Água

Garantir a disponibilidade hídrica e o acesso à água com qualidade para os diferentes usuários das bacias hidrográficas em que operamos, a partir de educação ambiental, proteção de nascentes, monitoramentos hídricos, redução de captação, análise de riscos e mitigação de impactos decorrentes de nossas operações sobre esse recurso.

Indicadores relacionados
  • Filtrar por categoria

  • Filtrar por tag

  • Descrição dos riscos de gestão da água e discussão de estratégias e práticas para mitigar esses riscos

    Dimensão SASB

    Contexto:

    Considerando exclusivamente a área florestal, entendemos como riscos decorrentes de gestão da água na Suzano: a indisponibilidade hídrica nas unidades de manejo florestal da Suzano; o desabastecimento de madeira por plantios próprios e parceiros; ocorrência de conflitos sociais pela sobreposição do uso da água; e penalização pelos mecanismos de certificações aplicáveis às atividades da companhia.

    A chuva é, majoritariamente, a fonte de água utilizada para a produção florestal da Suzano. Os eventos de chuva possuem natureza sazonal, ou seja, tendem a reduzir a sua ocorrência em alguns meses do ano gerando períodos de seca, a depender do regime do clima local. Estes períodos de déficit hídrico (junho a setembro, na maior parte das áreas da Suzano) podem ser intensificados durante a ocorrência de fenômenos climáticos cíclicos (como o el niño, la niña, etc.) ou em decorrência das próprias mudanças climáticas. Nesses períodos, os conflitos sociais por sobreposição de uso da água, por exemplo, tendem a aumentar.

    Para lidar com esses riscos no curto prazo, a Suzano definiu um modelo de análise e, a partir de um amplo estudo hidrológico nas bacias hidrográficas que cobrem suas áreas, priorizou aquelas críticas manejáveis, com base no balanço entre a oferta e demanda de água e a vulnerabilidade das comunidades locais. Isto permitirá iniciar a aplicação de ações de manejo em plantios nas bacias hidrográficas críticas.

    Em horizontes de médio e longo prazo, a Suzano aplicará gradualmente as ações de manejo na floresta até atingir 100% dos plantios nas bacias críticas até 2030; executará o plano de gestão social para apoiar os proprietários de terra presentes nas bacias críticas; e fará o monitoramento e aplicação de modelagem climatológica para se antecipar aos riscos decorrentes das mudanças climáticas.

    Em linha com essa atuação, a Suzano assumiu a meta de longo prazo de “Ampliar a oferta hídrica em 100% das bacias hidrográficas críticas¹” até o ano de 2030. Com isso, a empresa tem por objetivo antecipar e aplicar medidas locais mitigadoras e ou transformadoras como prevenção aos eventos de restrição hídrica, bem como se consolidar como protagonista na aplicação da inovabilidade (união entre inovação e sustentabilidade) na gestão da base florestal. Para isso, se concentrará em bacias hidrográficas com ocupação significativa pela empresa (igual ou superior a 30%), adotando práticas de manejo florestal que tenham efeito e gerem os melhores resultados para reverter a criticidade dessas bacias.

    Ao assumir tal compromisso institucional de ampliar a disponibilidade de um recurso tão sensível quanto a água em um horizonte de longo prazo, assumimos a responsabilidade não somente de cuidar das nossas áreas críticas, mas também de apoiar nossos vizinhos que se encontram em áreas de restrição hídrica, mitigando riscos de escassez deste recurso.

    As práticas previstas abordam: incorporar premissas hídricas no planejamento estratégico de suprimento de madeira, alterações das práticas de manejo florestal da Suzano nas bacias críticas, a educação ambiental para fins de conservação do solo, dentre outras. Alguns exemplos de resultados esperados dessas ações são: aumento da disponibilidade hídrica nas bacias hidrográficas críticas; mitigação de conflitos sociais; ganhos em produtividade florestal e, consequentemente, maior sequestro de CO2 atmosférico; melhoria da capacidade suporte das bacias e de seus serviços ecossistêmicos.

    Para o acompanhamento do tema, nossos principais indicadores que começarão a ser monitorados em 2021 são: “realização anual das operações na floresta” e “% de áreas manejadas (executado/ previsto)”.

    1. As bacias hidrográficas críticas são aquelas sujeitas à falta de disponibilidade de água devido a características naturais (tais como clima e tipo de solo) e do padrão de uso da terra.