ODS-09
Inovação e Infraestrutura

Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação

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  • Gestão sobre água e efluentes nas operações industriais

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    Contexto:

    Em 2019, a Suzano divulgou suas Metas de Longo Prazo que incluem uma meta sobre uso de água: redução da captação específica de água em 15% até 2030.

    A partir da divulgação desse compromisso, a empresa definiu uma governança para gestão do tema: foram estabelecidas metas anuais e mensais para cada unidade industrial, e os resultados são acompanhados mensalmente junto à Diretoria de Celulose, Engenharia e Energia. A companhia conta ainda com o Grupo de Trabalho de Meio Ambiente Industrial (GTMAI), que avalia os resultados mensalmente.

    Cada operação industrial monitora os indicadores de gestão hídrica semanalmente junto à Diretoria e Gerência Industrial e aos executivos. Os resultados são divulgados nas reuniões mensais de resultados a todos os colaboradores da unidade, mensalmente, para o engajamento de todos no tema.

    Em algumas das operações industriais, foram definidas metas por setor de consumo (um limite de consumo para cada etapa do processo produtivo). O desempenho setorial é monitorado nas reuniões de produção de rotina.

    Ainda em 2020 foram mapeados projetos de melhoria a serem implementados em cada unidade industrial para o atingimento da meta até 2030. Para a construção desse material, foi realizada uma pesquisa de melhores práticas adotadas na Suzano, como balanços hídricos, ferramentas de gestão (tais como Six Sigma e PDCA) e projetos de inovação, advindos do programa “i9 foco em água”. Este é um programa de inovação incentivada, onde é estabelecido um tema e vários desafios relacionados, com reconhecimento para as pessoas que lançarem as ideias mais inovadoras. O objetivo é incentivar a equipe operacional a contribuir com a redução do consumo de água.

     

    Riscos de gestão de água associados a captação, consumo e descarte de água

    O tema de gestão de recursos hídricos é material para a Suzano e sua gestão prevê uma análise de risco e cenários para mitigação de impactos causados pelo uso da água nas operações industriais.

    A empresa vem enfrentando, nos últimos anos, períodos de estiagem bastante rigorosos nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Maranhão, onde opera quatro fábricas. Isso levou a uma revisão das ações estratégicas para mitigação de eventuais problemas de captação de água e, sobretudo de lançamento de efluentes em corpos hídricos com restrição de vazão, como o rio Paraíba do Sul, que teve sua vazão reduzida em mais de 57%.

    Como resultado, a Suzano busca sensibilizar seus parceiros para o tema e conquistar resultados positivos para o meio ambiente, considerando que a solução, principalmente da crise hídrica, passa por diversas frentes de ação, desde o uso e gestão eficiente dos recursos naturais até o uso racional e práticas de mitigação de potenciais riscos.

    Neste contexto a participação da Suzano nos comitês de bacia hidrográficas onde suas unidades industriais estão instaladas é considerada como estratégica e tem o objetivo de manter suas operações alinhadas com os planos de gestão de cada bacia e também contribuir com a geração de resultados positivos a todos os stakeholders. Nesse sentido, através das equipes locais e da liderança, a Suzano participa dos seguintes comitês:

     

    • Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê;
    • Comitê de Bacia Hidrográfica Rio Doce (CBH-Doce);
    • Comitê de Bacia Hidrográfica Litoral Centro Norte;
    • Comitê de Bacias do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP);
    • Comitê das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (CPJ);
    • Comitê de Crises da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) para o Rio Tocantins.

     

    Como exemplo de resultado, em 2020, a Suzano colaborou ativamente para a definição das vazões mínimas de efluentes que podem ser praticadas na Bacia do Rio Paraíba do Sul, com o objetivo de garantir níveis mínimos de reserva.

    A empresa também contribuiu com a definição das regras operativas das Usinas Hidrelétricas (UHEs) da Bacia do Rio Tocantins, que visam maximizar o estoque de água no reservatório da UHE Serra da Mesa, que é o maior estoque de água do mundo, em termos de capacidade. O estoque de água nesse reservatório aumentará a resiliência da bacia em períodos de estiagem longos.

    Em 2020, também em função das análises de riscos realizadas, a Suzano tomou a decisão estratégica de aquisição da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e da construção de nova Estação de Tratamento de Efluentes na Unidade Mucuri.

    Com a implementação de todas essas ações preventivas e de adequação em todas as unidades industriais da Suzano, não houve qualquer episódio de redução ou paralisação da produção em função de ausência de recursos hídricos.