Excelência Operacional e Ecoeficiência

Ampliação da nossa produtividade e garantia de níveis excelentes de eficiência em nossas operações, com reaproveitamento contínuo de recursos e resíduos e aumento da geração e exportação de energia de fonte renovável, além da qualidade dos nossos processos.

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  • Gestão sobre energia

    Contexto:

    A matriz energética da Suzano é sustentada, majoritariamente, por fontes renováveis como: biomassa composta por cascas, toretes e rejeitos do processo de picagem da madeira; e biomassa líquida, reconhecida como licor negro – responsável pela geração da maior parcela de energia. Além disso, em algumas unidades, já foi implementado o aproveitamento energético de lodo biológico nas caldeiras de biomassa.

    Em algumas unidades produtivas, há excedente na geração de energia elétrica, o que possibilita sua disponibilização na rede nacional (SIN – Sistema Interligado Nacional), contribuindo para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz energética brasileira.

    A Suzano conta um Grupo de Trabalho (GT) de Energia que analisa periodicamente os projetos estruturais e as ações de curto prazo a serem implementadas. Trata-se de um grupo multidisciplinar, responsável por analisar, priorizar e apoiar a condução das iniciativas de otimização de performance energética, incluindo-as em um grupo de projetos gerido corporativamente. Entre outros projetos conduzidos pelo GT de Energia, em 2020, destacam-se as seguintes iniciativas:

     

    • Projeto de aumento da geração específica das caldeiras: teve como objetivo aumentar a geração específica de vapor das caldeiras das unidades industriais, ou seja, aumentar a geração de vapor com a mesma quantidade de licor preto consumida (combustível renovável/subproduto de processo). A maior geração de vapor de base renovável implica na maior geração de energia e na redução de consumo do vapor base não-renovável;
    • Projeto Thor: iniciativa desenvolvida com o apoio da equipe de Digital da empresa, que tem como princípio a aplicação de machine learning para otimizar a geração de energia elétrica do conjunto de turbogeradores nas unidades fabris, elevando a geração de energia elétrica base renovável.

     

    Além das iniciativas supra citadas, destaca-se também o foco em redução de consumos térmico e elétrico no processo produtivo, bem como redução do consumo hídrico, insumos químicos e da geração de resíduos, integrando os processos de dez plantas da companhia – Três Lagoas (MS); Jacareí (SP), Limeira (SP), Rio Verde (SP) e Suzano (SP); Aracruz (ES); Mucuri (BA); Imperatriz (MA); Belém (PA) e Maracanaú (CE), buscando compartilhar e eleger as melhores práticas em toda cadeia de valor.

    De maneira geral, para a gestão do tema, a Suzano mantém as seguintes práticas recorrentes:

     

    Alocação de Geração Própria

    Mensalmente, todo consumo de energia das unidades que adquirem energia elétrica, é, de forma prioritária, coberto pela geração de energia das plantas da Suzano que geram energia excedente e são exportadoras através de mecanismo regulatório de Alocação de Geração Própria (AGP), via sistemas internos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no Brasil.

     

    Venda de excedente de energia

    Após a alocação interna de energia das plantas exportadoras para as plantas importadoras, toda energia remanescente é vendida a outros agentes do mercado, em contratos de curto, médio ou longo prazos, a preço de mercado, de acordo com a melhor oportunidade comercial para a Suzano. Para tal, é mensurado o risco de crédito das compradoras, pela área financeira, de forma a se reduzir o risco para a empresa.

    A Suzano tem, ainda, a meta de longo prazo assumida com o objetivo de aumentar em 50% a exportação de energia renovável até 2030. O desenho do compromisso foi esse pois a energia elétrica gerada nas fábricas é produzida a partir de fontes renováveis, viabilizando excedentes que podem abastecer o sistema nacional de energia. Assim, por meio de investimentos em eficiência, pesquisa e inovação, a empresa busca aumentar a sua contribuição para a disponibilização de energia limpa e renovável para todo o país.

    A Suzano também está sujeita a regulamentos locais e federais que incluem:

     

    • Plano Nacional De Energia 2050: Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME), o plano é um instrumento de suporte ao desenho da estratégia de longo prazo do planejador em relação à expansão do setor de energia. Para isso, é apresentado um conjunto de recomendações e diretrizes a serem seguidas ao longo do horizonte de 2050.
    • Plano Decenal De Expansão De Energia: Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME), o Plano Decenal de Expansão de Energia é um documento informativo voltado para toda a sociedade, com uma indicação, e não determinação, das perspectivas de expansão futura do setor de energia sob a ótica do Governo, no horizonte decenal.
    • Decreto nº 5.163/2004: Regulamenta a comercialização de energia elétrica, o processo de outorga de concessões e de autorizações de geração de energia elétrica além de outras providências legais e regulatórias. . O funcionamento do mercado de energia é coordenado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), órgão regulador do setor elétrico. Criada em dezembro de 1996, é uma autarquia em regime especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).