Mudanças Climáticas

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  • Balanço de carbono (remoções e emissões)

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    Contexto:

    Balanço: é o saldo entre emissões antropogênicas e remoções de dióxido de carbono, em um intervalo de tempo. Para calcular o Balanço da Suzano, foram consideradas as emissões de Escopo 1, 2 e 3, e o balanço entre emissões e remoções diretas do uso do solo.

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    • wdt_ID Balanço de carbono (remoções e emissões), em t de CO₂ equivalente¹ 2019 2020
      1 Emissões Escopo 1 2.142.410,89 2.155.102,69
      2 Emissões Escopo 2 71.225,59 59.531,90
      3 Emissões Escopo 3 1.511.361,76 1.568.893,44
      4 Total de emissões 3.724.998,24 3.783.528,03
      5 Balanço entre emissões e remoções de uso do solo -15.476.553,88 -18.983.839,64
      6 Balanço total (emissões – remoções) -11.751.555,64 -15.200.311,61

    1. O indicador considera as emissões da Suzano. Para mais detalhes, acessar os indicadores específicos de cada tipo de emissão.

    Informações complementares:

    O balanço considera as emissões Suzano e as remoções. As explicações sobre as variações em cada um dos itens do balanço estão descritas nos respectivos indicadores “Emissões diretas de GEEs (Escopo 1) por unidade“, “Emissões indiretas de GEEs (Escopo 2) por unidade“, “Outras emissões indiretas de GEEs (Escopo 3) por unidade” e “Remoções de carbono“.

    Tanto as emissões quanto as remoções foram em 2020 verificadas por terceira parte.

     

  • Governança em Mudanças Climáticas

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    Contexto:

    A Diretoria de Sustentabilidade da Suzano tem como responsabilidade cuidar da agenda e governança acerca das mudanças climáticas. Contudo a execução desta agenda e a governança é realizada em parceria com uma série de outras áreas da companhia, que também contam com responsabilidades vinculadas ao tema.

    Áreas como Desenvolvimento Operacional Florestal, Excelência Florestal, Meio Ambiente (Industrial e Florestal), Novos Negócios, Pesquisa e Desenvolvimento, Planejamento (Estratégico e Florestal), Recuperação e Utilidades criam e executam ações voltadas ao monitoramento do risco ligado a mudanças climáticas, mitigação e adaptação; monitoram as emissões e consumos das operações florestais e industriais; buscam inovações e soluções tecnológicas vinculadas a mitigação e resiliência; fazem a gestão do consumo e da geração de energia, gestão de recursos hídricos, manejo florestal e restauração ambiental.

    Outras áreas como Relações com Investidores, Riscos, Relações Corporativas e Assuntos Regulatórios também contam com responsabilidades, como àquelas relacionadas a acompanhamento de tendências, riscos e evoluções em acordos e processos políticos.

    Em linha com essa estratégia capilarizada, em 2021, o CEO da Suzano, os diretores Industrial, de Relações Corporativas e de Sustentabilidade passaram a ter metas de remuneração variável vinculadas a mudanças climáticas. Seguindo a tendência, Gerentes Executivos e equipes também passaram a contar com metas focadas no tema.

    Além disso, justamente por essa temática ser transversal, também foram instituídos grupos de trabalho (GTs) para concentrar os esforços de diferentes áreas na definição de ações necessárias e no acompanhamento do desempenho da Suzano em vertentes como energia, água e
    consumo de recursos naturais, que, quando bem gerenciados, implicam menor emissão de GEEs, mitigação dos efeitos do aquecimento global, e maior capacidade de adaptação às mudanças climáticas.

    Em 2020, o GT Carbono foi instituído a partir de um grupo inicial, formado pelos Diretores de Novos Negócios, Relações e Gestão Legais, Finanças, Sustentabilidade e Pesquisa e Desenvolvimento, com o objetivo de acompanhar as agendas e tendências ligadas ao clima. Em paralelo, gerentes executivos e equipes atuam para internalizar tendências e aspectos climáticos na operação da empresa. Neste GT, dependendo da pauta, outros diretores e equipes são envolvidos, como Meio Ambiente Florestal, Planejamento Florestal, entre outros. Porém, com o surgimento de novas demandas e aprimoramento das práticas de governança, outros grupos de trabalho poderão, eventualmente, ser estabelecidos.

    O Conselho de Administração também tem envolvimento direto no tema, com um olhar estratégico sobre oportunidades e riscos. Seus membros participam da definição e acompanhamento da estratégia coorporativa da Suzano, o que inclui diretrizes e metas de longo prazo relacionadas às mudanças climáticas. Ainda, os Comitês de Estratégia e de Sustentabilidade (que são órgãos colegiados e contam com membros internos e externos, independentes), apoiam o Conselho de Administração neste trabalho.

    Especificamente o Comitê de Sustentabilidade tem como responsabilidade revisar e orientar a estratégia, responsabilidade corporativa, gestão de riscos, inovação e desempenho nas questões socioambientais, incluindo os temas de mudanças climáticas.

    O Conselho também atua na supervisão de riscos definidos como prioritários, dentre os quais se inserem aqueles relacionados às mudanças climáticas. A área de Riscos é a responsável final pela identificação e gestão desses pontos, reportando sobre esse trabalho diretamente ao Conselho de Administração. Adicionalmente, o Comitê de Riscos se reúne quadrimestralmente para discutir os riscos identificados e monitorados, acompanhar seus planos de ação e gerenciar eventuais crises. Por serem classificados como prioritários na Matriz de Riscos Corporativos, os riscos climáticos estão inclusos nessas discussões e são abordados de forma dedicada por, pelo menos, uma vez ao ano.

  • Reconhecimentos relacionados ao tema de Mudanças Climáticas

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    Contexto:

    Os compromissos da Suzano com a sustentabilidade e com a geração de valor no longo prazo começaram a ser reconhecidos por avaliadores externos, com relevante papel na agenda global no tema. Em relação à agenda de mudanças climáticas, em 2020, a empresa obteve os seguintes reconhecimentos:

     

    • Dow Jones Sustainability Index (DJSI): em 2020, a Suzano foi selecionada para compor a carteira 2020-2021 do Índice Dow Jones de Sustentabilidade – Mercados Emergentes (DJSI Emerging Markets). Dentre as dimensões analisadas estão a estratégia de clima, Ecoeficiência Operacional. Aspectos como riscos, oportunidades, adaptação e mitigação também são mensuradas pelo índice.

     

    • Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE): O Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3) foi o 4º índice de sustentabilidade criado no mundo, em 2005 e o principal no Brasil, e é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa. Dentre as dimensões analisadas está a de Mudanças Climáticas. A Suzano foi selecionada para integrar a carteira 2021 do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

     

    • Índice de Carbono Eficiente da B3 (ICO2): O Índice de Carbono Eficiente, ICO2, é um indicador criado pela B3 em parceria com o BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O índice é composto por ações de empresas participantes do IBrX-100 (indicador composto pelos 100 ativos mais negociados no mercado de capitais brasileiro), que aceitaram assumir práticas transparentes em relação às suas emissões de gases estufa (GEE), afirmando a preocupação com o aquecimento global. Para selecionar as empresas participantes, é levado em consideração o grau de eficiência de emissões de GEEs e o free float (total de ações em circulação) de cada uma delas. O seleto grupo, com vigência até 30 de abril de 2021, reúne 62 ações de 58 empresas listadas na B3 e a Suzano é uma destas empresas listadas.

     

    • Carbon Diclosure Project (CDP) – Questionário Mudanças Climáticas – : Em 2020, ingressamos na plataforma CDP, que alimenta investidores e governos em seu processo decisório com base em importantes informações de gestão de risco, oportunidades e impactos socioambientais. Trata-se de uma iniciativa criada para mobilizar essas partes no intuito de construir e acelerar ações colaborativas para um desenvolvimento que funcione para as atuais e futuras gerações. A boa notícia é que, em nosso ano de estreia, pela metodologia da organização, já obtivemos nota B nos três questionários respondidos, referentes a clima, água e florestas.

     

    • TPI: Segundo a plataforma a meta de redução da intensidade de emissões de escopo 1 e 2 da Suzano está entre as melhores do setor e em linha com o cenário climático de “abaixo de 2oC”, ou seja além do cenário de redução perseguido no Acordo de Paris. Até a data deste reporte a Suzano figura no level 2 – Building capacity, contudo a Suzano entende que poderia figurar níveis superiores da iniciativa.

     

    • Climate Action 100+ (CA100+): iniciativa liderada por investidores lançada em 2017 com foco inicial nas 100 empresas com maior volume de emissões diretas (Escopos 1 e 2) e indiretas (Escopo 3), identificadas a partir de dados modelados e reportados pelo CDP. No ano seguinte ao lançamento, os investidores foram convidados a nomear empresas que tenham oportunidades específicas para impulsionar a transição para energia limpa; que podem estar altamente expostas a riscos financeiros relacionados ao clima; ou podem ser cruciais a nível regional ou nacional. Por meio desse processo foram identificadas outras 61 empresas. A Suzano, por sua vez, foi nomeada para a iniciativa no final de 2020, identificada com um papel importante na transição para emissões líquidas zero até 2050 ou antes.

     

    Além disso, a Suzano foi a primeira empresa do setor de papel e celulose a protagonizar um estudo de caso da Task Force On Climate-related Financial Disclosure (TCFD). Lançada em 2015, no TCFD Knowledge Hub – página onde são divulgadas iniciativas relacionadas às recomendações da TCFD, que já expôs 14 estudos de caso (principalmente advindos de empresas do setor financeiro e não financeiro). No caso da Suzano, o destaque foi para esta Central de Indicadores, que contém informações financeiras relacionadas às mudanças climáticas, em linha com as recomendações de mensuração e transparência de resultados propostas pela TCFD.