Gestão de Riscos e Oportunidades

Informações detalhadas sobre os riscos e oportunidades das mudanças climáticas para a Suzano.

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    Contexto:

    O tema de mudanças climáticas é incorporado ao gerenciamento integrado de riscos da Companhia. Dessa forma, segue as diretrizes definidas na Política de Gestão Integrada de Riscos da Suzano com relação ao processo de comunicação, priorização, tratamento, consulta, monitoramento e análise relativo à gestão dos riscos.

    Dentro do processo de priorização, os riscos climáticos vêm sendo identificados como prioritários na Matriz de Riscos Corporativos. Também são considerados prioritários os riscos relacionados a distúrbios fisiológicos, pragas e doenças que podem afetar a produtividade florestal. Estes riscos têm relação direta com as mudanças climáticas, já que as alterações dos ecossistemas decorrentes do aumento de temperatura, podem significar mudanças na suscetibilidade a pragas.

    Desta forma, são definidos procedimentos específicos para responder a estes riscos prioritários, como a elaboração, implementação e acompanhamento de Planos de Ação. Este trabalho é liderado pela Área de Riscos, com participação das demais áreas relacionadas.

    Além do tratamento do risco climático no nível corporativo, são realizadas abordagens específicas no nível operacional da produção florestal e industrial. A equipe técnica de Ciência e Tecnologia realiza a identificação e monitoramento de uma série de indicadores, a fim de avaliar a exposição das operações florestais a riscos climáticos (e também de outras dimensões ambientais). Um exemplo é o monitoramento de bacias hidrográficas críticas nas regiões onde estão localizadas nossas operações, a fim de avaliar a exposição a riscos hídricos. Os dados coletados neste trabalho são utilizados para calibrar modelos de planejamento de colheita e novos plantios e, também, já resultaram na definição de planos específicos para responder a riscos de desabastecimento.

    Variáveis relacionadas à temperatura, umidade e índices pluviométricos das unidades florestais também são monitoradas pela equipe técnica de Ciência e Tecnologia. Esse monitoramento é feito com base em: métricas geradas por estações meteorológicas próprias e públicas; análise de dados históricos; e projeções de cenários climáticos construídos a partir da combinação de cenários globais (IPCC) e dados regionais.

    A partir da identificação das variáveis relevantes, a Companhia consegue identificar os riscos climáticos mais materiais. Esses dados são compilados e analisados, alimentando ferramentas desenvolvidas internamente, como relatórios de acompanhamento e sistemas informativos on-line, disponibilizados para diferentes gerências da empresa, auxiliando tomadas de decisões. Além das já mencionadas projeções sobre potencial impacto do aumento de temperatura sobre a produtividade florestal, também realizamos outros estudos com base científica. Como exemplo, podemos citar as avaliações de práticas de manejo florestal para redução da captação hídrica e a avaliação de maior resistência a pragas.