Ética, Governança e Transparência

Diálogo, transparência e protagonismo na participação e condução de temas setoriais e de interesse global, que incentivem compromissos e acordos de cooperação para o desenvolvimento sustentável. Garantia dos mais elevados padrões de governança corporativa, visando à total integridade e robustez dos controles internos e processos da companhia, assim como à conduta ética, íntegra e transparente de todos os nossos públicos de relação.

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  • Principais impactos, riscos e oportunidades

    Contexto:

    A Suzano conta com uma Política de Gestão Integrada de Riscos (um documento que é público e está disponível no site de Relações com Investidores). A Gestão Integrada de Riscos da Companhia é realizada pela área de Gestão de Riscos em conjunto com as demais áreas de negócio e tem por objetivo identificar, analisar, priorizar, tratar, monitorar e reportar os principais riscos associados ao negócio da empresa, alinhados à estratégia corporativa, possibilitando a perenidade e continuidade das nossas operações.

    A área de Gestão de Riscos realiza o processo de ERM – Enterprise Risk Management -, em que, através de workshops e entrevistas com os principais executivos, identifica os principais riscos da Companhia. Posteriormente, os riscos são consolidados em uma matriz e apresentados para todos os Diretores, CEO e Conselho de Administração para definir os prioritários. Para cada um destes, é aberto ao menos um plano de ação. O monitoramento e a medição dos planos de ação dos riscos prioritários são realizados através de análises críticas. O status do plano de ação é reportado à Diretoria, ao Comitê de Auditoria Estatutário e ao Conselho de Administração. Vale reforçar que o processo de gestão de riscos é contínuo e a matriz pode sofrer alterações no nível de avalição dos riscos, conforme ocorram modificações nas condições internas e externas relacionadas ao negócio. Ao longo do ano de 2020, a área de Gestão de Riscos atualizou a matriz de riscos com a participação de mais de 170 executivos da Companhia e redefiniu esse panorama junto à Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria Estatutário e Conselho de Administração os riscos prioritários.

    O processo de gestão de riscos é estendido para todas as unidades através das Comissões Regionais RCN – Riscos e Continuidade de Negócios. Essas Comissões são responsáveis pelo mapeamento, análise, tratamento e monitoramento dos riscos de cada unidade. As Comissões são compostas por membros estratégicos de cada local para identificação dos riscos aplicáveis à sua realidade, além da definição dos planos de ação e planos de continuidade de negócios (que visam preparar a companhia caso um risco prioritário se materialize).

    Adicionalmente, foi formada a Comissão Corporativa, responsável pelo mapeamento, análise, avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos corporativos, além do monitoramento das informações daqueles riscos levantados pelas Comissões Regionais. A Comissão Corporativa é composta pela Diretoria Executiva da Suzano. Em 2020, foram treinados mais de 300 colaboradores das Unidades para temas relacionados a gestão de riscos e crises.

    O processo de Gestão Integrada de Riscos passa por auditorias de certificação e de clientes, e os resultados obtidos são levados em consideração para bonificação dos colaboradores envolvidos.

    Alguns dos riscos identificados incluem:

     

    Mercado

    O mercado de celulose é cíclico e segue a tendência de preço global, que é determinada pela oferta e demanda de celulose, capacidade global de produção de celulose de mercado e condições de crescimento da economia. O preço também pode ser afetado pela variação cambial de moedas dos principais países de produção e consumo de celulose, alteração dos estoques dos produtores e compradores, dada a expectativa de preço no futuro, e por estratégias adotadas pelos produtores que venham a colocar no mercado produtos mais competitivos.

    Por outro lado, os preços de papel se mostram mais estáveis que aqueles do mercado de celulose, sendo determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados em que são vendidos. Além disso, o preço de papel pode variar devido a uma série de fatores que vão além do nosso controle, incluindo a flutuação do preço de celulose e características específicas no mercado em que operamos. Nós não podemos garantir que os preços de celulose irão se manter nos níveis atuais, mas a gestão adequada das nossas plantas fabris propicia que tenhamos uma vantagem competitiva no custo de produção, além de maior resiliência em momentos de queda de preço.

    No processo de gestão de riscos de mercado, para mitigação dos pontos acima, são feitas a identificação, avaliação, implementação das estratégias e contratação de instrumentos financeiros de proteção aos riscos. Para administrar os impactos nos resultados em cenários adversos, a Companhia dispõe de processos para monitoramento das exposições e políticas para a implementação da gestão de riscos. Essas políticas estabelecem os limites e instrumentos a serem implementados com o objetivo de: (i) proteção do fluxo de caixa devido ao descasamento de moedas, (ii) mitigação de exposições a taxas de juros, (iii) redução dos impactos da flutuação de preços de commodities e (iv) troca de indexadores da dívida.

     

    Operações

    A Companhia está sujeita a riscos operacionais e riscos emergentes que podem acarretar a paralisação de suas atividades, ainda que parcial ou temporária. Essas interrupções podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, clima, exposição a desastres naturais, ataques cibernéticos, pandemias, entre outros. A ocorrência desses eventos pode resultar em danos sérios à nossa propriedade, diminuição significativa da produção, aumento nos custos de produção, até ferimentos corporais ou fatais em nossos colaboradores ou prestadores de serviços, além de efeitos adversos em nossos resultados financeiros e operacionais. Adicionalmente, em nossos negócios, dependemos da disponibilidade contínua de redes logísticas e de transporte, como estradas, ferrovias, terminais e portos, entre outros, que podem ser interrompidas por fatores fora do nosso controle, como movimentos sociais, desastres naturais, paralisações. Interrupções no fornecimento de insumos às nossas unidades industriais e florestais ou na entrega de nossos produtos acabados aos clientes. Tudo isso pode afetar nossos resultados financeiros e operacionais.

     

    Fatores climáticos

    Mudanças climáticas, como em casos de aumento de temperatura média ou escassez hídrica, podem acarretar perdas significativas de produtividade florestal e impactar na continuidade das operações industriais. Por esse motivo, a Suzano atua em diferentes iniciativas com o objetivo de reduzir e mitigar os riscos de natureza climática, tais como:

    • Ações de redução de emissões de gases do efeito estufa: projetos de aumento da eficiência no uso de combustíveis fósseis (quando o uso se faz necessário); redução de raio médio (distância entre as operações florestais e as plantas fabris), procedimentos e planos de ação específicos em caso de queimadas, entre outras ações;
    • Iniciativas de adaptação às mudanças climáticas: estudos específicos das particularidades de cada região em que operamos e identificação de tendências sobre as condições climáticas, meteorológicas e de solo, de modo a gerarmos recomendações às operações e, até mesmo, orientarmos análises de possíveis expansões; estudos voltados à produção de clones e mudas mais resistentes às variações e extremos climáticos; e elaboração de planos de contingência para cenários mais críticos (como um quadro de possível escassez hídrica nas bacias hidrográficas em que operamos).

     

    Gestão de riscos e impactos sociais

    Seguindo o Procedimento de Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Sociais, o modelo de gestão de impactos sociais da Suzano busca eliminar, diminuir ou compensar os impactos negativos gerados por ela por meio de práticas de manejo, de investimentos socioambientais e ações contínuas de controle e mitigação, que devem ser previstas em procedimentos operacionais do sistema de gestão da empresa. A equipe de Desenvolvimento Social é a responsável pela coordenação e identificação dos aspectos e impactos sociais, sendo que, a aprovação das análises é realizada pelos gestores dos processos envolvidos e a validação final ocorre pelo RISC Local – fórum responsável pela análise e monitoramento dos processos de relacionamento com partes interessadas da região.

    Para a identificação e análise dos aspectos e impactos sociais, são consideradas as demandas de partes interessadas pertinentes oriundas do software SISPART, que possui como fonte de dados o Engajamento e o Diálogo Operacional, entre outros. Anualmente, o RISC Local avalia a necessidade de revisão da matriz de impactos sociais, considerando os resultados do monitoramento e avaliação crítica dos processos relacionados ao Plano Anual de Relacionamento com Partes Interessadas, bem como das demandas de partes interessadas levantadas pelo SISPART.