinda de terceiros, aumentar o raio médio de distância no abastecimento de madeira, desmobilizar determinados ativos de baixa produtividade, fomentar a produção de madeira, entre outras opções, a depender das características de cada unidade florestal.

    A Suzano entende ser necessário evoluir sempre na prática de avaliação do potencial impacto financeiro resultante das alterações na produtividade e de outros riscos ou oportunidades geradas pelas mudanças climáticas.

    Outra frente importante na qual a Suzano está trabalhando é a revisão da sua Estratégia de Mudanças Climáticas. Essa Estratégia considera as Recomendações da TCFD e o papel da empresa frente às necessidades de mitigação e adaptação climática, os cenários regulatórios futuros e os compromissos assumidos frente ao tema. A empresa segue incorporando a questão climática em seu modelo de negócio, impulsionando a visão rumo à transição para uma economia de baixo carbono.

    A Suzano atua para criar um modelo de negócio resiliente (que trabalhe com adaptação) e catalisador de oportunidades, incorporando o carbono como aspecto fundamental nas operações (focando no levantamento de riscos e oportunidades), para assim gerar e compartilhar valor a partir da oferta de soluções e do desenvolvimento de processos menos emitentes.

    A Suzano também se envolve e lidera iniciativas externas – como grupos de trabalho e parcerias de pesquisa – junto a associações setoriais, governo, universidades e outras empresas, para acompanhar e fomentar a agenda de mudanças climáticas no setor privado. Para saber mais, acessar “As Mudanças Climáticas e a Suzano”.

  • Governança em Mudanças Climáticas

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    Contexto:

    A Diretoria de Sustentabilidade da Suzano tem como responsabilidade cuidar da agenda e governança acerca das mudanças climáticas. Contudo a execução desta agenda e a governança é realizada em parceria com uma série de outras áreas da companhia, que também contam com responsabilidades vinculadas ao tema.

    Áreas como Desenvolvimento Operacional Florestal, Excelência Florestal, Meio Ambiente (Industrial e Florestal), Novos Negócios, Pesquisa e Desenvolvimento, Planejamento (Estratégico e Florestal), Recuperação e Utilidades criam e executam ações voltadas ao monitoramento do risco ligado a mudanças climáticas, mitigação e adaptação; monitoram as emissões e consumos das operações florestais e industriais; buscam inovações e soluções tecnológicas vinculadas a mitigação e resiliência; fazem a gestão do consumo e da geração de energia, gestão de recursos hídricos, manejo florestal e restauração ambiental.

    Outras áreas como Relações com Investidores, Riscos, Relações Corporativas e Assuntos Regulatórios também contam com responsabilidades, como àquelas relacionadas a acompanhamento de tendências, riscos e evoluções em acordos e processos políticos.

    Em linha com essa estratégia capilarizada, em 2021, o CEO da Suzano, os diretores Industrial, de Relações Corporativas e de Sustentabilidade passaram a ter metas de remuneração variável vinculadas a mudanças climáticas. Seguindo a tendência, Gerentes Executivos e equipes também passaram a contar com metas focadas no tema.

    Além disso, justamente por essa temática ser transversal, também foram instituídos grupos de trabalho (GTs) para concentrar os esforços de diferentes áreas na definição de ações necessárias e no acompanhamento do desempenho da Suzano em vertentes como energia, água e
    consumo de recursos naturais, que, quando bem gerenciados, implicam menor emissão de GEEs, mitigação dos efeitos do aquecimento global, e maior capacidade de adaptação às mudanças climáticas.

    Em 2020, o GT Carbono foi instituído a partir de um grupo inicial, formado pelos Diretores de Novos Negócios, Relações e Gestão Legais, Finanças, Sustentabilidade e Pesquisa e Desenvolvimento, com o objetivo de acompanhar as agendas e tendências ligadas ao clima. Em paralelo, gerentes executivos e equipes atuam para internalizar tendências e aspectos climáticos na operação da empresa. Neste GT, dependendo da pauta, outros diretores e equipes são envolvidos, como Meio Ambiente Florestal, Planejamento Florestal, entre outros. Porém, com o surgimento de novas demandas e aprimoramento das práticas de governança, outros grupos de trabalho poderão, eventualmente, ser estabelecidos.

    O Conselho de Administração também tem envolvimento direto no tema, com um olhar estratégico sobre oportunidades e riscos. Seus membros participam da definição e acompanhamento da estratégia coorporativa da Suzano, o que inclui diretrizes e metas de longo prazo relacionadas às mudanças climáticas. Ainda, os Comitês de Estratégia e de Sustentabilidade (que são órgãos colegiados e contam com membros internos e externos, independentes), apoiam o Conselho de Administração neste trabalho.

    Especificamente o Comitê de Sustentabilidade tem como responsabilidade revisar e orientar a estratégia, responsabilidade corporativa, gestão de riscos, inovação e desempenho nas questões socioambientais, incluindo os temas de mudanças climáticas.

    O Conselho também atua na supervisão de riscos definidos como prioritários, dentre os quais se inserem aqueles relacionados às mudanças climáticas. A área de Riscos é a responsável final pela identificação e gestão desses pontos, reportando sobre esse trabalho diretamente ao Conselho de Administração. Adicionalmente, o Comitê de Riscos se reúne quadrimestralmente para discutir os riscos identificados e monitorados, acompanhar seus planos de ação e gerenciar eventuais crises. Por serem classificados como prioritários na Matriz de Riscos Corporativos, os riscos climáticos estão inclusos nessas discussões e são abordados de forma dedicada por, pelo menos, uma vez ao ano.