ODS-09
Inovação e Infraestrutura

Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação

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  • Gestão sobre o uso de organismos geneticamente modificados (OGMs)

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    Contexto:

    A Suzano desenvolve pesquisas em biotecnologia por meio da FuturaGene, uma unidade de negócio que faz parte da Diretoria de Tecnologia e Inovação da Suzano. A FuturaGene conta com centros de pesquisa localizados no Brasil e em Israel e uma equipe de aproximadamente 100 colaboradores que atuam em atividades de laboratório, casas de vegetação, no campo ou administrativas.

    Todas as atividades da FuturaGene são reguladas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que assessora o Governo federal brasileiro nas questões relativas à biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). A empresa segue a Lei de Biossegurança, bem como todas as normativas e comunicados publicados pela CTNBio, com todas as suas instalações operando sob um Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) conferido pela Comissão. Isso possibilita o desenvolvimento de seus projetos de pesquisa e a realização das respectivas avaliações de biossegurança de suas tecnologias em laboratórios, casas de vegetação e campos, em conformidade com as diretrizes estabelecidas em legislação.

    A FuturaGene conta com uma Comissão Interna de Biossegurança (CIBio) que tem como função legal assegurar o suporte para o cumprimento da legislação, promover a capacitação, fazer recomendações referentes a biossegurança e supervisionar as atividades com OGMs e seus derivados, no âmbito da empresa.

    Além disso, a unidade de negócio adere voluntariamente ao Programa de Reconhecimento da Conformidade aos Princípios das Boas Práticas de Laboratório (BPL), operado no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). O BPL é um sistema de qualidade que abrange o processo organizacional e as condições nas quais estudos não-clínicos de segurança à saúde humana e ao meio ambiente são planejados, desenvolvidos, monitorados, registrados, arquivados e relatados. A FuturaGene detém o reconhecimento BPL para estudos envolvendo a detecção, identificação e quantificação de OGMs por métodos moleculares, utilizados para a etapa de caracterização molecular e quantificação de expressão de proteínas em eventos geneticamente modificados.

    Ainda, a FuturaGene desenvolveu um Procedimento Operacional Padrão (POP) multidisciplinar para a seleção de projetos de P&D, incluindo aqueles relacionados a OGMs. Cada tecnologia/projeto em potencial é avaliado levando-se em consideração seus aspectos científicos (características, conceito, histórico em outras espécies), prospecção de negócios (necessidade, custo, retorno), questões regulatórias (aprovação prévia em outros países, riscos potenciais, biossegurança) e de propriedade intelectual (patentes existentes, direito de uso, liberdade de operação). Qualquer tecnologia que represente algum risco ao ambiente, à saúde humana ou animal é excluída por meio desses filtros. Produtos que apresentem resultados adversos ou inesperados durante as avaliações de biossegurança ou de desempenho têm seu desenvolvimento imediatamente suspenso, até que se finalize uma revisão completa de todos os critérios e resultados, que podem direcionar para a reestruturação ou para o cancelamento do projeto.

    Em 2020, a Suzano elaborou uma política e um documento de posicionamento sobre a experimentação e o uso de Árvores Geneticamente Modificadas. Esta política indica, particularmente, o compromisso de: manter a conformidade com todas as leis, convenções e protocolos aplicáveis; manter transparência sobre o tema; realizar avanço científico baseado em decisões éticas; realizar um diálogo global sobre a questão; dar acesso e compartilhar benefícios ao longo de toda a cadeia de valor, com transferência de tecnologia sem qualquer custo para fins humanitários ou ambientais; reconhecer os riscos ou controvérsias relacionados ao uso de tecnologias emergentes; evitar as práticas mais polêmicas relacionadas a tecnologias emergentes; e informar sobre o uso de tecnologias emergentes e implementar medidas que reduzam ou mitiguem os riscos associados a elas. A Suzano está em processo de formalizar sua Política e publicará o documento em 2021.

    Os recursos necessários para a manutenção das operações da FuturaGene e desenvolvimento dos projetos são fornecidos pela Suzano por meio de orçamento anual, no mesmo modelo adotado para as demais áreas da empresa.